segunda-feira, 12 de maio de 2014

A idolatração da mediocridade


De há uns anos para cá, temos sido confrontados com cenas que, para pessoas inteligentes que (alguns de nós) somos, raiam o absurdo, o estranho e, acima de tudo, o medíocre.

Levamos (quem assiste, não é o meu caso) com programas de "entretenimento" que se designam por programas culturais mas que de culturais e cultura não têm nada, onde ganha(m) quem se porta pior, quem é mais burro, quem faz escândalo e peixeiradas.

Vemos revistas a venderem (desesperadamente, creio eu, para não irem ao charco pela falta de leitores sérios e a sério) capas de fofocas e mexericos e tretas da vida pessoal de figuras, mais ou menos públicas, mais ou menos púdicas.

Estupidificam-se as pessoas para que fiquem sossegadas... 

Acalma-se o rebanho, para que não se revoltem contra o pastor desatento, e se deixem comer pelos lobos que vigiam as vítimas...

"Pão e circo", já se dava na Antiga Roma, para entreter as pessoas e não haver reclamações acerca da Política, da Vida, de tudo.


Não deixa de ser caricato, mas mais do que caricato, não deixa de ser muito triste que alguns vídeos do youtube se tornem virais por serem tão maus (caso recente do estranho vídeo "Vai Anna, Go Anna", publicado há cerca de 3 meses por uma tal de Anna Santiago que ninguém conhece, que nos últimos dois dias atingiu as 340 000 visualizações, e que é um caso gritante de mau gosto e, até, de incentivo ao p*tedo) e que trabalhos excelentes de artistas portugueses (e estrangeiros) estejam por apreciar e partilhar dignamente... 

Como reflexo da apreciação pelo mórbido e da idolatração da mediocridade, estes números reflectem ainda a falta de cultura em que vivemos...

O "engraçado" nisto tudo, é que o que se vê na TV (seja em reality shows, sejam em novelas) passa a ser "permitido", pois já alguém o fez impunemente. Tratam-se mal as pessoas, é-se malcriado, brejeiro, absurdo, ladrão, ..., e aparece-se nas TVs e nas revistas a ganhar dinheiro... É assustador...

Começamos a ter gerações que desrespeitam o trabalho honesto, a educação, o civismo, as diferenças, e acima de tudo, a ter gerações sem nenhuma base de valores morais e com uma cultura tão básica que até dói, em troca do facilitismo e dos "15 minutos de fama" a que muitos aspiram...

Hoje, só para contrariar a tendência "youtubiana" de visualizações extraordinárias em coisas que não prestam, deixo-vos com dois vídeos de músicas que aprecio e que ainda não atingiram as 100 000 visualizações... 








Espero que gostem! :)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Carta

24 de Janeiro de 2014


Querida tia Zi:

Sinto a tua falta...
Ultimamente, lembrei-me tanto de ti, duma forma inexplicável, e de diferentes formas...
Lembrei-me no Natal, por causa do Natal em que tiveste de ir para o Hospital, para ser operada de urgência.
Lembrei-me ao ver as fotos de família, naqueles Natais em que éramos tantos, todos nós, e tios e primos e avó, e brincávamos e era sempre um Natal cheio de gente e deliciosa confusão...
Lembrei-me quando fui ver a Nº 7, que "ficou" com o teu carro, que tu tanto estimavas...
(Não a viste nascer, mas ficou um bocadinho de ti com ela...)

E lembrei-me mais recentemente, quando uma amiga teve de ir a Coimbra, chamada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.
A tua cidade, onde viveste os últimos anos, onde sofreste todo o teu drama, onde viveste a tua guerra.

E hoje, hoje que farias anos (77! Bonito número!), ela foi para Coimbra de novo, e sei que ela está assustada, pela indefinição das coisas, pelos exames que tem para fazer, pelo resultado desses mesmos exames... Pelo caminho que tem pela frente e que ainda nem sabe como vai trilhar... Pela guerra que tem pela frente e ainda não sabe que armas vai ter de usar...

E lembrei-me de ti o dia todo, lembrei-me dela o dia todo, e peço-te, Tia, onde quer que estejas, peço-te uma prenda, a ti que fazes anos...
Vela por ela, reza por ela, empresta-lhe um pouquinho da tua força...
Sim?

Obrigada, Tia...

Até qualquer dia, num qualquer lugar...

Beijinhos, com saudade...




sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um passo...

... após outro...

Um toque, uma volta, um girar suave...

Mais um passo...
E outro...

Em movimentos suaves, delicados como uma borboleta, ela dança...

A música que escolheu para hoje, é especial...

