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domingo, 29 de janeiro de 2012

Pudim de Abacaxi

Esta é uma receita "de família", que consumimos desde que me conheço como gente., e ideal para o tempo mais quente.

Partilho-a convosco, hoje, porque é uma forma de a ter "eternizada" e dando-vos a garantia de que é... Deliciosa! :)

O seu aspecto invulgar deve-se à gelatina vermelha, mas quem entender, pode usar gelatina branca, e o pudim fica com uma cor amarela clara.

A receita é simples:
1 Abacaxi de 1,25 kg
1 chávena de açúcar branco
Meia chávena de água
6 folhas de gelatina branca
2 folhas de gelatina vermelha
8 claras
8 colheres de sopa de açúcar branco

Nota: pode-se substituir o abacaxi por uma lata grande de ananás em calda e as folhas de gelatina podem ser todas da mesma cor.

Coze-se o abacaxi arranjado e aos pedaços, com a chávena de açúcar e a meia chávena de água.
Deixa-se arrefecer um pouco e misturam-se as folhas de gelatina previamente demolhadas num pouco de água, até derreterem (se for com o ananás ainda muito quente, as gelatinas coloridas perdem a cor).
Deixa-se arrefecer completamente e mistura-se, devagar, as claras, previamente batidas em castelo com as 8 colheres de açúcar.
Verte-se para uma forma de pudim (não há necessidade de barrar) e leva-se ao congelador.
No dia seguinte, tira-se do congelador cerca de 2h antes de servir.




Com as gemas sobrantes, podem-se fazer "ovos moles": uma colher de açúcar e uma colher de água por cada gema.
Leva-se a água com o açúcar ao lume, até reduzir para metade, e juntam-se as gemas batidas, em fio.
Mistura-se bem, não deixando fazer grumos, até as gemas cozerem.
(Se fizer grumos... Passa-se com a varinha mágica! :P )

Podem-se usar os ovos moles para enfeitar o pudim...




Cá em casa... Adoramos! :)

domingo, 6 de novembro de 2011

Momentos...

Poderia fazer aqui uma dissertação sobre aqueles momentos em que a magia se perde, e o momento passa...
A questão é que não acredito muito nisso.

Se a "magia" se perdeu, é porque o momento não era suficientemente mágico para perdurar além do "fugaz".

Quando a magia é forte, quando ultrapassa o racional, o momento fica. Perdurará mesmo que as coisas não corram como sonhadas... [Mas eventualmente, até correm melhor...]

E estou com esta conversa apenas porque, numa viagenzita pela net e pelas músicas dos anos 80* (podia-me dar para pior, mas como estou de cama, viajo por onde me apetecer... ;) ), com a ajuda da Fénix, redescobrimos esta música, acerca de momentos mágicos que se perdem... Ou em que a magia existia só dum lado... ;)

Enjoy it!... :)




* grandes músicas, péssimos penteados e guarda-roupa ;)

20 DVDs e cerca de 30 anos depois...

... está revista e reapreciada a excelente série de desenhos animados "Les Mystérieuses Cités d'Or"... :)

Que vi na minha infância, e que pude rever agora devido à minha irmã ter comprado a série para a minha N.º7 (a qual já reclamou de eu ter trazido o Esteban), e a ter estado adoentada, de "molho"... :P

Para quem não se recorda, ou não sabe do que estou a falar, esta série era a história fantástica de 3 crianças, Esteban, Zia e Tao (como qualquer outra história da nossa infância, os heróis ou eram adultos mascarados - Super-Homem, Batman, Zorro, ..., ou crianças, quase sempre orfãos ou à procura dos pais - Candy Candy, Tom Sawyer, Heidi, Marco, ...) que, em busca dos pais de Zia e Esteban, procuravam as Cidades do Ouro. Tiveram um barco (Solaris) e um avião em ouro e em forma de pássaro (Grande Condor) e imensas aventuras com as quais sonhávamos!...

Outra característica engraçada desta série, é que no final de cada episódio, era muito educativa pois apresentava uns minutos em jeito de documentário, sobre os povos da América do Sul e América Central, e as suas tradições e costumes, bem como características geográficas e biológicas, como a Ilha dos Galápagos, ou noções de História e da Conquista Espanhola.

