Há uns tempos atrás, comprei milho para pipocas numa feirinha de produtos regionais. Era um milho miúdo, mas não resisti a comprá-lo, para mostrar à minha sobrinha nº7 como se fazem pipocas.
Chegadas a casa, arranjámos o tachinho mais velho que encontrámos e pusemos uma colher de óleo e um punhado de milho. Levámos o tacho ao lume e... Passado um pouco, começámos a ouvir o pop-pop típico das pipocas.
A miúda, claro, disse: "Quero espreitar!...", e eu destapei um pouco o tachinho. Para divertimento dela, uma pipoca saltou exactamente pela nesga e caiu-lhe à frente.
Lá deixámos as pipocas a fazer, e repetimos o processo.
Passado um bocadinho... Já tínhamos as pipocas feitas e a garota a dizer: "Vamos levar para a sala e fazer como no cinema..."
:D
É engraçado como de coisas tão simples se faz um entretém, e uma aprendizagem para os garotos... :)
A semana passada foi difícil. Esta também não está a ser muito fácil... Ultimamente, sinto-me desmotivada, "embruxada", cansada. Desinspirada até de escrever e de fazer as coisas que gosto.
Ele é o carro a dar despesas, ele é as contas a aumentarem, ele é as mudanças no trabalho... Uma série de coisinhas que não matam, mas moem...
E hoje, telefona-me a minha Mãe...
A dizer-me que a minha prima está, de novo, a ser operada por causa do tumor, que entretanto surgiu no pescoço... Ao qual foi operada na altura do Natal, mas que agora tem de ser intervencionada de novo devido a um problema na recuperação...
E cá estou eu, a rezar para que tudo lhe corra bem, e a pensar que os bens mais preciosos não são materiais...
Somos simples e leves grãos de areia nas dunas da Vida...
Ou Verão de S. Martinho, é tudo a mesma coisa, sabiam?... :)
Eu descobri ontem, quando andava a pesquisar sobre a Lenda de S. Martinho. :)
Podem ver na wiki o significado acerca deste fenómeno meteorológico (aqui). Além disso, andei a pesquisar algumas musiquitas sobre o tema...
Além da Indian Summer, dos Doors, que adoro; da L'Éte Indien de Joe Dassin, que relembro os meus pais ouvirem quando eu era garota, encontrei esta que... Sendo novidade para mim, não me desagradou, e por isso, partilho convosco...
Poderia fazer aqui uma dissertação sobre aqueles momentos em que a magia se perde, e o momento passa... A questão é que não acredito muito nisso.
Se a "magia" se perdeu, é porque o momento não era suficientemente mágico para perdurar além do "fugaz".
Quando a magia é forte, quando ultrapassa o racional, o momento fica. Perdurará mesmo que as coisas não corram como sonhadas... [Mas eventualmente, até correm melhor...]
E estou com esta conversa apenas porque, numa viagenzita pela net e pelas músicas dos anos 80* (podia-me dar para pior, mas como estou de cama, viajo por onde me apetecer... ;) ), com a ajuda da Fénix, redescobrimos esta música, acerca de momentos mágicos que se perdem... Ou em que a magia existia só dum lado... ;)
Enjoy it!... :)
* grandes músicas, péssimos penteados e guarda-roupa ;)
... está revista e reapreciada a excelente série de desenhos animados "Les Mystérieuses Cités d'Or"... :)
Que vi na minha infância, e que pude rever agora devido à minha irmã ter comprado a série para a minha N.º7 (a qual já reclamou de eu ter trazido o Esteban), e a ter estado adoentada, de "molho"... :P
Para quem não se recorda, ou não sabe do que estou a falar, esta série era a história fantástica de 3 crianças, Esteban, Zia e Tao (como qualquer outra história da nossa infância, os heróis ou eram adultos mascarados - Super-Homem, Batman, Zorro, ..., ou crianças, quase sempre orfãos ou à procura dos pais - Candy Candy, Tom Sawyer, Heidi, Marco, ...) que, em busca dos pais de Zia e Esteban, procuravam as Cidades do Ouro. Tiveram um barco (Solaris) e um avião em ouro e em forma de pássaro (Grande Condor) e imensas aventuras com as quais sonhávamos!...