Delicada, como ela, ecoa na sala de grandes janelas envidraçadas que mostram o rio sob o luar.

E ela dança.

Suave...
Borboleta...
Anjo...
Leve, como que feita de penas macias e pó de estrelas...

[Vestiu-se para Ele, esta noite... Para Ele a ver dançar...]

Um passo, e outro, gira sobre si mesma, os braços levantados e as mãos a desenhar magias na sala escura...

Um passo...
Após outro...
Um toque, uma volta, um girar suave...

A música que lhe enche a Alma, enquanto dança...

[Vestiu-se para Ele, esta noite... Para Ele a ver dançar... Mas ele não vem.]

Um passo, ainda outro, gestos suaves que começam a ser tristes...
Uma lágrima que escorre na face, em fuga lenta...

A música acaba, as últimas notas perdem-se na noite...

[Ele não veio.]

E ela termina a dança, despindo a roupa que vestira para Ele, que não viera...
Deita-se suavemente no chão, os olhos plenos de lágrimas silenciosas...

A música acabara, a dança terminara...
Para Sempre...




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O meu cão foi para o Céu


O meu cão chama-se D. ou antes, o cão do meu irmão Caçula chamava-se D.
Estava connosco há 17 anos, já estava cego dum olho, por ter sido atropelado, já estava surdo, por causa da idade, e já resistira a um cancro junto da cauda que o fez passar por 3 operações, deixando sempre a veterinária espantada com a sua resistência e vontade de viver.
O meu cão chama-se D. e agora está no Céu.

Esta sexta-feira, quando cheguei a casa da minha Mãe, já bastante tarde, ela contou-me que o Caçula tinha encontrado o D. à chuva, a sofrer uma convulsão ou um ataque epilético, e que tinha estado a tratar dele.
Fiquei apreensiva e desci ao quintal, onde encontrei o D. num abrigo, imóvel, de olhos abertos sem expressão, e a respirar ruidosamente, com dificuldade.
Ajoelhei-me ao pé dele e comecei a fazer-lhe festas, e apercebi-me que ele tinha encharcado, de novo, as mantas secas que o meu irmão lhe tinha posto por cima.
Chamei o Caçula e pedi-lhe ajuda para fazermos uma cama nova, seca, mesmo sabendo que ele poderia sujar tudo, pois estava doente dos intestinos.
O meu mano trouxe mais mantas, e pegou no D., que não se mexia, nem reagia... Parecia em coma.
Colocámos protecção por baixo, as mantas secas por cima, e fiquei de novo a fazer-lhe festinhas.
De coração pequenino e lágrimas nos olhos.

O meu irmão disse-me, numa voz de quem me queria preparar: "Olha que ele não deve aguentar muito mais, se calhar não passa desta noite..."
E eu respondi: "Sim, mas se partir, ao menos que parta o mais confortável possível..."

E deixei-me estar junto dele, a fazer-lhe festinhas...
Ainda se agitou, e o Caçula avisou-me que ele poderia abocanhar-me sem querer, mas tal não aconteceu.
Este cão nunca, mas nunca mesmo, me magoou, nem mesmo sem querer.

Entretanto, o Caçula foi tratar doutros assuntos com o meu N.º 1 e eu fiquei sozinha com o D.

Senti-me tão triste, e doía-me vê-lo assim, a sofrer... Comecei a fazer-lhe reiki, e a rezar. 

E agradeci-lhe, agradeci-lhe toda a companhia e protecção que nos deu estes anos todos, desde que apareceu, num Outono há 17 anos atrás, talvez perdido, talvez abandonado.
Agradeci-lhe ter-nos adoptado, pois assumiu-se como nosso guardião, e protegeu-nos sempre... Num instante, ainda antes de ser oficialmente adoptado, ficou a conhecer os carros todos da casa, e ladrava de forma diferente em função de quem se aproximava e nós sabíamos sempre quem estava a chegar.

Agradeci-lhe todos os cuidados, as brincadeiras, os passeios, e enquanto falava com ele, e lhe fazia festas, senti que ele acalmou e adormeceu, com a respiração mais regular, embora parecesse constipado.

Rezei.
Rezei para que Deus acabasse com o sofrimento dele e o levasse para o Céu enquanto dormia, e de preferência que sonhasse que era cachorro de novo e andasse aos saltos no meio das ervas a perseguir pássaros e borboletas e coelhos.

Deixei-me estar mais um bocado a mimá-lo, até que fui cear, deixando-o a dormir.
Após a ceia, e antes de ir com o meu Músico para a nossa casinha, tive de ir vê-lo de novo.
Dormia... Calmo, sereno, quentinho.

