sábado, 29 de maio de 2010

O Físico


Acabei de ler, há um bocado, o livro "O Físico", de Noah Gordon, que andava a ler há algum tempo...

E...

ADOREI!!!

As suas 510 páginas levaram-me por um mundo diferente, e fizeram o que um bom livro me faz: apresentou-me uma sequência de imagens fabulosas, que me fizeram viajar com Rob Cole pela Pérsia Antiga, numa sucessão de sensações e sentimentos que mexeram comigo.

No fim, fica-me a pergunta, feita a mim própria e a quem quiser responder:

O que serás capaz de fazer pelo Sonho da tua Vida e pelo teu Grande Amor?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Há alturas...

... Em que ser minimamente feliz parece impossível...

Há dias em que o cansaço geral, físico e mental, se torna num cansaço emocional, até mesmo espiritual.

Há dias em que acordo e resmungo, porque no mundo dos sonhos, mesmo até dos pesadelos, se está melhor do que na realidade duma cama vazia dele.

Há dias em que a minha Alma está cansada da vidinha desenxabida que por vezes tenho, e só lhe apetece partir.

Há dias em que me faltam forças até para respirar.

Há dias em que no final até consideramos que foi um bom dia, que sabemos as vantagens e temos consciência das bençãos que nos dão, mas que não conseguimos agir em conformidade e parecemos "mal-agradecidos".

Há dias em que simplesmente não me apetecia acordar. Para sempre.

Há dias em que tenho de respirar devagarinho, e fazer tudo devagarinho, porque se tentar fazer mais ou mais depressa, esgoto-me, falta-me o ar.

Há dias em que não sinto motivação para nada.

Há dias em que me revolto por alguém te tirado o meu coração do congelador e ter feito com que os sentimentos nascessem e depois, incautamente, sem maldade, o ter deixado cair e feito quebrar.

Há dias em que não me apetece sentir. Porque "sentir", dói.

Há dias em que me sinto apenas em dor.

Há dias de merd@, e eu ando a ter demasiados desses dias, ultimamente...

Fuck... :(

domingo, 9 de maio de 2010

Workshops de paparoca 1

Pois é, meus caros amigos, leitores e demais visitantes aqui do estaminé, a vida não é só feita de comer paparoca, também há que estudar e aprender e ver e tudo e tudo e tudo...

Daí que, numa oportunidade que tive num fim de semana aqui há tempos, fui a uns workshops de comidinha tradicional adaptada às modernices da Alta Cozinha e afins...

Foi supergiro, interessantíssimo e aprendi umas coisinhas, e hoje venho partilhar convosco o que vi, provei e aprendi por lá.

O Chef Alexandre Ferreira (da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro - Lamego) foi um querido, muito atencioso e a explicar tudinho, e a deixar provar tudo... Mnhammmm

Então, passo a mostrar os resultados do 1º workshop (não sei que nomes têm alguns pratos, por isso ficam com a minha imaginação e com o nome que lhes dou):

Entrada 1
Pastelinhos de morcela e maçã



Mistura-se morcela (do Fundão e de Arganil) já cozida, sem pele e esmigalhada, com maçã Bravo de Esmolfe partida aos bocadinhos e salteada num fio de azeite, e amêndoas torradas e picadas. Embrulha-se em massa filo (a das chamuças) e vai ao forno depois de pincelada com ovo.
Acompanha com ananás caramelizado em mel, germinados de saladas (que é como quem diz, saladinhas acabadas de nascer, de plantinhas diferentes), vinagre de framboesa (divinal, este vinagre) e vinagreta de maçã (esta fez-se com uma infusão das cascas da maçã + sumo de maçã + Maizena Express e umas gotas de limão).


Segundo Prato 1
Bacalhau cozido a baixas temperaturas, acompanhado de cevadinha de 2 queijos (em vez de arroz) e puré de batata-doce



O Bacalhau é marinado em vinho tinto, alho, cebolinho, sal, tomilho-limão e cozido em vácuo a baixas temperaturas (em banho-maria, mas também pode ser cozido a vapor).
A cevadinha foi cozida em caldo de legumes (de verdade, não de Knorr...) e depois adicionou-se espargos escaldados em água e dois queijos ralados (um curado e outro de meia-cura).
O puré de batata-doce foi feito com as batatas assadas com casca, e depois descascadas e moídas, com leite e natas.
Acompanhou um molho de salsa, em que a salsa foi escaldada durante 15 seg, escorrida, moída com azeite e passada num crivo.

Sobremesa 1
Leite-creme de lúcia-lima em cama de maçã caramelizada, Espuma de Requeijão, Sabayon de Jeropiga e Gelado de Tomilho-limão



Leite-creme: 1 litro de leite no qual se fez a infusão de lúcia-lima, 6 gemas, 60gr de farinha maizena e 150 gr de açúcar e faz-se como os outros.
Carameliza-se maçã em mel multiflora e com um pouco de jeropiga.
Coloca-se a maçã no fundo da travessa/taça e cobre-se com o leite-creme, que se polvilha com açúcar mascavado e se torra.

Espuma de Requeijão: Requeijão + ovos + natas + gelatina demolhada em leite aquecido, tudo batido e colocado num sifão a 2/3 da capacidade (não tenho as quantidades).

Sabayon de Jeropiga (não tenho a receita mesmo, mas não deve diferir muito desta que encontrei aqui, na versão "Jeropiga" e sem laranja): 100 gr de açúcar, 6 gemas de ovos, 2,5 dl de jeropiga. Enfeita com biscoitos de azeite esfarelados.