Outra característica engraçada desta série, é que no final de cada episódio, era muito educativa pois apresentava uns minutos em jeito de documentário, sobre os povos da América do Sul e América Central, e as suas tradições e costumes, bem como características geográficas e biológicas, como a Ilha dos Galápagos, ou noções de História e da Conquista Espanhola.
Deixo-vos com a recomendação de a reverem, a quem já viu, ou de verem pela 1ª vez, quem nunca viu, pois... Vale a pena! :D
E tomem um cheirinho da série... A introdução/genérico e os créditos...
Love is danger love is pleasure Love is pure the only treasure
Ando há... meses (?) com esta música no carro, entre outras que associo a Ti... Já estava para ta ter dedicado antes... Dedico-Ta hoje... Antes de me encostar a Ti e adormecer...
Alguns de vós já sabem que, volta e meia, tenho picardias com cadeias de supermercados e me questiono como consumidora de tais sítios.
Também sabem que sou curiosa e gosto de partilhar certas informações que considero úteis, ou pelo menos, que considero merecerem que se perca um pouco de tempo a pensar nelas...
Hoje, trago-vos uma breve análise e constatação de algo com que me deparei aqui há uns dias.
Sabem o anúncio do hipermercado Continente, acerca dos produtos frescos acabadinhos de chegar?...
Não consegui o anúncio, mas aqui está o making of e o dito cujo, no fim.
Além de ser um anúncio (ok, ok, não se deve acreditar em tudo o que se vê, sei disso tão bem como qualquer de vocês) e NÃO SER VERDADE que lavam as cabras com sabão que faz bolhinhas, nem têm as galinhas tão bem acomodadas (se um dia vos contar a sensação de entrar num aviário para produção de ovos, creio que passam a comer ovos de galinhas criadas ao ar livre, e não de galinhas criadas em gaiolas), entre outras jogadas de marketing, espantou-me a utilização do menino como pastor, que se vê a levar os animais e a pôr um queijo na prateleira.
E espantou-me porquê?
Porque o Grupo Sonae exige, aos seus agricultores do Clube de Produtores, um comprovativo da não utilização de mão-de-obra infantil nos trabalhos agrícolas...
Ou seja, mesmo os garotos mais desfavorecidos que queiram ganhar umas lecas nas férias de Verão, nas colheitas da fruta ou dos legumes, por exemplo, estão proibidos de o fazer... Não são autorizados... É preferível andarem na vadiagem ou na roubalheira do que arranjarem dinheirito para eles e bons hábitos de trabalho... [Isto para não falar que o trabalho infantil agrícola é abuso, mas o trabalho infantil em televisão/cinema é o que a criança precisa para ser feliz... Tretas...]
Ou seja... "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.", parece-me ser a teoria em vigor...
Creio que já todos nós recebemos mensagens a dizer que existe uma criança desaparecida, e "por favor repassem este email aos vossos contactos", e até alguns que dizem "se não repassar, é um monstro sem coração" ou "já enviei aos meus, envia agora tu aos teus".
A 1ª coisa que faço ao ler esses emails é verificar a informação existente, ou a falta da mesma.
Se não diz mais do que um nome da criança, um nome dos pais, e um contacto telefónico, e tem uma foto, é SPAM.
Uma informação verdadeira, traria o nome completo da criança, os nomes dos pais ou responsáveis pela procura, contactos telefónicos verdadeiros, e ainda o local onde foi vista pela última vez, a data de desaparecimento, o que trazia vestido, alguma característica física única (um sinal, uma cicatriz, uma mancha...), a altura, cor dos olhos, ou seja, o máximo de informação possível para ajudar à localização da criança.
E ainda uma foto actual, e não com 3 anos ou mais.
Pelo que percebi, esses mails SPAM servem apenas para verificar se o endereço de quem recebe é válido, e "pescar" esses emails para listas que depois são vendidas com intuitos comerciais ou aproveitados para vírus e companhia...
Portanto, quando receberem este tipo de emails, confirmem alguns dados, façam alguma pesquisa, para não estarmos a alimentar estas situações.