Na manhã seguinte, liguei à minha Mãe a perguntar se já tinha ido ver do D. Ela confessou que ainda não tinha tido coragem, pois receava encontrá-lo morto, mas que o Caçula o tinha ido ver de madrugada e ele dormia.
Disse-me que já me dizia alguma coisa.

Passado um pouco, recebi uma SMS dela a dizer que o D. estava morto.

Chorei, pois este cão não era um cão qualquer, pelo menos para mim.
Foi o meu primeiro cão ou, de certa forma, o único. Nunca tive um cão, e na verdade, este cão era do Caçula, e não "meu" ou "nosso", mas continuo a achar que foi ele que nos adoptou e nos quis para família dele.
Era um cão inteligente e meigo, brincalhão e esperto, com um lindo pêlo cor de avelã e os olhos castanhos e doces.
Só implicava com o cão da vizinha, e com alguns gatos que se atreviam a provocá-lo; e um dia mordiscou o rabo dum senhor que se atravessou à frente dele, numa noite. [O senhor não sofreu nada de muito grave, só umas calças rotas e dois buraquinhos na pele, que ele só estava a "avisar" que não era sítio para andar ali... ;) ]
Até as minhas irmãs e as minhas sobrinhas, menos dadas a animais, gostavam dele e não passavam sem "ir fazer uma festinha ao D.".

Liguei à minha Mãe, que me disse que ele parecia dormir, de tão sereno que estava, e ela teve de lhe tocar para se certificar que ele já tinha partido.
Gostei de saber disso, que a partida fora serena...

Mas tenho saudades do meu D. ... :(

Sei que um dia o tornarei a ver, que estará à nossa espera do Outro Lado, para nos acarinhar e receber.
E espero que, onde quer que ele esteja agora, haja pássaros e borboletas para perseguir aos saltos no meio das ervas...

Descansa em Paz...



terça-feira, 26 de junho de 2012

Há um certo cheiro a sexo...

... no ar...

É quente, masculino, viril, e mistura-se com outro cheiro mais doce, mais feminino, a mel...

O ar está carregado com esses odores, o calor quase os torna opressivos, as abelhas zumbem, atarefadas, e as pessoas sentem, quase inconscientemente, que algo diferente se passa...

É Verão...

Os Castanheiros e as Tílias estão em flor...

sábado, 24 de março de 2012

Cara linda

Ontem, chamaram-me "cara linda" tantas vezes, que até fiquei convencida que era verdade... :P


Bom Sábado! ;)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dança...

... comigo...

:)





Let's dance little stranger
Show me secret sins
Love can be like bondage
Seduce me once again

Burning like an angel
Who has heaven in reprieve
Burning like the voodoo man
With devils on his sleeve

Won't you dance with me
In my world of fantasy
Won't you dance with me
Ritual fertility

Like an apparition
You don't seem real at all
Like a premonition
Of curses on my soul

The way I want to love you
Well it could be against the law

I've seen you in a thousand minds
You've made the angels fall

Won't you dance with me
In my world of fantasy
Won't you dance with me
Ritual fertility

Come on little stranger
There's only one last dance
Soon the music's over
Let's give it one more chance

Won't you dance with me
In my world of fantasy
Won't you dance with me
Ritual fertility

Take a chance with me
In my world of fantasy
Won't you dance with me
Ritual fertility

domingo, 19 de fevereiro de 2012

What Life is For?...



WHAT LIFE IS FOR

A million stars up in the sky
We watch them live, we watch them die
Now who can tell how this will be?
Now are we fools when we believe?

So listen

I never felt like this before
And I feel no guilt for wanting more
I’ll take all my chances here with you
And I can tell you feel it too


So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

And then you stepped out of my screen
I’m awake inside my dream
Tears roll backwards to the light
A rush of love, I feel alive

So listen

I’m in the back waiting for you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen

It’s real, I’m in love with you

A million stars up in the sky
Now can you tell me which one am I?

I never felt like this before
And my heart keeps wanting more

Then let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Jurei...

... ser Eu...
O Teu Luar...
Brilhar, só Eu...
No Teu Olhar...



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um Momento...

... Pode fazer toda a diferença...




R.I.P. Whitney Houston...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Bolinhos de Côco

Mais uma receita de "família"...

Super simples de fazer e, na minha opinião, são os melhores bolinhos de côco que conheço...

Só são precisas forminhas de papel Nº5, 200 gr de côco ralado, 200 gr de açúcar (amarelo ou branco), e 3 ovos grandes ou 4 ovos médios, para não ficar mole demais.

