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segunda-feira, 12 de maio de 2014

A idolatração da mediocridade


De há uns anos para cá, temos sido confrontados com cenas que, para pessoas inteligentes que (alguns de nós) somos, raiam o absurdo, o estranho e, acima de tudo, o medíocre.

Levamos (quem assiste, não é o meu caso) com programas de "entretenimento" que se designam por programas culturais mas que de culturais e cultura não têm nada, onde ganha(m) quem se porta pior, quem é mais burro, quem faz escândalo e peixeiradas.

Vemos revistas a venderem (desesperadamente, creio eu, para não irem ao charco pela falta de leitores sérios e a sério) capas de fofocas e mexericos e tretas da vida pessoal de figuras, mais ou menos públicas, mais ou menos púdicas.

Estupidificam-se as pessoas para que fiquem sossegadas... 

Acalma-se o rebanho, para que não se revoltem contra o pastor desatento, e se deixem comer pelos lobos que vigiam as vítimas...

"Pão e circo", já se dava na Antiga Roma, para entreter as pessoas e não haver reclamações acerca da Política, da Vida, de tudo.


Não deixa de ser caricato, mas mais do que caricato, não deixa de ser muito triste que alguns vídeos do youtube se tornem virais por serem tão maus (caso recente do estranho vídeo "Vai Anna, Go Anna", publicado há cerca de 3 meses por uma tal de Anna Santiago que ninguém conhece, que nos últimos dois dias atingiu as 340 000 visualizações, e que é um caso gritante de mau gosto e, até, de incentivo ao p*tedo) e que trabalhos excelentes de artistas portugueses (e estrangeiros) estejam por apreciar e partilhar dignamente... 

Como reflexo da apreciação pelo mórbido e da idolatração da mediocridade, estes números reflectem ainda a falta de cultura em que vivemos...

O "engraçado" nisto tudo, é que o que se vê na TV (seja em reality shows, sejam em novelas) passa a ser "permitido", pois já alguém o fez impunemente. Tratam-se mal as pessoas, é-se malcriado, brejeiro, absurdo, ladrão, ..., e aparece-se nas TVs e nas revistas a ganhar dinheiro... É assustador...

Começamos a ter gerações que desrespeitam o trabalho honesto, a educação, o civismo, as diferenças, e acima de tudo, a ter gerações sem nenhuma base de valores morais e com uma cultura tão básica que até dói, em troca do facilitismo e dos "15 minutos de fama" a que muitos aspiram...

Hoje, só para contrariar a tendência "youtubiana" de visualizações extraordinárias em coisas que não prestam, deixo-vos com dois vídeos de músicas que aprecio e que ainda não atingiram as 100 000 visualizações... 








Espero que gostem! :)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

8

Há precisamente oito anos atrás, comecei a trabalhar aqui onde (ainda) estou...

Nunca pensei fazer 8 anos de casa, confesso, e há já 2 anos que tenho vontade de mudar...


Uma das frases que, ultimamente, me soa no cérebro é: "Liberta-te do velho para deixar entrar o novo.".

Mas, no entanto, e dada a situação actual do país, tenho receio de arriscar a saída sem paraquedas (sem ter onde ir trabalhar) e poder vir a ficar dependente de alguém.
Por outro lado, a área está mais que entupida, ou as ofertas existentes estão muito aquém de serem minimamente interessantes, e sinto-me numa zona profissional de "nevoeiro pantanoso", por não saber muito bem o que fazer e me sentir estagnada aqui.

Claro que, em 8 anos, nem tudo foi mau, senão nunca teria passado tanto tempo.

O problema maior é a consciencialização de que, daqui em diante, as coisas não mudam para melhor, e já nem me refiro à questão de não ser aumentada há 4 anos (e só fui aumentada uma vez desde que entrei), mas sim ao facto de não haver compensações de tipo nenhum...

Apenas houve, e vai haver, mais aumento de responsabilidades e de trabalho, e aquela sensação que quanto mais se faz, mais exigem que se faça...

As compensações poderiam traduzir-se, tão simplesmente, em mais dias de férias, ou em "banco do tempo", ou algo que nos permitisse gerir a nossa vida pessoal da melhor maneira, para compensar as horas a mais (não remuneradas) que fazemos em determinadas alturas.
Ou na possibilidade de ir a colóquios/seminários/formações, que mesmo que não fossem de interesse "directo" para a casa, houvesse autorização para ir.