Também acontece as crianças já terem sido encontradas e os mails com as suas fotos sõa reencaminhados continuamente, anos e anos a fio, e é impossível parar essa corrente enquanto houver gente a reencaminhar estas mesnsagens.
Além disso, muito cuidado com as fotos de crianças exibidas na internet, seja HI5, Facebooks, seja o que for, pois podem ser copiadas e usadas pelos spammers, e...
Aqui entre nós, gostavam de ver fotos dos vossos filhos ou conhecidos a circular para "ilustrar" um mail de crianças desaparecidas ou com cancro, ou sei lá o quê que apele ao sentimento?...
Tenham cuidado, sim?
Para saber mais:
SOS Criança - http://www.soscrianca.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=63%3Afalsos-e-mails-de-criancas-desaparecidas&catid=1%3Anoticias&lang=pt
Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas - http://www.ap-cd.pt/
(com um Manual de Segurança Infantil para download)
Acerca de farsas na internet e de SPAM e afins:
http://sonders.wordpress.com/2008/01/26/boatos-spam-e-afins/
http://www.e-farsas.com/
Faz hoje 8 anos que eu e a Coccinelita nos conhecemos.
Anteriormente, já mencionei como cresceu e aconteceu a nossa amizade, e algumas das coisas que fomos passando juntas.
Hoje, embora um pouco mais distantes fisicamente, continuamos a ser "uma pela outra".
Por tudo o que já passámos (é que vocês nem sonham...), por tudo o que já vivemos...
Parabéns a nós! :D
(Para não variar, comprei-lhe uma prenda - sim, pode dar um ar gay, mas é que nem quero saber!!!-, daquelas giras e à gaja, mesmo... Daquelas que a faz dizer ao namorado: "Põe os olhos nela, põe!..." eheheh)
Há precisamente oito anos atrás, comecei a trabalhar aqui onde (ainda) estou...
Nunca pensei fazer 8 anos de casa, confesso, e há já 2 anos que tenho vontade de mudar...
Uma das frases que, ultimamente, me soa no cérebro é: "Liberta-te do velho para deixar entrar o novo.".
Mas, no entanto, e dada a situação actual do país, tenho receio de arriscar a saída sem paraquedas (sem ter onde ir trabalhar) e poder vir a ficar dependente de alguém. Por outro lado, a área está mais que entupida, ou as ofertas existentes estão muito aquém de serem minimamente interessantes, e sinto-me numa zona profissional de "nevoeiro pantanoso", por não saber muito bem o que fazer e me sentir estagnada aqui.
Claro que, em 8 anos, nem tudo foi mau, senão nunca teria passado tanto tempo.
O problema maior é a consciencialização de que, daqui em diante, as coisas não mudam para melhor, e já nem me refiro à questão de não ser aumentada há 4 anos (e só fui aumentada uma vez desde que entrei), mas sim ao facto de não haver compensações de tipo nenhum...
Apenas houve, e vai haver, mais aumento de responsabilidades e de trabalho, e aquela sensação que quanto mais se faz, mais exigem que se faça...
As compensações poderiam traduzir-se, tão simplesmente, em mais dias de férias, ou em "banco do tempo", ou algo que nos permitisse gerir a nossa vida pessoal da melhor maneira, para compensar as horas a mais (não remuneradas) que fazemos em determinadas alturas. Ou na possibilidade de ir a colóquios/seminários/formações, que mesmo que não fossem de interesse "directo" para a casa, houvesse autorização para ir.
Por exemplo, no ano passado, tirei um minicurso (5 dias) duma área que não está relacionada directamente com o meu trabalho, mas está "indirectamente" (e pelos vistos, vai estar mais directamente a partir de há 2 semanas atrás em que arranjámos um parceiro novo nessa área). Esse minicurso foi pago por mim, e tirei-o nas minhas férias. Quis ir a um outro Seminário, que também não era de interesse directo para a "casa", e tive de pedir autorização e de meter um dia de férias para poder ir, uma vez que era Sexta e Sábado. Claro que todas as despesas foram por minha conta.