Mistura-se muito bem o côco com o açúcar e os ovos inteiros.
Coloca-se nas forminhas de papel e leva-se ao forno até cozerem e ficarem douradinhos.

Simples e eficaz e rende cerca de 30 bolinhos. :)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Pudim de Abacaxi

Esta é uma receita "de família", que consumimos desde que me conheço como gente., e ideal para o tempo mais quente.

Partilho-a convosco, hoje, porque é uma forma de a ter "eternizada" e dando-vos a garantia de que é... Deliciosa! :)

O seu aspecto invulgar deve-se à gelatina vermelha, mas quem entender, pode usar gelatina branca, e o pudim fica com uma cor amarela clara.

A receita é simples:
1 Abacaxi de 1,25 kg
1 chávena de açúcar branco
Meia chávena de água
6 folhas de gelatina branca
2 folhas de gelatina vermelha
8 claras
8 colheres de sopa de açúcar branco

Nota: pode-se substituir o abacaxi por uma lata grande de ananás em calda e as folhas de gelatina podem ser todas da mesma cor.

Coze-se o abacaxi arranjado e aos pedaços, com a chávena de açúcar e a meia chávena de água.
Deixa-se arrefecer um pouco e misturam-se as folhas de gelatina previamente demolhadas num pouco de água, até derreterem (se for com o ananás ainda muito quente, as gelatinas coloridas perdem a cor).
Deixa-se arrefecer completamente e mistura-se, devagar, as claras, previamente batidas em castelo com as 8 colheres de açúcar.
Verte-se para uma forma de pudim (não há necessidade de barrar) e leva-se ao congelador.
No dia seguinte, tira-se do congelador cerca de 2h antes de servir.




Com as gemas sobrantes, podem-se fazer "ovos moles": uma colher de açúcar e uma colher de água por cada gema.
Leva-se a água com o açúcar ao lume, até reduzir para metade, e juntam-se as gemas batidas, em fio.
Mistura-se bem, não deixando fazer grumos, até as gemas cozerem.
(Se fizer grumos... Passa-se com a varinha mágica! :P )

Podem-se usar os ovos moles para enfeitar o pudim...




Cá em casa... Adoramos! :)

sábado, 28 de janeiro de 2012

:)

Hoje, não posso estar contigo a partilhar este dia...

Mas como sempre, estás dentro do meu coração, e assim partilhamos o dia... :)

Hoje, não consegui entregar-te um miminho...
Tinha a intenção de... Mas tu sabes que hoje, não deu, e fiquei apenas com a intenção...

Hoje, fazes anos...
E por isso, colhi estas flores (na net) e dou-tas com mimo, com o desejo de muitos mais anos cheios de saúde e alegrias, de crescimento, de abundância de coisas boas...


Parabéns, garota :)


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O 560 e a Marca

Na sequência dos textos "Compro o que é Nosso", neste blog, venho simplesmente mandar uns bitaites (ou eventualmente, fornecer alguma informação útil), acerca da questão do Código de Barras que começa em "560".

Como temos visto nos emails que nos vão mandando acerca de comprar o que é nosso, vai-se lembrando que o que é nosso, tem um código de barras a começar por 560.

Tal informação é... Errada? Certa?
Eu diria: INCOMPLETA.

De facto, o Código de Barras 560..., refere-se ao embalamento, e não à produção propriamente dita.

O que não deixa de ter o seu valor, pois o facto dos produtos serem embalados CÁ significa que são empresas portuguesas, trabalhadores portugueses, a ganhar com isso.
[Também há produtos embalados CÁ e vendidos CÁ que não têm esse código, mas isso é outra conversa...]

Agora o problema é: e como é que eu sei se o produto é, ou não, PORTUGUÊS?

Infelizmente, os rótulos dos produtos alimentares nem sempre têm toda a informação necessária (para não dizer "exigida"), mas, na maior parte das vezes, dá para perceber a origem.

Os que eu mais detesto são aqueles que dizem "Produzido na U.E.".

É uma informação vaga, que nada me diz a não ser que foi feito na União Europeia. Não sei por quem, nem em que condições, nem... nada.

Depois, há aqueles que dizem: "Produzido em "Nome de País"", o que já é uma ajudinha.

Depois, há aqueles que podem ter, ou não, "Produzido por", mas têm o nome do fabricante, e respectiva morada, o que é excelente.

E depois, há aqueles que dizem "Produzido para".

Ora bem, para bom entendedor, "Produzido POR", ou "Produzido PARA", são duas coisas absolutamente distintas.

Ou seja... E agora? Como distinguir esses produtos?