Gelado de Tomilho-limão: 1 litro de leite onde se fez a infusão de 30gr de tomilho-limão durante meia hora, que vai a engrossar ao lume com 8 gemas e 150 gr de açúcar. Depois precisa da máquina de gelados (lembram-se quem tem, lembram-se?...eheheh).



Tenho a dizer que estava tudo DIVINAL, embora o puré de batata-doce pudesse ser uma sobremesa em vez dum acompanhamento, pelo seu sabor adocicado.

Espero que tenham gostado deste post e que vos tenha crescido água na boca! :D

Um dia destes, escrevo a continuação, sim?

Boa noite a todos e...

BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA :D

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A vingança...


é um prato que se come frio...

Ou acabadinho de fazer!!! ;)

Em jeito de resposta ao menino JP que acha que me bate aos pontos na cozinha, aqui está uma receitinha...

Sim, porque eu sou "mete-nojo" com as minhas fotos de paparoca, mas ao menos EU publico a receita e não me "armo aos cucos" de dizer que é muito bom e blá blá blá e publico apenas as fotos sem publicar a receita... Humpfff... Gentinha... Humpfff...

;)


Ora, aqui vai!

A receita da massa veio daqui, da "receita alterada", mas fiz apenas metade da quantidade e usei um pouco de farinha integral. E usei farinha T55, porque é mais fácil de arranjar que a T65, que só tenho visto à venda em grandes quantidades.

Daí que a dita cuja receita ficou assim:

Receita mais que alterada:
-Meio pacote de fermento desidratado Fermipan
-1 colher (chá) de sal grosso
-350ml de água
-0,5kg de farinha (a maior parte era trigo T55 e levou umas 3 colheradas de sopa de farinha integral).

Coloquei os ingredientes na MAP e pus no programa "Massa".

Enquanto a MAP trabalhava por mim (Aaah! Abençoada MAP e electricidade!!!), cortei chouriço às rodelas.
Usei 3 tipos de chouriço:
- de carne, de Trancoso
- de porco Bísaro, de Vinhais
- de porco preto, da marca Montanheira.

(Sim, porque assim fiz uma "prova" de chouriços, percebem?? E gostei de todos, mas estou absolutamente fã dos dois últimos... Depois até li que para o pão com chouriço, se devem usar chouriços com alguma gordurinha, porque o sabor fica mais rico e não fica tão seco, e concordo. Aí, ganharam os dois últimos, também.)

Quando a MAP acabou de trabalhar e a massa levedou até ao dobro, tirei-a, estendi-a e moldei os pães com o chouriço no meio, e levei ao forno, em cima de papel vegetal próprio e polvilhados com farinha.

O resultado foi este:

2 pães grandinhos, que mereceram elogios de quem os provou, se bem que eu acho que estavam um pouco insonsos, mas digamos que... Não sobraram... ;)


:)

(JP, não me provoques, que ainda tenho outras receitas por publicar... :p)

O Conde surdo e o fiel Mordomo

Um Conde que era muito surdo, chegou à sua mansão.

O mordomo, atentamente, abre-lhe a porta, baixa a cabeça e reverencialmente saúda-o:
- "Entra, filho de uma grande put@, de onde vem o senhor Conde com essa cara de mariconço?

Ao que o Conde, sorridente, lhe responde:
- De comprar um aparelho auditivo...




Hehehehe :p

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sherlock no seu melhor! :p

Sherlock Holmes e Watson vão acampar.
Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.

Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:
-Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.

Watson responde:
-Vejo milhares e milhares de estrelas.

Holmes, então, pergunta:
-E o que isso significa?

Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias, e, potencialmente, biliões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03 horas e 15minutos pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia.
Correcto?

Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
-Fod@-sssse... Watson, não vês que nos gamaram a put@ da tenda?!!...




Ehehehe
Já é velhinha, mas não resisti a partilhar!! :)

domingo, 2 de maio de 2010

Acordei...

... com o chilrear dos passarinhos e dos seus saltinhos no telhado.

Manhã serena, luminosa, calma.

Mas com todo o apelo que a manhã fazia, com toda a tentação de sair, de apanhar sol, de passear, não consegui levantar-me.

Toda vazia de vontade, e com uma angústia a pesar-me e a prender-me à cama, a deixar-me sem reacção.

Sem vontade de nada.

E tudo isto porque acordei com a sensação que nunca mais te vou ver...

E tenho tantas, mas tantas saudades tuas!...




So, I was dreaming of you
I was falling with you
and broke my heart

So, I was falling for you
I was dreaming with you
and broke my heart

sábado, 1 de maio de 2010

Problema de matemática


José Sócrates, numa das suas múltiplas visitas a escolas, numa delas considerada escola-modelo onde foi distribuir uns computadores aos professores, resolve pôr um problema às criancinhas. (Desta vez, parece que não houve casting prévio...)

- Meninos, tenho um problema para vocês resolverem. Quem acertar na solução ganha um computador que eu ofereço!!!

Então, é assim:
Um avião saiu de Amesterdão com uma velocidade de 800 km/h; a pressão era de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 ºC.

A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 lugares para passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras, mas uma estava de folga.
A pergunta é... Quantos anos tenho eu?



Os alunos ficam assombrados.

O silêncio é total.

A professora fica estupefacta.


Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:

- 50 anos, senhor inginheiro!

José Sócrates surpreendido fita-o e diz:
- Caramba!
Acertaste em cheio. Vou dar-te o computador!
Eu tenho mesmo 50 anos. Mas como encontraste esse número?



E Joãozinho diz:

- Bem, foi muito fácil. Foi uma dedução lógica, porque eu tenho um primo que é meio parvo, e tem 25 anos...






AHAHAHAHAHAH
Fantástico Joãozinho!!!