Já este ano, fui a um seminário da área, e era 6ª e Sábado na terra onde vive a minha mãe. O custo do seminário foi de 25 euros. Eu mostrei vontade de ir (pelo tema e pelo sítio, mas essencialmente pelo tema), e a "casa" deu-me o dia de Sexta. Só. Não que eu estivesse à espera que me pagassem o seminário... Mas teria sido melhor que não me tivessem dito: "Damos-lhe autorização e o dia, porque tem lá casa onde ficar...". Então, se eu quisesse ir a um seminário de interesse para a "casa", mesmo que pagasse tudo do meu bolso e fosse do outro lado do mundo, não me autorizavam?!?!?... Então, e o facto de eu ainda ir no Sábado a esse seminário, "perdendo" um dia de fim-de-semana, e não me comportar como outros que só vão nos dias de trabalho, não vale de nada?!?!?...
Tendo em conta que as horas que dou a mais, ao longo do ano, já somam o equivalente (sem exagero) a mais de 40 dias de trabalho (e só ainda estou em Agosto, e não sei o número certo porque prefiro nem contabilizar), creio que poderia haver maior abertura da casa em relação a este tipo de situações...
Isso, entre outras coisas, poderia fazer a diferença, a nível psicológico, de uma pessoa se sentir "escravizada" ou não.
O trabalho não me assusta, nem nunca tive problemas em fazer horas, ou "entregar-me" a uma causa, mas chegar a situações de "Quanto mais baixas a cabeça, mais ao c* te vão", não é nem do meu agrado nem do meu interesse.
Além de não poder dar formação a entidades externas (e ganhar umas lecas extra, que bem jeito davam), na área, porque é considerado "concorrência" com a casa, e o chefe entende que tudo o que sabemos, aprendemos aqui... Poupem-me...
E a palmadinha nas costas, no fim do ano, do chefe a dizer "Tenho muito orgulho em trabalhar convosco", soa tão "politicamente correcta" que enjoa, porque na hora da verdade, questiona o nosso empenho e dedicação sem razão, e arrogantemente, como já aconteceu...
Também é verdade que, ao contrário de muita boa gente, eu ainda tenho um ordenado ao fim do mês, e pago certinho. (Até quando?...) Por outro lado, quando o ordenado só serve, basicamente (pois pouco sobra, e sem fazer "um vidão"), para pagar o facto de estar deslocada para poder trabalhar, fica assim uma sensação de inutilidade deste tipo de vida. E a sensação de ser apenas uma "put@ laboral", a trabalhar apenas pelo ordenado ao fim do mês... :(
Enfim... 8 anos. :S
Espero não fazer 9, e que seja por bons motivos...
Não estás deprimido, estás distraído, distraído em relação à vida que te preenche. Distraído em relação à vida que te rodeia: golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias no que caiu o teu irmão que sofre por um único ser humano, quando no mundo existem 5,6 milhões. Além de tudo, não é assim tão mau viver sozinho. Eu vivo bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer e, graças à solidão, conheço-me, o que é algo fundamental para viver.
Não caias no que caiu o teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria aos noventa. Só para citar dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído, por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não podes ser dono de nada. Além disso, a vida não te tira coisas, a vida liberta-te de coisas. Alivia-te para que voes mais alto, para que alcances a plenitude. Do útero ao túmulo, vivemos numa escola, por isso, o que chamas de problemas são lições. Não perdeste nada, aquele que morre simplesmente está adiantado em relação a nós, porque para lá vamos todos. Além disso, o melhor dele, o amor, segue no teu coração.
Quem poderia dizer que Jesus está morto? Não existe a morte: existe mudança. E do outro lado, esperam-te pessoas maravilhosas: Gandhi, Michelangelo, Whitman, São Agostinho, a Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditavam que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro distrai-nos com demasiadas coisas, e magoa-nos, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz e aquele que faz o que ama, está abençoadamente condenado ao êxito, que chegará quando deve chegar, porque o que deve ser, será, e chegará naturalmente.