Aqui, safa-nos a legislação que obriga os produtos de ORIGEM ANIMAL (ovos, lacticínios, carnes, peixes, marisco, e respectivas conservas) a terem uma marca especial.
Essa marca pode ser apenas "Marca de Identificação", e tem as duas letras referentes ao país de produção. No nosso caso: PT.
Ou então, pode ser uma "Marca de Salubridade", que também tem as duas letras do país de produção.

E por essa marca, conseguimos distinguir a origem dos nossos alimentos, pelo menos os de ORIGEM ANIMAL.

Como exemplo, trouxe-vos umas conservas de peixe/marisco.
Duas latas de Atum "Santa Catarina" (Posta em Azeite e Posta ao Natural), uma de Sardinhas em Tomate "ALVA", uma de Sardinhas em Azeite "Pingo Doce", e Lulas em Caldeirada "Pitéu".

(clicar nas imagens para aumentar)







Em relação aos códigos de barra destes produtos, aqui estão eles:


(Em cima, à esquerda: Atum Santa Catarina; em baixo, à esquerda: Lulas Pitéu; à direita: Sardinhas Pingo Doce.)

Como podem ver, todos começam em "560".

Em relação à informação sobre a produção, temos:

(em cima, Sardinhas Alva; em baixo: Lulas Pitéu.)

Aqui, vemos a diferença de toda a informação do Fabricante "A Poveira", assim como todos os dados de contacto, contra a "Produzido PARA", das Lulas Pitéu.
(Note-se que em Inglês está "Packed for" = "Embalado por")
Já o Atum "Santa Catarina" tem logo na frente da embalagem que é um Produto dos Açores, ao invés da Sardinha Pingo Doce que não tem nenhuma menção à origem.

Finalmente, observemos a Marca de Identificação/Salubridade:

(Da esquerda para a direita: Atum Santa Catarina; Sardinhas Alva; Sardinhas Pingo Doce, Lulas Pitéu).

Como podemos ver, os primeiros três produtos são de origem PORTUGUESA, enquanto que o último foi produzido em Espanha.

Não "desfazendo" em Nuestros Hermanos... Eu gosto de saber o que compro, o que consumo, e a sua proveniência.
E se puder comprar produto português, não compro produto estrangeiro.

Em relação aos Produtos de Origem Animal, temos, com a "Marca", uma ferramenta fácil para distinguir a sua proveniência.
Em relação aos Produtos de Origem Vegetal, temos de ir acreditando no que vemos nas plaquinhas dos hipermercados (nem sempre correctas), ou nalgumas embalagens ou caixas.
Mas é muito mais complicado, especialmente no que se refere a alimentos processados.

Aguardemos a melhoria dos rótulos e da legislação respectiva... Bem como das entidades certificadoras e fiscalizadoras...


Para saber um pouco mais:
http://www.tequalim.pt/img/marcas_salubridade_identificacao.pdf

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

E do Milho se fez...


... Pipocas!...



Há uns tempos atrás, comprei milho para pipocas numa feirinha de produtos regionais.
Era um milho miúdo, mas não resisti a comprá-lo, para mostrar à minha sobrinha nº7 como se fazem pipocas.

Chegadas a casa, arranjámos o tachinho mais velho que encontrámos e pusemos uma colher de óleo e um punhado de milho. Levámos o tacho ao lume e...
Passado um pouco, começámos a ouvir o pop-pop típico das pipocas.

A miúda, claro, disse: "Quero espreitar!...", e eu destapei um pouco o tachinho.
Para divertimento dela, uma pipoca saltou exactamente pela nesga e caiu-lhe à frente.

Lá deixámos as pipocas a fazer, e repetimos o processo.

Passado um bocadinho...
Já tínhamos as pipocas feitas e a garota a dizer:
"Vamos levar para a sala e fazer como no cinema..."

:D

É engraçado como de coisas tão simples se faz um entretém, e uma aprendizagem para os garotos... :)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pés na Terra 2

A semana passada foi difícil.
Esta também não está a ser muito fácil...
Ultimamente, sinto-me desmotivada, "embruxada", cansada.
Desinspirada até de escrever e de fazer as coisas que gosto.

Ele é o carro a dar despesas, ele é as contas a aumentarem, ele é as mudanças no trabalho...
Uma série de coisinhas que não matam, mas moem...

E hoje, telefona-me a minha Mãe...

A dizer-me que a minha prima está, de novo, a ser operada por causa do tumor, que entretanto surgiu no pescoço... Ao qual foi operada na altura do Natal, mas que agora tem de ser intervencionada de novo devido a um problema na recuperação...
E cá estou eu, a rezar para que tudo lhe corra bem, e a pensar que os bens mais preciosos não são materiais...

