terça-feira, 20 de outubro de 2015

Um Bolo Anónimo

Este fim-de-semana, e para contribuir para a festinha de aniversário da minha sobrinha Nº4, fiz um bolo que foi semi-inventado por mim, há uns meses: é a junção de duas receitas minhas.
Por motivos de andar a experimentar receitas sem glúten, e porque as duas receitas isoladas me sabem bem, juntei-as!
É uma mistura da receita dos bolinhos de côco (ver aqui) e da Tarte de Santiago (ver aqui).
Mas, desta vez, usei um pouco menos de açúcar, e então, a receita é a seguinte:
A 8 ovos, batidos inteiros (mas sem casca!!! :P ) com 350gr de açúcar amarelo até fazerem bolhas, juntam-se 200 gramas de côco ralado e 250 gramas de farinha de amêndoa. Bate-se bem até ficar bem misturadinho, e coloca-se numa forma antiaderente, untada com manteiga.

[Para quem não sabe, se a massa do bolo não levar gordura, não é preciso polvilhar a forma com farinha, basta untar.]
Apeteceu-me variar e fiz numa forma com buraco e ondinhas, em vez de ser na forma de fundo liso sem burado, e acho que ficou bem bonito...
Ora vejam:


 
Bem, agora preciso da vossa ajuda:  este bolo não tem nome.
Aceitam-se, e agradecem-se, sugestões para o baptizar!
Grazie mille! :)

[Quem recebe os meus posts no email, não adianta responder ao email que recebe: ou mandam-me um email directamente, ou têm de vir à caixa de comentários dar a opinião, ok?]

sábado, 10 de outubro de 2015

Uma couve especial II

[Continuação - 6ª feira]

Acordei, a sentir-me um bocadinho melhor, mas ainda "menos bem".

A couve, guardada no frigorífico, lá continuava, linda como só ela, e o meu dilema, também, atormentador como só ele.

No trabalho, não consigo falar com quem ma ofereceu.

À hora de almoço, decidi: 
"Parto a couve ao meio e faço a minha metade como estava planeado, para o almoço de Domingo. A outra metade, do M., leva o Caçula de fim-de-semana, que vai para a casa do meu outro irmão, que até foi colega de quem me ofereceu a bela couve."

Se bem pensei, melhor o fiz: Parti a couve ao meio, e enviei-a.

À tarde, consegui falar com a pessoa que ma ofereceu. Perguntei-lhe se se tinha apercebido do fim do meu namoro com o M. e ia explicar-lhe o meu dilema. 
No meio de risos, disse-me que aquela couve era só minha, pois já estava reservada ANTES sequer de termos falado nas "couves com feijão" do M..
Contei-lhe a minha decisão, de dividir com o meu irmão, e a reacção foi de aprovação.

Mais tarde, comprei feijão Catarino, para fazer as "couves com feijão" no Domingo. Este prato acompanha com sardinhas, fritas ou assadas, bacalhau assado ou toucinho assado.

Agora só fica o dilema de decidir qual o acompanhamento... :)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Uma couve especial

Ontem, ofereceram-me uma couve especial, reservada desde Agosto, para mim.

Fiquei siderada a olhar para a couve, pois, no decorrer das conversas que levaram àquela oferta, a couve estava destinada a um prato denominado "couves com feijão", de muito agrado do "meu" M.

Nem tive reacção, conforme ma ofereceram, e fiquei a pensar se a pessoa que ma ofereceu, sabia do fim do nosso namoro.
A pessoa foi embora e eu deitei mãos à cabeça: "Que vou eu fazer com a couve, agora, a couve que era para comermos juntos?" 

Bem, decidi entregar a couve ao M., pois iria encontrar-me com ele nesse fim de tarde.

A meio da tarde, o M. disse que não nos podíamos encontrar. Nem no dia seguinte.

Entrei em "pânico": "Que faço eu com a couve???"
Acabei por lhe confessar o meu dilema, ao que ele respondeu: "Faz uma sopa ou um cozido"... Engraçadinho! :P
EU SEI BEM O QUE SE FAZ COM UMA COUVE!!!!

O meu dilema: 
Quando alguém me oferece algo "só para mim", não stresso... Dou-lhe o destino que entender. 
Quando alguém me entrega algo com a recomendação de ser para "nós dois" (e era o caso) sou incapaz de consumir "sozinha", ou "livrar-me das coisas"... Faz-me impressão, pois existe todo um "destino" à volta dessas coisas, e eu não gosto de contrariar esse destino...
É o meu feitio... Aconteceu com um queijo da Serra maravilhoso que me deram, que esteve religiosamente congelado e guardado até Ele voltar, aconteceu com um vinho que tinha guardado para ele... Sou assim, nada a fazer!

Então, agora perante a situação de ter uma couve que era para "nós" e tendo em conta que "nós" já não existimos ( :( ), fiquei a achar que comê-la me ia dar um amargo de boca... :/

Desabafei com uma amiga, que se prontificou a ficar com a couve... Estivesse ela mais próximo, e tinha o dilema resolvido... Mas ela não está, e eu fiquei a pensar no que fazer.

No início da noite, liguei à "minha" sogrinha, e expliquei-lhe o meu dilema. Ela, que em muita coisa é parecida comigo, percebeu o meu stress e lá aceitou ficar com a couve, que lhe entregaria hoje.
Respirei, aliviada, e relaxei.

Passado uns 10 minutos, ela liga-me de volta, a prescindir da couve. Tinham andado a comer "couves com feijão", durante a semana, e não iria tornar a fazer tão cedo. Sugeriu que a desse a alguém.
Deixou-me no mesmo dilema, mas também entendi que não haveria nada a fazer.

Sentia-me adoentada, com uma dor de cabeça enorme e arrepios, e estava stressada com a história da couve, e pensei: "Amanhã falo com quem me deu a couve e tomo uma decisão.".

Deitei-me cedinho e "dormi sobre o assunto".

[To be continued...]

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Há pequenas coisas...

... que doem demais...

E eram escusadas...

:(