Por exemplo, no ano passado, tirei um minicurso (5 dias) duma área que não está relacionada directamente com o meu trabalho, mas está "indirectamente" (e pelos vistos, vai estar mais directamente a partir de há 2 semanas atrás em que arranjámos um parceiro novo nessa área). Esse minicurso foi pago por mim, e tirei-o nas minhas férias.
Quis ir a um outro Seminário, que também não era de interesse directo para a "casa", e tive de pedir autorização e de meter um dia de férias para poder ir, uma vez que era Sexta e Sábado. Claro que todas as despesas foram por minha conta.

Já este ano, fui a um seminário da área, e era 6ª e Sábado na terra onde vive a minha mãe.
O custo do seminário foi de 25 euros.
Eu mostrei vontade de ir (pelo tema e pelo sítio, mas essencialmente pelo tema), e a "casa" deu-me o dia de Sexta. Só.
Não que eu estivesse à espera que me pagassem o seminário... Mas teria sido melhor que não me tivessem dito: "Damos-lhe autorização e o dia, porque tem lá casa onde ficar...".
Então, se eu quisesse ir a um seminário de interesse para a "casa", mesmo que pagasse tudo do meu bolso e fosse do outro lado do mundo, não me autorizavam?!?!?... Então, e o facto de eu ainda ir no Sábado a esse seminário, "perdendo" um dia de fim-de-semana, e não me comportar como outros que só vão nos dias de trabalho, não vale de nada?!?!?...

Tendo em conta que as horas que dou a mais, ao longo do ano, já somam o equivalente (sem exagero) a mais de 40 dias de trabalho (e só ainda estou em Agosto, e não sei o número certo porque prefiro nem contabilizar), creio que poderia haver maior abertura da casa em relação a este tipo de situações...

Isso, entre outras coisas, poderia fazer a diferença, a nível psicológico, de uma pessoa se sentir "escravizada" ou não.

O trabalho não me assusta, nem nunca tive problemas em fazer horas, ou "entregar-me" a uma causa, mas chegar a situações de "Quanto mais baixas a cabeça, mais ao c* te vão", não é nem do meu agrado nem do meu interesse.

Além de não poder dar formação a entidades externas (e ganhar umas lecas extra, que bem jeito davam), na área, porque é considerado "concorrência" com a casa, e o chefe entende que tudo o que sabemos, aprendemos aqui... Poupem-me...

E a palmadinha nas costas, no fim do ano, do chefe a dizer "Tenho muito orgulho em trabalhar convosco", soa tão "politicamente correcta" que enjoa, porque na hora da verdade, questiona o nosso empenho e dedicação sem razão, e arrogantemente, como já aconteceu...

Também é verdade que, ao contrário de muita boa gente, eu ainda tenho um ordenado ao fim do mês, e pago certinho. (Até quando?...)
Por outro lado, quando o ordenado só serve, basicamente (pois pouco sobra, e sem fazer "um vidão"), para pagar o facto de estar deslocada para poder trabalhar, fica assim uma sensação de inutilidade deste tipo de vida.
E a sensação de ser apenas uma "put@ laboral", a trabalhar apenas pelo ordenado ao fim do mês... :(

Enfim...
8 anos.
:S

Espero não fazer 9, e que seja por bons motivos...

domingo, 30 de janeiro de 2011

É assustador...

... o tipo e quantidade de anúncios da treta que dá a esta hora da matina...


[MEDO]


Fadinha com febre, com dores e sem coragem para ir à cozinha comer qualquer coisa para se poder drunfar legalmente...

:(

domingo, 13 de setembro de 2009

A Grande Loucura


Nestes dias, e no seguimento daquilo que eu chamo de Strange Days, tem sido cada vez mais forte e intensa a vontade de sair, de partir.

Para onde? Porquê? Fazer o quê? Em que condições?...
Estas perguntas agitam-se no meu cérebro, o qual, na verdade, anda em baixo de forma.

Tentei tornar gráfica as questões, numa forma de, também, ordenar os pensamentos.

E saiu isto:



(imagem da fada elaborada pela Jane Doe)



Ou seja, nem sempre a abertura duma porta implica o fecho de todas as outras...

Mas, neste momento, surgem as questões dos motivos, das vantagens e das desvantagens de cada opção.

Pensem comigo:

A porta azul é a mais urgente.
Ficar aqui, nesta cidade e neste emprego.