Somos simples e leves grãos de areia nas dunas da Vida...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Indian Summer...

... L'Éte Indien...
Ou Verão de S. Martinho, é tudo a mesma coisa, sabiam?... :)
Eu descobri ontem, quando andava a pesquisar sobre a Lenda de S. Martinho. :)

Podem ver na wiki o significado acerca deste fenómeno meteorológico (aqui). Além disso, andei a pesquisar algumas musiquitas sobre o tema...

Além da Indian Summer, dos Doors, que adoro; da L'Éte Indien de Joe Dassin, que relembro os meus pais ouvirem quando eu era garota, encontrei esta que... Sendo novidade para mim, não me desagradou, e por isso, partilho convosco...
:)

Enjoy it... ;)


domingo, 6 de novembro de 2011

Momentos...

Poderia fazer aqui uma dissertação sobre aqueles momentos em que a magia se perde, e o momento passa...
A questão é que não acredito muito nisso.

Se a "magia" se perdeu, é porque o momento não era suficientemente mágico para perdurar além do "fugaz".

Quando a magia é forte, quando ultrapassa o racional, o momento fica. Perdurará mesmo que as coisas não corram como sonhadas... [Mas eventualmente, até correm melhor...]

E estou com esta conversa apenas porque, numa viagenzita pela net e pelas músicas dos anos 80* (podia-me dar para pior, mas como estou de cama, viajo por onde me apetecer... ;) ), com a ajuda da Fénix, redescobrimos esta música, acerca de momentos mágicos que se perdem... Ou em que a magia existia só dum lado... ;)

Enjoy it!... :)




* grandes músicas, péssimos penteados e guarda-roupa ;)

20 DVDs e cerca de 30 anos depois...

... está revista e reapreciada a excelente série de desenhos animados "Les Mystérieuses Cités d'Or"... :)

Que vi na minha infância, e que pude rever agora devido à minha irmã ter comprado a série para a minha N.º7 (a qual já reclamou de eu ter trazido o Esteban), e a ter estado adoentada, de "molho"... :P

Para quem não se recorda, ou não sabe do que estou a falar, esta série era a história fantástica de 3 crianças, Esteban, Zia e Tao (como qualquer outra história da nossa infância, os heróis ou eram adultos mascarados - Super-Homem, Batman, Zorro, ..., ou crianças, quase sempre orfãos ou à procura dos pais - Candy Candy, Tom Sawyer, Heidi, Marco, ...) que, em busca dos pais de Zia e Esteban, procuravam as Cidades do Ouro. Tiveram um barco (Solaris) e um avião em ouro e em forma de pássaro (Grande Condor) e imensas aventuras com as quais sonhávamos!...

Outra característica engraçada desta série, é que no final de cada episódio, era muito educativa pois apresentava uns minutos em jeito de documentário, sobre os povos da América do Sul e América Central, e as suas tradições e costumes, bem como características geográficas e biológicas, como a Ilha dos Galápagos, ou noções de História e da Conquista Espanhola.

Deixo-vos com a recomendação de a reverem, a quem já viu, ou de verem pela 1ª vez, quem nunca viu, pois... Vale a pena! :D

E tomem um cheirinho da série... A introdução/genérico e os créditos...





Bom Domingo a todos :)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Já...

... viste a Lua, hoje?...

Está...

Magnífica......

:)




When I passed you in the doorway
You took me with a glance
Should have took that last bus home
But I asked you for a dance

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ironiazinha...

Alguns de vós já sabem que, volta e meia, tenho picardias com cadeias de supermercados e me questiono como consumidora de tais sítios.

Também sabem que sou curiosa e gosto de partilhar certas informações que considero úteis, ou pelo menos, que considero merecerem que se perca um pouco de tempo a pensar nelas...

Hoje, trago-vos uma breve análise e constatação de algo com que me deparei aqui há uns dias.

Sabem o anúncio do hipermercado Continente, acerca dos produtos frescos acabadinhos de chegar?...

Não consegui o anúncio, mas aqui está o making of e o dito cujo, no fim.



Além de ser um anúncio (ok, ok, não se deve acreditar em tudo o que se vê, sei disso tão bem como qualquer de vocês) e NÃO SER VERDADE que lavam as cabras com sabão que faz bolhinhas, nem têm as galinhas tão bem acomodadas (se um dia vos contar a sensação de entrar num aviário para produção de ovos, creio que passam a comer ovos de galinhas criadas ao ar livre, e não de galinhas criadas em gaiolas), entre outras jogadas de marketing, espantou-me a utilização do menino como pastor, que se vê a levar os animais e a pôr um queijo na prateleira.