Deixo-vos com a recomendação de a reverem, a quem já viu, ou de verem pela 1ª vez, quem nunca viu, pois... Vale a pena! :D

E tomem um cheirinho da série... A introdução/genérico e os créditos...





Bom Domingo a todos :)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lembram-se?...



Lembrei-me disto há dias...
O meu coleguita de gabinete não conhecia, e eu conheço isto como "um clássico" dos tempos de estudante... :)

Enjoy it! ;)






(Ainda bem que não eram asinhas de fadinhas... ;) )

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Sétima

Há 3 anos atrás, estava eu num trabalho em que tinha de estar com diferentes pessoas, ao longo do dia.


A cada pessoa com quem estava, dizia:


"A minha irmã foi para o Hospital ter a 7ª minha sobrinha, por isso, quando nascer, vou-me embora, esteja ou não tudo feito, e se não estiver, volto cá noutro dia."


As pessoas sorriam perante o meu entusiasmo, eram compreensivas e desejavam-nos boa sorte e felicidades.


A certa altura, mesmo no fim dum dos trabalhos, recebo o telefonema a dizer que a garota tinha nascido.

De cesariana, e estavam ambas bem.


Um pouco mais de 3kg, quase meio metro de gente, saudável. :)


Despeço-me do senhor, vou a casa, tomo um banho, arranco para o Hospital e, cerca de 3h depois de ela nascer, tinha a garota nos meus braços.


"É linda!", disse-lhes, babadíssima, "e tem cara de safada!... Vocês ponham-se a pau que esta miúda há-de ser fresca!..."


E hoje, passados 3 anitos, a Sétima continua linda... e safadita!...

É uma garota meiga e teimosa, muito senhora do seu nariz, orgulhosa, inteligente, atenta, alegre, marota, risonha, brincalhona, que adora bolas, animais, "ajudar" na cozinha, trepar-me para o colo e assumir que eu sou só dela... ;)


Por isso hoje...

Este post é para ela!

Parabéns, minha pequenina! :)




domingo, 13 de março de 2011

Angola, 13 de Março de 1975

Ela acorda, com dores.

No tempo final da gravidez, sabe o que as dores significam.
Acorda o marido, para a levar ao médico.

O marido não a quer levar (ela nunca teve a certeza do porquê da recusa dele... só da sensação de mágoa que isso lhe causou...) e pede à irmã, que é enfermeira, para levá-la.

Cheia de dores, cansada dos últimos tempos em que quase não conseguira dormir, ela sente-se sozinha, triste, desamparada.

Chegam ao Hospital.

Uma enfermeira diz-lhe:
"Os médicos já não estão a atender ninguém, tem de ir para a Maternidade."

O chão foge-lhe debaixo dos pés.
Com angústia, cheia de dores, responde:
"Mas eu sempre fui atendida aqui, não quero ir para outro lado."

A enfermeira olha-a, olha para a cunhada dela, sua colega, e acaba por ir ver do médico.

Ouvem-se tiros, e não estão assim tão longe.
Ela tem medo, por ela, pelos dela.
E tem muitas dores.

O médico aceita vê-la, e colocam-na num quarto onde uma mulher mais jovem, também em início de trabalho de parto, grita de dores.

Ela sofre, em silêncio.
Com as dores físicas, com a sensação de solidão.

A outra mulher pergunta-lhe:
"Não lhe dói?...", estranhando o silêncio dela.

Ela responde:
"Dói, claro que dói...", num tom resignado.

As horas passam.
As dores continuam, e a criança que traz no ventre, em vez de descer, sobe, entrando em sofrimento.
Decidem provocar o parto, dão-lhe medicação e levam-na, a pé, para a sala de partos.

Avançando a custo pelo corredor, vê uma mulher negra a ter um filho ali, no chão.
A imagem impressiona-a.
Ainda hoje, quando vê uma grávida, impressiona-lhe o saber do que custa a hora do parto.

Na sala de parto, vê-se rodeada de gente.
O médico e mais uns poucos estudantes de medicina.