A cidade não me cativa, nem me prende. Aliás, nunca nenhuma cidade ou sítio o fez, não há nenhuma terra que me leve a pensar "quero ficar aqui para sempre". Sempre disse que "casa, é onde ponho a minha cabeça na minha almofada e durmo descansada".

Emprego:
A estabilidade profissional está, de certa forma, sempre comprometida, devido à "crise". Ou seja, hoje em dia, nenhum emprego é seguro (tirando ser politico mentiroso e aldrabão, mas não tenho estômago para isso, nem perfil.)
No entanto, é um pássaro na mão...

Gosto do meu trabalho.
Por outro lado, cada vez faço menos o que gosto e me afundo em burocracias e papéis, e vejo o Governo a lixar tudo e todos, principalmente quem mais trabalha.
A perspectiva de evolução, no trabalho, é pequena, estou a sentir mais estagnação e regressão ou retrocesso que outra coisa. Nem o mestrado na área servirá para evoluir profissionalmente (leia-se "fazer o que gosto, ser reconhecida e ter melhor ordenado").

Partir, sem destino.
Significa apresentar uma carta de despedimento, dar 2 meses ao emprego, e sair sem outro emprego em vista, deixando de ter ordenado e sem subsídio de desemprego.
Significa sair desta cidade, levando as tralhas todas para o sítio do costume das tralhas: a casa da minha mãe.
E ficar por lá até decidir o rumo.

Partir, com destino.
Apresentar a carta de despedimento, dar os dois meses (ou a indemnização) e ir trabalhar para outro lado, tendo já um "ramo" na mão antes de largar este.
Uma situação mais segura em termos profissionais e monetários, mas que ainda não existe na realidade.
De preferência, ir para perto da casa da minha mãe, por várias razões, entre as quais estar mais perto da família.

Porta Violeta
Sair do país VS ficar no país:
"Sair" é sempre uma aventura e ia-me custar, essencialmente e MUITO, ficar longe dos meus garotos, da minha família, sendo que um dos motivos de querer sair daqui é, precisamente, estar a uma hora de caminho da 7ª, numa direcção, e a 2h e meia dos restantes sobrinhos, na direcção oposta.
Sair sem rumo e sozinha é uma possibilidade que me assusta, confesso. Mas que também me seduz.
"Ficar" começa a ser cada vez mais difícil, devido à noção fantástica que tenho desta classe política que só nos fod€...

Porta Rosa
Continuar da Área 1 VS Mudar para a Área 2
Ok, estamos de crise e blá blá blá, não há nenhuma área que seja segura.
Tenho formação na Área 2 e dizem que tenho "jeito", além de ter gosto por ela. Tem a ver com Reiki e massagens terapêuticas, e agrada-me quando as pessoas saiem de junto de mim melhores do que quando chegaram.
Mas não deixo de gostar da Área 1, daí ponderar a coexistência de ambas, nem que a 2 fosse em regime de part-time.

Porta Verde
Se mudar para a Área 2, terei de continuar a formação na mesma; se continuar na Área 1, posso não ter tempo para a prática, apenas para mais formação...

Porta Laranja
Estudos:
Uma das possibilidades era candidatar-me a uma bolsa de Doutoramento, depois de acabar o mestrado. Claro que me posso sempre candidatar, mas claro que é sem garantias de que fosse aceite.
A bolsa dar-me-ia a estabilidade monetária que faltava e além disso, poderia eventualmente realizar a tese perto da minha família; era uma questão de escolha do tema.

Em primeiro, pretendo acabar o mestrado, mas é uma consideração a ter.

E claro, posso sempre pensar em realizá-la no estrangeiro.
Ficar neste trabalho, invalida o doutoramento.

E a questão do Doutoramento prende-se apenas com o facto de gostar de investigação.


Conclusão:
No meio disto tudo, sinto uma certa urgência que não sei explicar, em tomar uma decisão.
Talvez seja apenas resultado de cansaço e desânimo.
Talvez depois de ir de férias e voltar, as coisas estejam mais claras, ou menos urgentes.
Não sei.

Mas neste momento, apetecia-me a Grande Loucura:
Deixar o emprego, guardar as coisas na casa da minha mãe, pegar no pouco dinheiro que tenho (e eu tenho consciência que é pouco, pelo menos para ter um certo grau de "bem estar" durante o tempo necessário), pegar na mochila e ir correr mundo.
Ir a Stonehenge, às Pirâmides da Bósnia, a Angola, à Namíbia, a Machu Pichu, à Ilha de Páscoa, a Naica , a Nazca...
Assim, de repente, são lugares que gostava de ir, além de ir visitar amigos e família que tenho espalhados por aí...

