quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Diário das Minhas Maminhas - 17

A Operação

Pedem-me para estar cedo no Hospital, e eu assim faço, às 9.30, tendo apenas tomado um pequeno almoço às 7h, se bem me lembro.
Chego, tratam-se das papeladas, mostram-me o quarto e arrumo as minhas coisas.
Mandam-me tomar banho, e eu protestei porque já tinha tomado em casa, mas pronto, lá fui eu de novo ao banho.
Após o banho, vesti uma bata "sexy"... Que deixava ver o rabiosque se não tivesse cuidado. :P
 
Passado um bocadinho, enfiam-me uma agulha nas veias a deitar soro... O que achei interessante, pois sempre quis saber qual era a sensação de ser alimentada assim... [Giro para fazer uma vez por outra, um tédio se for obrigatório todos os dias... Logo eu que gosto de comer e saborear a comidinha e os petisquinhos e as gulodices...]
 
Ando ali a flautinar, acompanhada pelo meu Querido, o dia todo, até me chamarem para o bloco operatório, ao fim da tarde.
Lá vou eu, de boleia numa maca, sempre bem disposta e, sinceramente, nada nervosa.
 
Entretanto, fico numa ante-sala do bloco, e dão-me algo para "me acalmar"... Acalmou-me tanto que fiquei a dormir uma hora, pelo menos...lol
Acordo, e pergunto que horas são e se demoro a ser operada.
"Ainda falta um pouco", diz a enfermeira, "houve uma emergência e o bloco está ocupado".
 
Fico sossegadinha a ver as pessoas dum lado pro outro, até que me levam para o bloco: uma sala fria, cheia de luz, com o médico lá.
Gente bem-disposta, a trocarem umas piadas entre eles.
 
O anestesiologista coloca-me uma máscara e pergunto o que é, uma vez que pedira anestesia local e não geral.
Responde-me que era Oxigénio, o que duvidei, e pede-me para fazer uma contagem. Ao número 3, apaguei.
Quando acordei, estava no recobro. Bem disposta, sem dores, descansada, nem parecia que tinha sido operada.
Pedi para ir urinar, e disseram-me que tinha de ser com arrastadeira e que não podia andar de pé, o que não achei muita piada, mas sentei-me, para grande espanto delas, que olharam para mim como se fosse cair para o lado a qualquer momento.
Depois, fiquei um pouco a descansar, até me virem dizer que o meu Querido estava quase a partir tudo pois não sabia nada de mim desde que eu tinha saído de ao pé dele, o que tinha sido há já 4 horas (é natural, tinham-lhe dito que era coisa rápida, de 2 horitas no máximo, mas ele não sabia que eu tinha ficado a dormir a sesta antes da operação).
Ele veio para ao pé de mim e depois foram-me por ao quarto, onde estavam mais duas senhoras.
A noite foi serena, tirando acordar com fome e com vontade de ir urinar outra vez, eram umas 6 da manhã.
As enfermeiras de serviço deixaram-me ir à wc, com o carrinho de soro atrás, e ofereceram-me umas bolachas, para aguentar até ao pequeno-almoço.
Perto das 8, veio o pequeno-almoço, e depois fiquei a dormir mais um pouco.
Durante a manhã, tiraram-me o soro, o médico veio ver-me e tive alta.
 
A seguir, fiquei em recuperação...
 
Considero que fui muito bem recebida e atendida por todos, no Hospital, fossem as pessoas da parte administrativa, as auxiliares, as enfermeiras ou a equipe médica.
E sim, era um Hospital público, e só tenho a dizer bem de quem cuidou de mim.
[Só a parte de não terem dito nada ao meu Querido é que não correu muito bem...]
 
 

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