Com todo o desconforto que já tinha, o medo que sente, a solidão que aperta, olhou para aquela gente toda com alguma frustração e resignação.
"Ao menos que tenham aprendido a fazer as coisas bem.", desabafou ela, anos mais tarde.

Às 13:45h, a criança nasce.
Menina.
A 4ª menina, a 5ª filha.

Na agitação do cenário de guerra, pesam-na mas não a medem: 3,750kg.

Pega-lhe, e acha-a perfeita.
Diferente das irmãs, no formato do rosto, da cabeça, e com os olhos amendoados.
Linda.

Durante uns tempos, ela olhou para a filha com pena de não ter sido um menino.
Queria outro rapaz, embora gostasse muito de meninas.

À tarde, o marido veio vê-la. Mas, por alguma razão que nunca percebeu, não permitiram a visita da irmã e ela acabou por se chegar a uma janela a acenar-lhe e ao cunhado e sobrinhos.

Foi um dos partos mais difíceis, e inesquecível, para ela.
Mas apesar do cenário de guerra, apesar das dores, das dificuldades, da solidão, fora abençoada com uma menina linda, saudável, perfeita...






Obrigada, Mãe, por tudo...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fascínios...

... da minha infância e adolescência...


O das lutas que me faziam querer praticar artes marciais (que à porrada já andava eu, era uma miúda que não levava desaforos para casa e andava sempre em defesa dos mais fracos; além de que tinha "treino caseiro" com dois manos)...





E o de África, para sempre...




Que saudade das emoções que estas séries me causavam! :)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ó p'ra mim de Parabéns...

... porque faço 9 Anos de Divorciada!!!

Após estes 9 anos, mantenho o que digo aqui, acrescentando que hoje só não devo ir celebrar porque não tenho cá companhia (entre as amigas estarem longes e/ou doentes, hoje estou sozinha).

A menos que vá ao cinema, sei lá... :D


Portanto,
PARABÉNS A MIM
e...

Beijinhos a tutti :)

PS - Um amigo meu questionou como é que eu me lembro destas coisas das datas, ponderando que seria algo "feminino"... lol
Não é. Lembro-me porque as minhas irmãs fazem anos neste mês e esta data fica fácil de memorizar.
Depois, estranhou eu ir celebrar. Até perceber que é uma desculpa tão boa como outra qualquer para ir p'rá galderice... ;)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Festejos do meu Dia D :)

Ora bem...
Já estou de barriguinha cheia e vim-vos fazer inveja...lol

Decidi fazer a janta em casa e convidei um amigo meu, com quem já não estava há uns bons tempos. Mais do que um amigo, ele é uma espécie de irmão mais velho, atura-me nas horas críticas, atura-me nas horas alegres, ou seja, deve ter feito alguma coisa muito grave noutras vidas, porque agora tem de me aturar!!! :D

Então, decidi, já que estava em matéria de festejos (por causa do Dia D e porque desde antes do Natal que não estava com o Mano_Grande) e decidi fazer o belo arroz de pato... e não só!!!

Ementa:
Camarões "à la Fada" (inventei-a hoje e correu bem)
Arroz de Pato (receita da mamã)
Farófias (receita adaptada por mim, que tem feito um sucesso enorme nestes últimos tempos)
E um belo vinho frisante branco, gaseificado, "Caves da Porca" (de Murça).

Quando ele chegou, ainda estava um pouquito atrasada, mas entre conversas e paródia, lá jantámos...

Mano_Grande ainda não tinha provado o meu arroz de pato (já tem alguma fama no meu círculo de amigos) e "amou"...lol

Brindámos aos "divórcios bem sucedidos" (o meu) e aos "casamentos felizes" (o dele) (ele tem a certeza que eu "não bato" bem, já não estranha os meus brindes...lol), e jantámos sossegaditos, a pôr as cusquices em dia!