Para a Grande Loucura, preciso de certezas que ainda não tenho e de coragem que ainda não sei se terei...

A ver vamos...

E se quiserem opinar sobre isto... Eu agradeço a opinião. :)

Beijitos a todos :)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Acerca de vôos...

Ontem, no messenger, conversava com um amiguito acerca dos meus "fãs".
Conversa pr'aqui, conversa pr'ali, diz-me ele qualquer coisa do género:
"Andas a voar muito alto, eles não te apanham, tens de voar mais baixinho..."
E eu respondi:
"Eu?!?! Voar baixinho??? Nem penses... Quem quiser, que voe alto comigo ou que faça um ninho agradável que me convença a pousar de vez em quando..."
:p
:)

Ando...

... a libertar feromonas, ando, ando...

:D

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mas quem...

... é que no seu perfeito juízo, tem um dia de trabalho assim:

09:00 -12:30
14:00 - 17:45
18:15 - 22:15

sem sequer receber horas extraordinárias??????????

Hoje foi um daqueles dias que correu bem, mas ainda assim, o tempo não rendeu e precisei deste trabalho todo para preparar o dia de amanhã...

Cheguei há pouco a casa, a pensar que devo estar louca, e lembrei-me dos posts do LBJ e da Jane Doe e dos seus diários sobre loucuras...

Querem loucuras?
Subi as escadas do prédio às escuras, a ansiar pela ausência de estímulos para o meu cérebro cansado.
Depois, fiz de conta que era ceguinha e fechei os olhos até chegar à minha porta. Saquei da chave e consegui abrir à primeira tentativa. Realmente, a Alma tem olhos.

Entrei e pousei a mochila, tirei o soutien e os brincos, que apesar de serem ultraleves, me parecia que pesavam toneladas.

Aqueci arroz de cogumelos a pensar que me apetecia comer cajus, mas como sei que se começo com eles, os devoro, achei por bem alimentar-me decentemente.

Fui até à varanda, a noite está serena, mas não me apeteceu ficar lá.

Vim para o computador, e descalcei as sapatilhas. Daqui nada, sei que estou despida, faz parte do hábito, ir-me despindo ao longo do tempo.


Hoje, é um daqueles dias em que me apetecia entrar em casa e ter cá alguém que me desse mimo.
(Mimo, claro, porque se estivesse cá alguém a lixar-me a cabeça pela demora no trabalho, apresentava-lhe logo a porta da rua.)

Há dias, em que me é indiferente estar sozinha. Outros, em que é agradável estar sozinha.
Mas hoje, apetecia-me colinho.
Apenas isso, mimos, colinho, uma massagem na nuca e nos ombros que hoje carregam o peso do (meu) mundo.

E não está cá ninguém.
Apesar de ter gente à distância dum telefonema ou do msn...

Dou comigo em pensamentos sobre aceitação, confiança, partilha, sonhos.
Dou comigo a pensar que ainda tenho de ir estudar.
Dou comigo a pensar que se não tiver um esgotamento antes do final do ano, é porque sou mesmo ruim, pois "erva ruim, nem a geada a queima".


Às vezes, sou irritantemente saudável... Há tempos, estive 4h com os pés enfiados em botas e meias molhadas. 4h!!! Quando cheguei ao fim do trabalho que estava a fazer, descalcei-me e espremi as meias... E escorreram água, mesmo... E nem assim, fiquei doente... Outros, apanham uma aragem da treta e ficam logo de cama...

E não está cá ninguém em casa e apeteceu-me partilhar este bocadinho de insanidade convosco.

Agora, vou dar atenção a quem ma pede no msn, agarrar nos cajus (que agora vou comer menos, pois, já comi o arroz...) e...

Estudar...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Generosidade


Às vezes, entendo que a maior parte das pessoas são egoístas. Pensam no seu próprio umbigo, pensam no seu “eu” e o resto... Não lhes interessa.

Nestas 2 ou 3 últimas semanas, em que, entre TPM (só foi uns dias, mas pareceu uma eternidade!), cansaço, desilusões, “mau feitio” (perfeitamente tolerável, que não descarrego em ninguém, nisso sou “egoísta” e guardo-o só para mim), mudanças de Lua, mudanças de tempo, e outras chatices, andei (e ando) um bocadinho... “ausente de mim mesma”, a “pensar na vidinha”. E constatei que algumas pessoas tiveram gestos generosos para comigo... Foi bom, soube bem.