Não faças nada por obrigação nem por compromisso, apenas por amor. Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível. E sem esforço, porque és movido pela força natural da vida, a que me levantou quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus tornou-te responsável por um ser humano, e és tu mesmo. A ti deves fazer-te livre e feliz, depois poderás compartilhar a verdadeira vida com todos os outros. Lembra-te de Jesus: "Amarás o próximo como a ti mesmo". Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que estás a ver, é uma obra de Deus; e decide agora mesmo ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição. Aliás, a felicidade não é um direito, e sim um dever, porque se não fores feliz, estarás a amargurar todos os que te amam. Um único homem que não possuiu nem talento nem valor para viver, mandou matar seis milhões de irmãos judeus.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo. Temos para apreciar a neve no Inverno e as flores na Primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman, as músicas de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven, as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com cancro ou SIDA, podem acontecer duas coisas, e as duas são boas; se a doença ganha, liberta-te do corpo que está tão doente: tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas... E se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido, portanto, facilmente feliz. Livre do tremendo peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente... Como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado. Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens ajudar-te-ão quando também o fores. Aliás, o serviço é uma felicidade segura, como apreciar a natureza e cuidar dela para aqueles que virão. Dá, sem medida, e te darão, sem medida. Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda, converte-te no próprio Amor.
E não te deixes confundir por uns poucos homicidas e suicidas. O Bem é maioria, porém, não se nota porque é silencioso. Uma bomba faz mais barulho que uma carícia, porém, por cada bomba que destrói, há milhões de carícias que alimentam a vida. Vale a pena, certo?
Se Deus possuísse um frigorífico, teria a tua foto colada nele. Se Ele possuísse uma carteira, a tua foto estaria dentro dela. Ele envia-te flores em cada Primavera. Ele envia-te um amanhecer em cada manhã. Cada vez que desejas falar, Ele escuta-te. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, porém, escolheu o teu coração. Admite, amigo, Ele está louco por ti!
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém prometeu forças para cada dia, consolo para as lágrimas e luz para o caminho.
Quando a vida te apresentar mil razões para chorar, mostra-lhe que tens mil e uma razões para sorrir.
Não, não estás deprimido, estás distraído!...
(Tradução livre do texto de Facundo Cabral, falecido a 09 de Julho de 2011, vítima de atentado, na Guatemala.)
Em relação à comida, tinhamos meia pensão no sítio onde estavamos, e era lá que jantávamos sempre, excepto na noite do regresso.
Tenho a dizer que, ao pequeno-almoço, havia compotas, mel, um creme de chocolate tipo nutella, manteiga simples, uns queijos que achei desenxabidos e um presunto divinal, assim como mortadela e fiambre, que não como por hábito e por isso, não provei. Em compensação aos queijos desenxabidos, os pães eram muito saborosos, alguns com sementes de funcho e papoila, ou com diversos cereais. Tínhamos águas, sumos, leite, café e chá para beber. Em relação aos sumos, havia muito sumo de uva, numa região com muita vinha, e perguntei-me porque raio não encontramos sumos de uva no nosso Portugalinho, numa altura em que as adegas estão em crise avançada, para não dizer que muitas delas estão moribundas, e era uma forma de escoar a produção. Senti falta de iogurtes e fruta ao pequeno-almoço.
Ao jantar, o 1º prato era uma massa com qualquer coisa à base de tomate, o 2º prato era "básico" (uma carne, um arroz ou umas batatas e uma amostra de legumes) e para sobremesa é que tinhamos os iogurtes e as frutas, além de gelado (bons, os gelados). Senti falta de legumes, saladas e sopas.
As fotos são dos almoços, onde posso dizer que comemos bem, sendo o 1º numa estação de serviço e antes de perceber que il primi era o 1º prato, em vez de sopa. :P
O último jantar, foi desenrascado no MacDonalds de Milão. Digamos que a comida era a do costume, mas apesar do sítio ser numa zona bonita, a nossa ASAE fecharia aquilo porque as condições de limpeza deixavam muito a desejar.
Ainda acerca de comida: trouxe de lá 2 livrinhos de culinária da região... :)
Ah!...: Incrivelmente, não comi uma única pizza... :P
Tenho consulta de ginecologia. Ainda não a fizera, e quero ver se tudo o resto está bem.
