Hoje...
Nem sei o que diga sobre hoje...
Foi um dia... Diferente.
Vesti roupa desportiva (t-shirt, calças de treino, sapatilhas) e sentia-me sexy. Por dentro.
E com o que se sucedeu ao longo do dia, acho que ando a libertar feromonas num raio de uns 300 kms...
Bem, adiante.
A seguir ao almoço, preparo as malas e venho para a cidade da minha Escola.
E pelo caminho, lembrei-me, como já me tinha lembrado noutras ocasiões, dum homem que foi o último homem com quem "andei a trocar fluidos".
Alguém que sempre senti como "aconchegante", como "o homem que nunca me magoará".
Sempre fomos honestos um com o outro, tal como faço questão de ser sempre, mas que, na verdade, raramente encontro essa honestidade nas outras pessoas.
E reparo, que estar aqui nesta cidade, sem ele, faz-me impressão.
Liguei-lhe.
Ele não pode atender, ligou-me mais tarde.
"Ralhei" com ele, que devia estar cá, que não era justo deixar-me cá sozinha.
Claro que ele não está porque não pode.
Mas considerou vir cá ter comigo, enquanto eu cá estiver.
Correria uma série de quilómetros para vir matar saudades, que também as sentia, disse.
Claro que ambos gostaríamos que ele estivesse cá.
Não necessariamente pelo "replay", já estivemos juntos outras vezes em que nada aconteceu.
Mas...
Confesso que é uma das presenças mais aconchegantes dos últimos... ui... 6 (?) anos...
É engraçada a relação que temos. Ele namora. Eu não.
Ele já mo disse (e não foi o único), que só trairia a namorada se fosse comigo. E mesmo que isso seja uma "conversa da treta dos homens", sei que ele está a ser sincero (tal como os outros que o disseram, e não, não estou a ser presunçosa).
Falamos sobre imensas coisas, sobre aventuras de todo o género, ou, simplesmente, estamos um com o outro. E sempre me soube bem. Sermos amigos.
E hoje, queria que ele estivesse aqui comigo. Hoje, não sei se resistiria à vontade de... "Algo mais".
Hoje estou frágil demais, mas também sei e sinto que hoje, se ele estivesse aqui, e eu quisesse... E ele soubesse que era por estar frágil e carente, ele não tiraria proveito da situação.
Ele sabe que se fosse o último homem à face da terra, a humanidade não acabava aqui. :)
Não sei se isso lhe basta, se saber isso lhe basta, mas...
Ele sempre me respeitou.
E é isso que me faz confiar nele como dificilmente confio num homem.
Hoje, decididamente, apetecia-me o aconchego dele. Os braços dele, o mimo dele. O sentir-me protegida e confiar nessa protecção.
Aconchego, mesmo.
Pronto.
Só isso.
Aconchego.