Nestes dias, e no seguimento daquilo que eu chamo de Strange Days, tem sido cada vez mais forte e intensa a vontade de sair, de partir.
Para onde? Porquê? Fazer o quê? Em que condições?...
Estas perguntas agitam-se no meu cérebro, o qual, na verdade, anda em baixo de forma.
Tentei tornar gráfica as questões, numa forma de, também, ordenar os pensamentos.
E saiu isto:

(imagem da fada elaborada pela
Jane Doe)
Ou seja, nem sempre a abertura duma porta implica o fecho de todas as outras...
Mas, neste momento, surgem as questões dos motivos, das vantagens e das desvantagens de cada opção.
Pensem comigo:
A porta azul é a mais urgente. Ficar aqui, nesta cidade e neste emprego.
A cidade não me cativa, nem me prende. Aliás, nunca nenhuma cidade ou sítio o fez, não há nenhuma terra que me leve a pensar "quero ficar aqui para sempre". Sempre disse que "casa, é onde ponho a minha cabeça na minha almofada e durmo descansada".
Emprego:
A estabilidade profissional está, de certa forma, sempre comprometida, devido à "crise". Ou seja, hoje em dia, nenhum emprego é seguro (tirando ser politico mentiroso e aldrabão, mas não tenho estômago para isso, nem perfil.)
No entanto, é um pássaro na mão...
Gosto do meu trabalho.
Por outro lado, cada vez faço menos o que gosto e me afundo em burocracias e papéis, e vejo o Governo a lixar tudo e todos, principalmente quem mais trabalha.
A perspectiva de evolução, no trabalho, é pequena, estou a sentir mais estagnação e regressão ou retrocesso que outra coisa. Nem o mestrado na área servirá para evoluir profissionalmente (leia-se "fazer o que gosto, ser reconhecida e ter melhor ordenado").
Partir, sem destino.Significa apresentar uma carta de despedimento, dar 2 meses ao emprego, e sair sem outro emprego em vista, deixando de ter ordenado e sem subsídio de desemprego.
Significa sair desta cidade, levando as tralhas todas para o sítio do costume das tralhas: a casa da minha mãe.
E ficar por lá até decidir o rumo.
Partir, com destino.Apresentar a carta de despedimento, dar os dois meses (ou a indemnização) e ir trabalhar para outro lado, tendo já um "ramo" na mão antes de largar este.
Uma situação mais segura em termos profissionais e monetários, mas que ainda não existe na realidade.
De preferência, ir para perto da casa da minha mãe, por várias razões, entre as quais estar mais perto da família.
Porta VioletaSair do país VS ficar no país:"Sair" é sempre uma aventura e ia-me custar, essencialmente e MUITO, ficar longe dos meus garotos, da minha família, sendo que um dos motivos de querer sair daqui é, precisamente, estar a uma hora de caminho da 7ª, numa direcção, e a 2h e meia dos restantes sobrinhos, na direcção oposta.
Sair sem rumo e sozinha é uma possibilidade que me assusta, confesso. Mas que também me seduz.
"Ficar" começa a ser cada vez mais difícil, devido à noção fantástica que tenho desta classe política que só nos fod€...
Porta RosaContinuar da Área 1 VS Mudar para a Área 2Ok, estamos de crise e blá blá blá, não há nenhuma área que seja segura.
Tenho formação na Área 2 e dizem que tenho "jeito", além de ter gosto por ela. Tem a ver com Reiki e massagens terapêuticas, e agrada-me quando as pessoas saiem de junto de mim melhores do que quando chegaram.
Mas não deixo de gostar da Área 1, daí ponderar a coexistência de ambas, nem que a 2 fosse em regime de part-time.
Porta VerdeSe mudar para a Área 2, terei de continuar a formação na mesma; se continuar na Área 1, posso não ter tempo para a prática, apenas para mais formação...
Porta LaranjaEstudos:
Uma das possibilidades era candidatar-me a uma bolsa de Doutoramento, depois de acabar o mestrado. Claro que me posso sempre candidatar, mas claro que é sem garantias de que fosse aceite.
A bolsa dar-me-ia a estabilidade monetária que faltava e além disso, poderia eventualmente realizar a tese perto da minha família; era uma questão de escolha do tema.
Em primeiro, pretendo acabar o mestrado, mas é uma consideração a ter.
E claro, posso sempre pensar em realizá-la no estrangeiro.
Ficar neste trabalho, invalida o doutoramento.
E a questão do Doutoramento prende-se apenas com o facto de gostar de investigação.
Conclusão:No meio disto tudo, sinto uma certa urgência que não sei explicar, em tomar uma decisão.
Talvez seja apenas resultado de cansaço e desânimo.
Talvez depois de ir de férias e voltar, as coisas estejam mais claras, ou menos urgentes.
Não sei.
Mas neste momento, apetecia-me a
Grande Loucura:
Deixar o emprego, guardar as coisas na casa da minha mãe, pegar no pouco dinheiro que tenho (e eu tenho consciência que é pouco, pelo menos para ter um certo grau de "bem estar" durante o tempo necessário), pegar na mochila e ir correr mundo.
Ir a
Stonehenge, às
Pirâmides da Bósnia, a Angola, à Namíbia, a
Machu Pichu, à
Ilha de Páscoa, a
Naica , a
Nazca...
Assim, de repente, são lugares que gostava de ir, além de ir visitar amigos e família que tenho espalhados por aí...
Para a Grande Loucura, preciso de certezas que ainda não tenho e de coragem que ainda não sei se terei...
A ver vamos...
E se quiserem opinar sobre isto... Eu agradeço a opinião. :)
Beijitos a todos :)