Mostro os exames à médica e conversamos um pouco. Ela diz-me que, se eu pretender engravidar, deverei tirar o fibroadenoma maior. Devido a ser de origem hormonal, e porque a gravidez é uma abundância de hormonas descontroladas. Que, em caso de gravidez, pode degenerar em maligno.
E conta-me que dum caso duma rapariga a quem tiveram de fazer uma cesariana às 35 semanas, para tirarem o bebé e logo a seguir procederam a uma mastectomia, devido a um fibroadenoma que degenerou.
A história não me deixa lá muito sossegada: segundo o que lera, o fibroadenoma não degenera... Fico a pensar nessas coisas, mas também tenho consciência que cada caso é um caso.
Ao fazer-me a palpação, ela pergunta-me se eu quero que ela me faça uma punção, para certificar que tipo de células estão ali. Sei bem o que é uma punção, embora nunca tenha feito nenhuma.
Ela vê o meu olhar de dúvida e diz-me: “Não dói muito...”
Pois, mas espetarem-me o “berlinde” não há-de ser indolor... Deixo de me armar em mariquinhas e decido que é melhor aproveitar a oportunidade. Ela lá me espeta a agulha e tira-me uma amostra do “berlinde”.
Nos entretantos, diz-me que, se eu decidir tirar o fibroadenoma, que costuma ser com anestesia geral. A ideia não me agrada, confesso. Será que não conseguem fazer apenas com anestesia parcial?
Bem, seja como for, a punção dói-me um bocadinho, mas assim já fica feita.
De resto, a consulta não revela nada de mais, e agora tenho de aguardar os resultados dos exames.
Bolzano-Bozen é uma cidade curiosa. Com influências alemãs e italianas, Bolzano tem uma "atmosfera" limpa, e não me refiro apenas à qualidade do ar. Tanto o ar, como a água que se bebe em bebedouros públicos, são bons; não se vê lixo nem caganitas de cão no chão, nem graffitis nas paredes, anda-se muito de bicicleta e as pessoas são cordiais. Todas as placas de trânsito a indicar direcções estão escritas em italiano e alemão, os edifícios estão cuidados e têm pinturas nas fachadas também mantidas em bom estado. Anda-se bem à noite, sem nos sentirmos inseguros nem vigiados.
Pelo que vi nalguns postais, a cidade de Bolzano tanto merece ser vista nesta altura como no Inverno, onde a neve e os enfeites de Natal fazem dela uma cidade ainda mais encantadora.
Recomendo a quem quiser viajar e... Gostaria de voltar lá, sem dúvida!...
Recentemente, tive a oportunidade de ir a Itália, a trabalho.
Com sorte, deu para um pouco de lazer, e pude admirar algumas obras naturais e outras humanas, do norte de Itália.
Uma das obras naturais que me deixou fascinada foi o Lago di Garda.
É um lago enorme, nalguns lados nem se vê o fim, e a sensação que me deu é que tinha águas muito limpinhas.
Vi gente a fazer praia e diversos desportos náuticos, e a parte urbanizada envolvente tinha edifícios bem bonitos e, creio, alguns cuja estadia seria bem cara. ;)
Mas...
Se tiverem oportiunidade, ide lá.
É um local encantador. As montanhas, a água, as casas, tudo...
Hoje é o meu último dia de férias. Começo a preparar algumas coisas para a minha partida, até à hora de ir ao médico.
Dou um pulo ao consultório e mostro-lhe os exames. Falamos sobre eles e mantém-se o que já me tinham dito, e o que tinha lido. Além disso, pergunto se há algum problema em engravidar, ou em amamentar. Não há.
Decidimos que, daqui a 3 meses, vou de novo fazer a palpação, e se dermos conta de alguma alteração, repito logo a ecografia. Se não houver alterações, faço-a daqui a 6 meses.
Saio, a pensar no quão felizarda sou por ter um médico bom, como profissional e como pessoa, e tento ligar-Lhe para Lhe contar. Não consigo falar com Ele, volto para casa, acabo de arrumar as tralhas e ponho-me a caminho da minha casa.
No caminho, Ele liga-me. Sinto-O cansado e stressado, e pergunto se podemos falar sobre o assunto pelo qual não pude ficar além de Domingo. Ele diz que sim e eu conto-Lhe o que se passou. Ele escuta-me atentamente e no final, diz-me. “Para a próxima, quero saber na hora o que se passa contigo...”
