Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

E nada mais importa...

Hoje...
Estava eu perdida em pensamentos...
E esta "velha" canção soou-me aos ouvidos, vinda dum rádio que eu não liguei...
O "timing" desta música... Foi... Um sinal óbvio, uma mensagem óbvia...

Tão "velhinha", esta música...
Tão "minha", tão como eu...

Porque há coisas que simplesmente não importam...
E há coisas que são realmente importantes...
Aquelas... Que se fazem com o coração...

...

Forever trusting who we are...




So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters


Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters


Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

I never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
Never cared for what they do
Never cared for what they know
And I know, yeah

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

E porque é...

... Carnaval, e vamos variar um bocadinho dos palhaços de todos os dias para os adequados à época...

Tenho um texto carnavalesco para vocês... Aprisionado no sítio do costume...

A ler aqui.

Bom Carnaval! :)

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

What Life is For?...



WHAT LIFE IS FOR

A million stars up in the sky
We watch them live, we watch them die
Now who can tell how this will be?
Now are we fools when we believe?

So listen

I never felt like this before
And I feel no guilt for wanting more
I’ll take all my chances here with you
And I can tell you feel it too


So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

And then you stepped out of my screen
I’m awake inside my dream
Tears roll backwards to the light
A rush of love, I feel alive

So listen

I’m in the back waiting for you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen

It’s real, I’m in love with you

A million stars up in the sky
Now can you tell me which one am I?

I never felt like this before
And my heart keeps wanting more

Then let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Jurei...

... ser Eu...
O Teu Luar...
Brilhar, só Eu...
No Teu Olhar...



Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

:)









Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Five years...

May flowers always line your path
And sunshine light your day
May songbirds serenade you
Every step along the way
May a rainbow run beside you
In a sky that's always blue
And may happiness fill your heart
Each day your whole life through

May your thoughts be as glad as the shamrocks
May your heart be as light as a song
May each day bring you bright, happy hours
That stay with you all the year long




Happy Birthday, my Sweet Little Fairy Gael...

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

H. A. V. D.!...* :D





Considero-me uma menina de datas.
Gosto de fixar datas em função de acontecimentos que, de alguma forma, me marcam.
Raramente esqueço datas de aniversários, embora quando esteja cansada, isso aconteça...
Sou, também, uma menina romântica, e gosto de mimar e ser mimada, sem dúvida nenhuma...

Mas o Dia dos Namorados é, para mim, um dia de absoluto e perfeito consumismo obrigatório.
Vejo "prendas de obrigação", "saídas de obrigação", etc e companhia...





Já falei nisto num post de 2009, portanto, nem me vou repetir.
Como disse no ano passado, também é o Dia da Disfunção Eréctil, portanto, meninas leitoras, estejam atentas aos possíveis problemas dos vossos queridos e verifiquem na prática se tal acontece... ;)

Este ano, decidi comentar uma das "modas" da época: morangos.
Em todos os supermercados, há morangos à venda, junto de cartazes apelativos ao Dia dos Namorados.
"Morangos e natas", confesso, gosto. Gosto muito.

Mas nesta época do ano, meus caros... Comer morangos é comer uma data de adubos e pesticidas, é comer um produto que não sabe a nada...
E para quê?...

Compreendo o romantismo, ou o erotismo, implícito nos "morangos com natas"...
Mas, por favor...
Abusem disso no Dia de Santo António, por exemplo, que nessa altura, já há morangos bem melhores e mais saudáveis, e produzidos em condições bem melhores para o ambiente e para a Saúde!!!

E, para finalizar, deixo-vos com algumas imagens alusivas ao estado de espírito de muita gente, nesta época... ;)












*Happy Anti-Valentine's Day! :D

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Um Momento...

... Pode fazer toda a diferença...




R.I.P. Whitney Houston...

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Bolinhos de Côco

Mais uma receita de "família"...

Super simples de fazer e, na minha opinião, são os melhores bolinhos de côco que conheço...

Só são precisas forminhas de papel Nº5, 200 gr de côco ralado, 200 gr de açúcar (amarelo ou branco), e 3 ovos grandes ou 4 ovos médios, para não ficar mole demais.

Mistura-se muito bem o côco com o açúcar e os ovos inteiros.
Coloca-se nas forminhas de papel e leva-se ao forno até cozerem e ficarem douradinhos.

Simples e eficaz e rende cerca de 30 bolinhos. :)

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Contraluz

Imagino que já (quase) toda a gente tenha visto o filme "Contraluz" (2010), de Fernando Fragata.

Só o vi hoje, e...

Interessante como as diferentes vidas se cruzam sem nos apercebermos...
Como acabamos por ter mais importância do que aquela que pensamos ter...
Como esbarramos uns nos outros e aprendemos sempre um pouco mais, mesmo acerca de nós próprios...

Não adorei o fim... Quem já viu, perceberá porquê; quem não viu... Não vou contar, claro!

Não adorei o fim... Mas gostei muito do filme...



E relembrei a mensagem que António Feio nos deixou...