E espantou-me porquê?

Porque o Grupo Sonae exige, aos seus agricultores do Clube de Produtores, um comprovativo da não utilização de mão-de-obra infantil nos trabalhos agrícolas...

Ou seja, mesmo os garotos mais desfavorecidos que queiram ganhar umas lecas nas férias de Verão, nas colheitas da fruta ou dos legumes, por exemplo, estão proibidos de o fazer... Não são autorizados... É preferível andarem na vadiagem ou na roubalheira do que arranjarem dinheirito para eles e bons hábitos de trabalho...
[Isto para não falar que o trabalho infantil agrícola é abuso, mas o trabalho infantil em televisão/cinema é o que a criança precisa para ser feliz... Tretas...]

Ou seja...
"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.", parece-me ser a teoria em vigor...

sábado, 3 de setembro de 2011

SPAM de Crianças Desaparecidas

Creio que já todos nós recebemos mensagens a dizer que existe uma criança desaparecida, e "por favor repassem este email aos vossos contactos", e até alguns que dizem "se não repassar, é um monstro sem coração" ou "já enviei aos meus, envia agora tu aos teus".

A 1ª coisa que faço ao ler esses emails é verificar a informação existente, ou a falta da mesma.
Se não diz mais do que um nome da criança, um nome dos pais, e um contacto telefónico, e tem uma foto, é SPAM.

Uma informação verdadeira, traria o nome completo da criança, os nomes dos pais ou responsáveis pela procura, contactos telefónicos verdadeiros, e ainda o local onde foi vista pela última vez, a data de desaparecimento, o que trazia vestido, alguma característica física única (um sinal, uma cicatriz, uma mancha...), a altura, cor dos olhos, ou seja, o máximo de informação possível para ajudar à localização da criança.
E ainda uma foto actual, e não com 3 anos ou mais.

Pelo que percebi, esses mails SPAM servem apenas para verificar se o endereço de quem recebe é válido, e "pescar" esses emails para listas que depois são vendidas com intuitos comerciais ou aproveitados para vírus e companhia...

Portanto, quando receberem este tipo de emails, confirmem alguns dados, façam alguma pesquisa, para não estarmos a alimentar estas situações.

Também acontece as crianças já terem sido encontradas e os mails com as suas fotos sõa reencaminhados continuamente, anos e anos a fio, e é impossível parar essa corrente enquanto houver gente a reencaminhar estas mesnsagens.

Além disso, muito cuidado com as fotos de crianças exibidas na internet, seja HI5, Facebooks, seja o que for, pois podem ser copiadas e usadas pelos spammers, e...
Aqui entre nós, gostavam de ver fotos dos vossos filhos ou conhecidos a circular para "ilustrar" um mail de crianças desaparecidas ou com cancro, ou sei lá o quê que apele ao sentimento?...

Tenham cuidado, sim?

Para saber mais:

SOS Criança - http://www.soscrianca.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=63%3Afalsos-e-mails-de-criancas-desaparecidas&catid=1%3Anoticias&lang=pt

Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas - http://www.ap-cd.pt/
(com um Manual de Segurança Infantil para download)

Acerca de farsas na internet e de SPAM e afins:
http://sonders.wordpress.com/2008/01/26/boatos-spam-e-afins/
http://www.e-farsas.com/


Tenham um bom Sábado :)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia das NamoradAs :D

Faz hoje 8 anos que eu e a Coccinelita nos conhecemos.
Anteriormente, já mencionei como cresceu e aconteceu a nossa amizade, e algumas das coisas que fomos passando juntas.

Hoje, embora um pouco mais distantes fisicamente, continuamos a ser "uma pela outra".

Por tudo o que já passámos (é que vocês nem sonham...), por tudo o que já vivemos...

Parabéns a nós! :D

(Para não variar, comprei-lhe uma prenda - sim, pode dar um ar gay, mas é que nem quero saber!!!-, daquelas giras e à gaja, mesmo... Daquelas que a faz dizer ao namorado: "Põe os olhos nela, põe!..." eheheh)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lembram-se?...



Lembrei-me disto há dias...
O meu coleguita de gabinete não conhecia, e eu conheço isto como "um clássico" dos tempos de estudante... :)

Enjoy it! ;)






(Ainda bem que não eram asinhas de fadinhas... ;) )

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

8

Há precisamente oito anos atrás, comecei a trabalhar aqui onde (ainda) estou...

Nunca pensei fazer 8 anos de casa, confesso, e há já 2 anos que tenho vontade de mudar...


Uma das frases que, ultimamente, me soa no cérebro é: "Liberta-te do velho para deixar entrar o novo.".

