O pensamento de ambos foi o mesmo:
“O pai sou eu!...”
Mas como prometido, não a interromperam.
Ela continuou:
“Vou ser mãe, e agradeço-vos esta criança que me deram. Agradeço-vos, porque ambos são o pai, pois esta criança é o fruto do amor que sinto por vós.”
João e Carlos protestaram. Era impossível serem ambos o pai, e ambos queriam-no ser. Exigiram um teste de paternidade.
Maria Beatriz levantou-se, impondo-se:
“Vocês não perceberam. Ambos são o pai, se assim o quiserem. Não haverá testes de paternidade, pois eu não preciso disso para nada. Se não quiserdes esta criança, também não me querem, pois somos parte uma da outra. Esta criança é minha, tanto quanto vós sois meus e o meu amor por vós é real.”
O ambiente ficou demasiado tenso. E ela pediu-lhes para sair.
Ambos sairam e não trocaram uma palavra entre eles.
A escolha era dela, não deles. E ela tinha sido firme em não querer o teste de paternidade.
Mas a eles, a cada um deles, competia-lhe ter de lidar com a situação.
Assumir uma criança que poderia ser do outro, ou renegar uma criança que poderia ser dele?
(Continua...)
“O pai sou eu!...”
Mas como prometido, não a interromperam.
Ela continuou:
“Vou ser mãe, e agradeço-vos esta criança que me deram. Agradeço-vos, porque ambos são o pai, pois esta criança é o fruto do amor que sinto por vós.”
João e Carlos protestaram. Era impossível serem ambos o pai, e ambos queriam-no ser. Exigiram um teste de paternidade.
Maria Beatriz levantou-se, impondo-se:
“Vocês não perceberam. Ambos são o pai, se assim o quiserem. Não haverá testes de paternidade, pois eu não preciso disso para nada. Se não quiserdes esta criança, também não me querem, pois somos parte uma da outra. Esta criança é minha, tanto quanto vós sois meus e o meu amor por vós é real.”
O ambiente ficou demasiado tenso. E ela pediu-lhes para sair.
Ambos sairam e não trocaram uma palavra entre eles.
A escolha era dela, não deles. E ela tinha sido firme em não querer o teste de paternidade.
Mas a eles, a cada um deles, competia-lhe ter de lidar com a situação.
Assumir uma criança que poderia ser do outro, ou renegar uma criança que poderia ser dele?
(Continua...)



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