...

Sejam felizes!...

Pudim de Abacaxi

Esta é uma receita "de família", que consumimos desde que me conheço como gente., e ideal para o tempo mais quente.

Partilho-a convosco, hoje, porque é uma forma de a ter "eternizada" e dando-vos a garantia de que é... Deliciosa! :)

O seu aspecto invulgar deve-se à gelatina vermelha, mas quem entender, pode usar gelatina branca, e o pudim fica com uma cor amarela clara.

A receita é simples:
1 Abacaxi de 1,25 kg
1 chávena de açúcar branco
Meia chávena de água
6 folhas de gelatina branca
2 folhas de gelatina vermelha
8 claras
8 colheres de sopa de açúcar branco

Nota: pode-se substituir o abacaxi por uma lata grande de ananás em calda e as folhas de gelatina podem ser todas da mesma cor.

Coze-se o abacaxi arranjado e aos pedaços, com a chávena de açúcar e a meia chávena de água.
Deixa-se arrefecer um pouco e misturam-se as folhas de gelatina previamente demolhadas num pouco de água, até derreterem (se for com o ananás ainda muito quente, as gelatinas coloridas perdem a cor).
Deixa-se arrefecer completamente e mistura-se, devagar, as claras, previamente batidas em castelo com as 8 colheres de açúcar.
Verte-se para uma forma de pudim (não há necessidade de barrar) e leva-se ao congelador.
No dia seguinte, tira-se do congelador cerca de 2h antes de servir.




Com as gemas sobrantes, podem-se fazer "ovos moles": uma colher de açúcar e uma colher de água por cada gema.
Leva-se a água com o açúcar ao lume, até reduzir para metade, e juntam-se as gemas batidas, em fio.
Mistura-se bem, não deixando fazer grumos, até as gemas cozerem.
(Se fizer grumos... Passa-se com a varinha mágica! :P )

Podem-se usar os ovos moles para enfeitar o pudim...




Cá em casa... Adoramos! :)

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

:)

Hoje, não posso estar contigo a partilhar este dia...

Mas como sempre, estás dentro do meu coração, e assim partilhamos o dia... :)

Hoje, não consegui entregar-te um miminho...
Tinha a intenção de... Mas tu sabes que hoje, não deu, e fiquei apenas com a intenção...

Hoje, fazes anos...
E por isso, colhi estas flores (na net) e dou-tas com mimo, com o desejo de muitos mais anos cheios de saúde e alegrias, de crescimento, de abundância de coisas boas...


Parabéns, garota :)


Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

O 560 e a Marca

Na sequência dos textos "Compro o que é Nosso", neste blog, venho simplesmente mandar uns bitaites (ou eventualmente, fornecer alguma informação útil), acerca da questão do Código de Barras que começa em "560".

Como temos visto nos emails que nos vão mandando acerca de comprar o que é nosso, vai-se lembrando que o que é nosso, tem um código de barras a começar por 560.

Tal informação é... Errada? Certa?
Eu diria: INCOMPLETA.

De facto, o Código de Barras 560..., refere-se ao embalamento, e não à produção propriamente dita.

O que não deixa de ter o seu valor, pois o facto dos produtos serem embalados CÁ significa que são empresas portuguesas, trabalhadores portugueses, a ganhar com isso.
[Também há produtos embalados CÁ e vendidos CÁ que não têm esse código, mas isso é outra conversa...]

Agora o problema é: e como é que eu sei se o produto é, ou não, PORTUGUÊS?

Infelizmente, os rótulos dos produtos alimentares nem sempre têm toda a informação necessária (para não dizer "exigida"), mas, na maior parte das vezes, dá para perceber a origem.

Os que eu mais detesto são aqueles que dizem "Produzido na U.E.".

É uma informação vaga, que nada me diz a não ser que foi feito na União Europeia. Não sei por quem, nem em que condições, nem... nada.

Depois, há aqueles que dizem: "Produzido em "Nome de País"", o que já é uma ajudinha.

Depois, há aqueles que podem ter, ou não, "Produzido por", mas têm o nome do fabricante, e respectiva morada, o que é excelente.

E depois, há aqueles que dizem "Produzido para".

Ora bem, para bom entendedor, "Produzido POR", ou "Produzido PARA", são duas coisas absolutamente distintas.

Ou seja... E agora? Como distinguir esses produtos?

Aqui, safa-nos a legislação que obriga os produtos de ORIGEM ANIMAL (ovos, lacticínios, carnes, peixes, marisco, e respectivas conservas) a terem uma marca especial.
Essa marca pode ser apenas "Marca de Identificação", e tem as duas letras referentes ao país de produção. No nosso caso: PT.
Ou então, pode ser uma "Marca de Salubridade", que também tem as duas letras do país de produção.

E por essa marca, conseguimos distinguir a origem dos nossos alimentos, pelo menos os de ORIGEM ANIMAL.

