sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Uma couve especial

Ontem, ofereceram-me uma couve especial, reservada desde Agosto, para mim.

Fiquei siderada a olhar para a couve, pois, no decorrer das conversas que levaram àquela oferta, a couve estava destinada a um prato denominado "couves com feijão", de muito agrado do "meu" M.

Nem tive reacção, conforme ma ofereceram, e fiquei a pensar se a pessoa que ma ofereceu, sabia do fim do nosso namoro.
A pessoa foi embora e eu deitei mãos à cabeça: "Que vou eu fazer com a couve, agora, a couve que era para comermos juntos?" 

Bem, decidi entregar a couve ao M., pois iria encontrar-me com ele nesse fim de tarde.

A meio da tarde, o M. disse que não nos podíamos encontrar. Nem no dia seguinte.

Entrei em "pânico": "Que faço eu com a couve???"
Acabei por lhe confessar o meu dilema, ao que ele respondeu: "Faz uma sopa ou um cozido"... Engraçadinho! :P
EU SEI BEM O QUE SE FAZ COM UMA COUVE!!!!

O meu dilema: 
Quando alguém me oferece algo "só para mim", não stresso... Dou-lhe o destino que entender. 
Quando alguém me entrega algo com a recomendação de ser para "nós dois" (e era o caso) sou incapaz de consumir "sozinha", ou "livrar-me das coisas"... Faz-me impressão, pois existe todo um "destino" à volta dessas coisas, e eu não gosto de contrariar esse destino...
É o meu feitio... Aconteceu com um queijo da Serra maravilhoso que me deram, que esteve religiosamente congelado e guardado até Ele voltar, aconteceu com um vinho que tinha guardado para ele... Sou assim, nada a fazer!

Então, agora perante a situação de ter uma couve que era para "nós" e tendo em conta que "nós" já não existimos ( :( ), fiquei a achar que comê-la me ia dar um amargo de boca... :/

Desabafei com uma amiga, que se prontificou a ficar com a couve... Estivesse ela mais próximo, e tinha o dilema resolvido... Mas ela não está, e eu fiquei a pensar no que fazer.

No início da noite, liguei à "minha" sogrinha, e expliquei-lhe o meu dilema. Ela, que em muita coisa é parecida comigo, percebeu o meu stress e lá aceitou ficar com a couve, que lhe entregaria hoje.
Respirei, aliviada, e relaxei.

Passado uns 10 minutos, ela liga-me de volta, a prescindir da couve. Tinham andado a comer "couves com feijão", durante a semana, e não iria tornar a fazer tão cedo. Sugeriu que a desse a alguém.
Deixou-me no mesmo dilema, mas também entendi que não haveria nada a fazer.

Sentia-me adoentada, com uma dor de cabeça enorme e arrepios, e estava stressada com a história da couve, e pensei: "Amanhã falo com quem me deu a couve e tomo uma decisão.".

Deitei-me cedinho e "dormi sobre o assunto".

[To be continued...]

1 comentário:

  1. tu tens uma maneira de pensar amorosa! e isso torna-te especial!

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Sopra no vento o que pensas, sentes ou sonhas... Que o vento trará até ao alto da minha árvore as tuas palavras...

Obrigada...