Mas o que arrumou com ele, foram as farófias! Deliciou-se, repetiu, deliciou-se de novo, quis saber qual era o truque, que é que eu punha de especial... :)
Lá lhe contei, não há truques, não há concentrados, nem leites-cremes pré-fabricados, apenas ingredientes naturais e um "touch" de originalidade... O meu "touch"... :)

Bem, agora estou cheia que nem um texugo, tenho a máquina da loiça a cantar para mim (adoro ouvi-la cantar...lol), e tenho de estudar!

Hoje foi um bom dia!!! :)

Dia D - Estou de Parabéns!!!


Hoje, faz 7 anos que assinei os papéis de divórcio!!!

Xiii... O tempo passa!!! :p

Num relance sobre estes últimos 7 anos, vislumbro tudo o que ganhei, mais do que tudo o que perdi!!!

Fiz coisas que certamente não teria feito ainda casada (pelo menos, casada com aquele marido... lol), tanto a nível profissional como pessoal, conheci imensas pessoas, passei por diversas experiências, fui a muitos sítios!

Ter-me divorciado impediu que me acomodasse a um tipo de vida que não seria "meu", a ser uma pessoa que não seria "Eu" e apesar de um divórcio não ser algo que se faça de ânimo leve, apesar de ter custado muito todo o sofrimento que levou à ruptura, uma coisa é certa:
O que não nos mata, torna-nos mais fortes!!!

Ter dado este passo foi muito importante, talvez mais importante do que o casamento em si... Requereu muita coragem, requereu muita força, requereu procurar dentro de mim a pessoa que sou e que tinha sido apagada, ou ofuscada... Requereu desistir de sonhos importantes... Requereu desistir dum relacionamento de (também) 7 anos... Requereu desistir do meu 2º Grande Amor, e passar a admitir o meu 2º Grande Desgosto Amoroso...

Foi... morrer e nascer de novo... E foi começar a aprender a viver duma forma mais "minha"...

E por isso, estou de parabéns!!!
Estou de parabéns por ter tido a coragem de o fazer e porque, ao fim de 7 anos, nunca me arrependi do passo dado, além de, duma forma algo estranha para muitas pessoas, ter, hoje, um relacionamento de amizade bonita com o meu ex-marido... :)

Acho que para celebrar, vou fazer um arroz de pato!!!
Ou jantar fora, o que me der mais jeito...lol


(Porque em vez de estar em artes gastronómicas, deveria estar a estudar... :p)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Gosto de escrever...

Não sou uma poetisa. Gosto apenas de escrever, e em certas alturas sinto-me um pouco mais "iluminada" e as palavras fluem como um sopro de brisa no meu bosque.

Tive uma adolescência verdadeiramente chata. Sofri intensamente, amei intensamente, senti tudo intensamente... Gostava que alguém me tivesse avisado que a adolescência era um estado caótico de emoções galopantes... Tinha dado jeito... :s

Mas nessa fase, dos meus 13 aos meus...17, 18 anos, escrevi muito. Poemas, histórias, contos, pequenas frases que me surgiam na cabeça e saíam pelos meus dedos... (Cheguei a ganhar 2 prémios no liceu, num concurso de escrita... Ganhei ao pessoal das Letras...eheheh)
Tudo junto, se alguma vez publicado, daria à vontadinha para uns 3 ou 4 livrinhos...


Nunca quis publicar. E raramente mostrava o que escrevia a alguém. Muito na minha escrita era mórbido (fase muito depressiva, credo!), e em fases de "telha", escrevia em inglês!!! Enfim... Já passou!

Mas quando a minha vida tomou outro rumo, e as emoções se equilibraram um pouco, a escrita foi ficando esquecida... Outras escritas pediam a minha atenção: relatórios, trabalhos, etc, etc, etc...



Entretanto, picos depressivos faziam brotar em mim palavras que definiam e suavizavam as minhas dores, e picos alegres deitavam cá para fora frases de msn ou legendas de fotos do Hi5, retomando, embora duma forma simples, o prazer de escrever, de brincar com as palavras, de jogar com significados...

E há algum tempo, peguei nas minhas velhas capas, onde, numa caligrafia redondinha que quase não reconheço como minha, reencontrei pedacinhos do meu Passado.

E escolhi um, para vos mostrar... A publicar no próximo postalito...


:)