Eu “reclamo” que não queria que fossemos dois a sofrer por antecipação, mas prometo-Lhe que não tornarei a omitir nada dessas coisas. Conversamos mais um pouco e desligamos. A atitude Dele deixa-me aconchegada e mimada, e faço o resto do caminho com uma sensação de leveza em mim.
.......
E quando chego a casa, começo a escrever este pequeno diário do que foram estes dias. Com a esperança que possa ser uma chamada de atenção para as minhas leitoras, as minhas amigas e familiares, para que não descurem as idas ao ginecologista, ou a palpação mamária.
Porque nem todas temos a sorte de ter algo beningno... E morrem cerca de 1500 mulheres por ano, em Portugal, devido ao cancro da mama...
Aqui entre nós... Não queiram fazer parte da estatística, sim?... Apalpem as maminhas ou ide ao médico... E isto também é válido para os homens, pois cerca de 1% dos casos de cancro da mama em Portugal, ocorre nos homens, sabiam?...
[Lhasa de Sela, falecida aos 37 anos com cancro da mama.]
Saio antes do almoço e vou tratar dos exames. Chego antes da hora e espero um pouco. Na minha hora, chamam-me, e faço a ficha. Mas depois ainda tenho de esperar um pouco.
Finalmente, lá me chamam para a mamografia. Dão-me uma bata azul para vestir e mandam-me tirar toda a roupa da cintura para cima, e eu assim faço. Fico à espera numa segunda sala, com mais mulheres de bata azul, até ser chamada. Digo à técnica que é a primeira vez, se ela me pode explicar o procedimento.
Apesar de ser um exame um pouco desconfortável e doloroso (esborracharem-me as maminhas entre duas placas não tem grande piada, é verdade), o certo é que a técnica é muito meiga e amável, explica-me tudinho e chegamos a brincar com a minha resposta à pergunta dela sobre se eu poderia estar grávida. “Só se for por obra e graça...”, respondo, e ela ri-se e comenta que poderia ser uma segunda Virgem Maria.
A seguir à mamografia, aguardo mais um pouco, na mesma sala, pela chamada pela médica para fazer a ecografia mamária.
Quando me chamam, deito-me e a médica começa a perguntar o motivo pelo qual tinha ido lá. Respondo-lhe que tinha dado conta dum “berlinde” no peito e ela achou piada à resposta. Disse-lhe que era redondinho, móvel e lisinho, por isso parecia um berlinde.
Ela procede ao exame e vai-me dizendo o que vai encontrando. Segundo a mamografia e com a confirmação da ecografia, o que tenho é um fibroadenoma. Não faço ideia o que isso seja, mas pela pinta do nome, não há-de ser assim tão “pacífico”. “Coisas que acabam em “oma” não costumam ser boas”, penso, lembrando-me de linfoma.
Pergunto-lhe o que é e na conversa, surge a resposta a isso e a outras dúvidas. Um fibroadenoma são tumores benignos, que não costumam degenerar em malignos, não regridem por si sós, não têm ritmo de crescimento igual, pois depende das pessoas, têm de ser vigiados com regularidade (ela recomendou nova ecografia daqui a 6 meses) e podem, ou não, ser tirados.
Na continuidade do exame, mede-se o “berlinde” (tem cerca de 2,5 cm de diâmetro e 1,4 de altura) e encontram-se mais alguns, mais pequenos.
Saio de lá com o conhecimento que tenho 2, talvez 3, fibroadenomas no seio direito, e mais 2 no seio esquerdo, mas bem mais pequenos que o “berlinde”.
Vou embora e ligo ao meu médico. Ele não me pode atender hoje e falamos um pouco, e combinamos que amanhã falamos sobre os exames. Volto para casa e procuro na net alguma informação, que vai confirmar o que a médica disse, e que é uma situação bem comum nas mulheres entre os 20 e os 30 anos, e que depende das alterações hormonais.
Decido não dizer nada aos meus pais (para não os afligir desnecessariamente), apenas aos meus irmãos e amigos, para alertar as meninas para não se baldarem.