Só como exemplos:

-Ofereceram-me um Ramo da Espiga, merugens e rucola, além de me terem dado a experimentar uma planta que desconhecia completamente, as “noselhas” ou “feijocas-da-terra”, que tem uma batatinha e que sabe a castanha crua.

A colega em causa, não me conhece bem, mas já percebeu que sou uma curiosa, além de gostar de comer ervas e legumes bravos, e então... ofereceu-mas! E eu agradeci!!!

-Há uns dias, recebi um telefonema, da mãe da Pipokita.

Ela: “Já está em casa?”
Eu: “Sim, estou, porquê, precisa de alguma coisa?”, perguntei.
Ela: “Não, obrigada, é só porque tenho aqui uns morangos e umas cerejas para si!”
Fiz um sorriso enooooooorme, e respondi:
“Obrigada, passo aí amanhã ao fim da tarde!”

Entretanto, têm-me dado vinho (eu que bebo pouco, nunca compro vinho e tenho uma adeguita razoável...), bolos, patês, doces...

E dou comigo a pensar: “Afinal, as pessoas são generosas...”


Depois, pensei em mim mesma, se me considero generosa (porque como ando com “mau feitio”, a auto-estima fica rasteirinha e tenho ideias parvas), e sim, considero-me generosa.

Sou generosa nos gestos, nas atitudes, no mimo, no carinho.
E como diz uma amiga minha, tenho um “ meu melhor sorriso” para oferecer a quem gosto. Pois, diz ela, se as pessoas me dão tanto, é porque também sentem o mesmo da minha parte. E já a minha mãe disse o mesmo, um dia destes, que “era porque sou simpática” (as mães não mentem, certo? :p ) e as pessoas gostam.

Sim, posso dizer: sou simpática. Sou uma “gaija” porreira.

E não o sou porque quero agradar a alguém, agrado naturalmente por ser como sou. Quem gosta, gosta, quem não gosta... A porta da rua é a serventia da casa!

Noutra conversa com tendências depressivas (TPM no auge, pensamentos parvos no máximo) com essa minha amiga (que é uma santa!!!), estavamos a falar do que eu poderia “ter” para oferecer a um gajo, porque:
- não tenho onde cair morta (mentira, acho que há um espacinho lá no quintal da minha mãe, ao pé da casota do cão)
- estou a ficar cota (34 anos, sem filhos, com rugas e borbulhas desta pele maledicta, celulite......... não vou continuar, ok??)
- já fui mais inteligente, tenho-me sentido estupidamente cansada e com o cérebro parado...
- etc, etc, etc, num desfiar de misérias,

E ela disse-me: “Tens amor e carinho, e mais não precisam!!!”
E é capaz de ter razão...ou não. :p


Bem, mas estou em devaneios...

Estavamos no tema “generosidade”.

E por falar em generosidade... Está-se a aproximar uma recolha do Banco Alimentar contra a Fome.

Não costumava dar nada, por causa daquele escândalo de comida estragada, há uns anos atrás, por não ter sido distribuída.

Mas desde que estou nesta santa terrinha, uma amiga disse-me que faz parte das recolhas (é chefe de escuteiros) e que o que cada distrito/região consegue angariar, é para esse distrito/região. É justo.

Então, tenho ajudado sempre. Às vezes, compro coisas que as pessoas ficam abismadas, quando ponho no carrinho (como quando as minhas compras são uma lata de feijão e a oferta para o banco são três sacos de comida, por ex.).
Normalmente, pergunto o que faz mais falta, o que receberam menos.
E normalmente, não sei explicar porquê, compro em grupos de 3.

Tipo: 3 garrafas de azeite, 3 latas de tomate, 9 latas de atum, 3 pacotes de esparguete.

Ou
3 caixas de corn-flakes, 3 caixas de Nestum Mel, 12 litros de leite.

Acabo por gastar algum dinheiro... Mas chego a gastar mais “mal-gasto” e pelo menos este sempre pode ajudar alguém (que também já conheci gente que PRECISA mesmo)!

Portanto... Este fim-de-semana... Contem comigo!

E espero que contem convosco também...


PS – Por falar em ofertas, conforme estou a escrever este texto, está um gaijo giro, daqueles que é garantidamente uma “bela queca”, a aliciar-me para................