Mas, no entanto, e dada a situação actual do país, tenho receio de arriscar a saída sem paraquedas (sem ter onde ir trabalhar) e poder vir a ficar dependente de alguém.
Por outro lado, a área está mais que entupida, ou as ofertas existentes estão muito aquém de serem minimamente interessantes, e sinto-me numa zona profissional de "nevoeiro pantanoso", por não saber muito bem o que fazer e me sentir estagnada aqui.

Claro que, em 8 anos, nem tudo foi mau, senão nunca teria passado tanto tempo.

O problema maior é a consciencialização de que, daqui em diante, as coisas não mudam para melhor, e já nem me refiro à questão de não ser aumentada há 4 anos (e só fui aumentada uma vez desde que entrei), mas sim ao facto de não haver compensações de tipo nenhum...

Apenas houve, e vai haver, mais aumento de responsabilidades e de trabalho, e aquela sensação que quanto mais se faz, mais exigem que se faça...

As compensações poderiam traduzir-se, tão simplesmente, em mais dias de férias, ou em "banco do tempo", ou algo que nos permitisse gerir a nossa vida pessoal da melhor maneira, para compensar as horas a mais (não remuneradas) que fazemos em determinadas alturas.
Ou na possibilidade de ir a colóquios/seminários/formações, que mesmo que não fossem de interesse "directo" para a casa, houvesse autorização para ir.

Por exemplo, no ano passado, tirei um minicurso (5 dias) duma área que não está relacionada directamente com o meu trabalho, mas está "indirectamente" (e pelos vistos, vai estar mais directamente a partir de há 2 semanas atrás em que arranjámos um parceiro novo nessa área). Esse minicurso foi pago por mim, e tirei-o nas minhas férias.
Quis ir a um outro Seminário, que também não era de interesse directo para a "casa", e tive de pedir autorização e de meter um dia de férias para poder ir, uma vez que era Sexta e Sábado. Claro que todas as despesas foram por minha conta.

Já este ano, fui a um seminário da área, e era 6ª e Sábado na terra onde vive a minha mãe.
O custo do seminário foi de 25 euros.
Eu mostrei vontade de ir (pelo tema e pelo sítio, mas essencialmente pelo tema), e a "casa" deu-me o dia de Sexta. Só.
Não que eu estivesse à espera que me pagassem o seminário... Mas teria sido melhor que não me tivessem dito: "Damos-lhe autorização e o dia, porque tem lá casa onde ficar...".
Então, se eu quisesse ir a um seminário de interesse para a "casa", mesmo que pagasse tudo do meu bolso e fosse do outro lado do mundo, não me autorizavam?!?!?... Então, e o facto de eu ainda ir no Sábado a esse seminário, "perdendo" um dia de fim-de-semana, e não me comportar como outros que só vão nos dias de trabalho, não vale de nada?!?!?...

Tendo em conta que as horas que dou a mais, ao longo do ano, já somam o equivalente (sem exagero) a mais de 40 dias de trabalho (e só ainda estou em Agosto, e não sei o número certo porque prefiro nem contabilizar), creio que poderia haver maior abertura da casa em relação a este tipo de situações...

Isso, entre outras coisas, poderia fazer a diferença, a nível psicológico, de uma pessoa se sentir "escravizada" ou não.

O trabalho não me assusta, nem nunca tive problemas em fazer horas, ou "entregar-me" a uma causa, mas chegar a situações de "Quanto mais baixas a cabeça, mais ao c* te vão", não é nem do meu agrado nem do meu interesse.

Além de não poder dar formação a entidades externas (e ganhar umas lecas extra, que bem jeito davam), na área, porque é considerado "concorrência" com a casa, e o chefe entende que tudo o que sabemos, aprendemos aqui... Poupem-me...

E a palmadinha nas costas, no fim do ano, do chefe a dizer "Tenho muito orgulho em trabalhar convosco", soa tão "politicamente correcta" que enjoa, porque na hora da verdade, questiona o nosso empenho e dedicação sem razão, e arrogantemente, como já aconteceu...

Também é verdade que, ao contrário de muita boa gente, eu ainda tenho um ordenado ao fim do mês, e pago certinho. (Até quando?...)
Por outro lado, quando o ordenado só serve, basicamente (pois pouco sobra, e sem fazer "um vidão"), para pagar o facto de estar deslocada para poder trabalhar, fica assim uma sensação de inutilidade deste tipo de vida.
E a sensação de ser apenas uma "put@ laboral", a trabalhar apenas pelo ordenado ao fim do mês... :(

Enfim...
8 anos.
:S

Espero não fazer 9, e que seja por bons motivos...