Conto à minha irmã, que me diz que a minha Mãe está convencida que tanto mistério é por causa dum “namorado secreto”. Mantenho a decisão de não lhe contar nada: em 1º lugar, porque ela iria ficar preocupada na mesma e sinto-a demasiado frágil para isso; em 2º lugar, porque se precisar de andar com mais “segredos”, ela não ficará a pensar nos motivos nem a “fritar” com esse assunto.
Penso em contar-Lhe, mas não surge a oportunidade e decido deixar para depois de falar com o médico, no dia seguinte.
Estou mais descansada, embora não completamente segura. É que ter tumores, benignos ou não, não tem assim muita piada, certo?...
Há 3 anos atrás, estava eu num trabalho em que tinha de estar com diferentes pessoas, ao longo do dia.
A cada pessoa com quem estava, dizia:
"A minha irmã foi para o Hospital ter a 7ª minha sobrinha, por isso, quando nascer, vou-me embora, esteja ou não tudo feito, e se não estiver, volto cá noutro dia."
As pessoas sorriam perante o meu entusiasmo, eram compreensivas e desejavam-nos boa sorte e felicidades.
A certa altura, mesmo no fim dum dos trabalhos, recebo o telefonema a dizer que a garota tinha nascido.
De cesariana, e estavam ambas bem.
Um pouco mais de 3kg, quase meio metro de gente, saudável. :)
Despeço-me do senhor, vou a casa, tomo um banho, arranco para o Hospital e, cerca de 3h depois de ela nascer, tinha a garota nos meus braços.
"É linda!", disse-lhes, babadíssima, "e tem cara de safada!... Vocês ponham-se a pau que esta miúda há-de ser fresca!..."
E hoje, passados 3 anitos, a Sétima continua linda... e safadita!...
É uma garota meiga e teimosa, muito senhora do seu nariz, orgulhosa, inteligente, atenta, alegre, marota, risonha, brincalhona, que adora bolas, animais, "ajudar" na cozinha, trepar-me para o colo e assumir que eu sou só dela... ;)
É impressão minha, ou o Tempo tem voado, ultimamente?
Dou por mim sem tempo para vos ler, sem tempo para escrever, sem tempo para nada!
Desisti do bendito do mestrado, fiquei-me pela pós-graduação... Há já 3 anos...
Alguns amigos da blogosfera passaram para a vida real... :)
E o regresso, à minha vida, do meu único Amor, alterou-me rotinas, positivamente, mas creio que demorei algum tempo a reorganizar-me, na questão da leitura e da escrita...
Daí, peço-vos: não estranhem a minha ausência por aqui nem pelos vossos cantos, já sabem que vos vou lendo conforme posso!
Um blog (do) fantástico, num formato especial... 4 são os contadores, 4 são as personagens principais! Imperdível.. Para quem sonha uma noite diferente... VISITEM!!! (clicar na imagem)
"Hoje sei como se mede a verdadeira idade: vamos ficando velhos quando não fazemos novos amigos. Estamos morrendo a partir do momento em que não mais nos apaixonamos.", in Mar me Quer, Mia Couto - e eu não quero envelhecer nunca, quero ser sempre menina-mulher! :)
"Que trazemos oceanos circulando dentro de nós? Que há viagens que temos que fazer só no íntimo de nós?", in Mar me Quer, Mia Couto - e são tantas as viagens que faço em mim, que esta não poderia deixar de levar comigo...
"[...]Mas não quero morrer num só lugar. Não posso acabar todo inteiro num único lugar. Já tenho os sítios onde irei morrer, um bocadinho em cada um.", in Mar me Quer, Mia Couto - porque também vivo em muitos lugares, recuso-me a morrer apenas num! Na verdade... recuso-me a morrer! :)
Obrigada, Vekiki!
Welcome to the Jungle!!!
Não garanto que te divirtas, que chores, que aches algum interesse aqui!
Não garanto que responda sempre aos teus comentários, ou que te visite sempre nos teus blogs, tal dependerá de tempo, e não, necessariamente, da vontade...
No fundo, não garanto nada, pois... isto é a Selva!