Como exemplo, trouxe-vos umas conservas de peixe/marisco.
Duas latas de Atum "Santa Catarina" (Posta em Azeite e Posta ao Natural), uma de Sardinhas em Tomate "ALVA", uma de Sardinhas em Azeite "Pingo Doce", e Lulas em Caldeirada "Pitéu".

(clicar nas imagens para aumentar)







Em relação aos códigos de barra destes produtos, aqui estão eles:


(Em cima, à esquerda: Atum Santa Catarina; em baixo, à esquerda: Lulas Pitéu; à direita: Sardinhas Pingo Doce.)

Como podem ver, todos começam em "560".

Em relação à informação sobre a produção, temos:

(em cima, Sardinhas Alva; em baixo: Lulas Pitéu.)

Aqui, vemos a diferença de toda a informação do Fabricante "A Poveira", assim como todos os dados de contacto, contra a "Produzido PARA", das Lulas Pitéu.
(Note-se que em Inglês está "Packed for" = "Embalado por")
Já o Atum "Santa Catarina" tem logo na frente da embalagem que é um Produto dos Açores, ao invés da Sardinha Pingo Doce que não tem nenhuma menção à origem.

Finalmente, observemos a Marca de Identificação/Salubridade:

(Da esquerda para a direita: Atum Santa Catarina; Sardinhas Alva; Sardinhas Pingo Doce, Lulas Pitéu).

Como podemos ver, os primeiros três produtos são de origem PORTUGUESA, enquanto que o último foi produzido em Espanha.

Não "desfazendo" em Nuestros Hermanos... Eu gosto de saber o que compro, o que consumo, e a sua proveniência.
E se puder comprar produto português, não compro produto estrangeiro.

Em relação aos Produtos de Origem Animal, temos, com a "Marca", uma ferramenta fácil para distinguir a sua proveniência.
Em relação aos Produtos de Origem Vegetal, temos de ir acreditando no que vemos nas plaquinhas dos hipermercados (nem sempre correctas), ou nalgumas embalagens ou caixas.
Mas é muito mais complicado, especialmente no que se refere a alimentos processados.

Aguardemos a melhoria dos rótulos e da legislação respectiva... Bem como das entidades certificadoras e fiscalizadoras...


Para saber um pouco mais:
http://www.tequalim.pt/img/marcas_salubridade_identificacao.pdf

O Estranho Caso de Maria Beatriz (10)

Carolina sabia que a Mãe só tivera João e Carlos como amados, amantes, maridos.
Sabia que eles eram os únicos homens de sempre da vida da Mãe.

Então, como era possível que o sangue dela fosse igual ao da Mãe: "AB-"?

Como Maria Beatriz soubera desde o princípio, Carolina era fruto do Amor dela por João e por Carlos...
Amor cuja intensidade provocara um pequeno milagre de transformação no corpo dela.


Num mês em que não tinha estado com nenhum deles, nem qualquer outro homem, por diversas razões, Maria Beatriz engravidara. Concebera.


Um oócito instalara-se no útero sem ter sofrido meiose, como se fosse um óvulo fecundado, dando, assim, origem a um clone natural de Maria Beatriz: a sua filha Carolina.



(Fim)

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

A Bicha Pintada

Em passo ligeiro, de pé descalço, a jovem pastora caminha atrás das ovelhas e das cabras.
Entre assobios, toques com o cajado e latidos dos cães, encaminha o rebanho para os lameiros verdejantes ao pé da Ribeira do Codes.



Chegando ao lameiro procurado, senta-se sobre uma rocha a guardar os animais e a saborear o dia lindo e soalheiro.

Espalhadas pela região, as conheiras lembram tempos de ouro que a fazem sonhar... Mais acima de onde está, uma passagem no meio da rocha valeu ao monte o nome de "Penedo Furado", e mais abaixo, a Ribeira corre, fresca e cristalina, como se cantasse.



Ela deixa-se estar sentada, a ouvir o canto da água, o canto dos pássaros até que...
Distingue, no meio de todas as melodias naturais, o canto de uma mulher.
Afinado, exótico, numa língua que ela não conhece e não percebe.

Levanta-se.
Devagar, dirige-se onde lhe parece vir o canto, melodioso e triste, dumas lajes a seguir à curva do rio.
Aproxima-se sem ruído, quase com medo, e espreita por entre as ervas e as árvores.



Vê-a.
Sentada numa laje, com uma pele morena e dourada, cabelos negros como carvão, vestida de sedas e cetins, enfeitada com jóias preciosas... Uma Moura.
A pentear os seus lindos e longos cabelos com um pente de ouro.
Tamanha maravilha, a pastora nunca vira.
Cobiçou o objecto, dourado e brilhante, que deslizava nos cabelos macios da Moura.

Aproximou-se um pouco mais, a tentar perceber como ficar com aquela jóia para os seus cabelos revoltosos e estragados, na esperança de ficar como os lindos cabelos da Moura.
Devagar, pé ante pé, sem ruído...

Um pau que estala, uma pedra que resvala, ela não se apercebe o que aconteceu, mas a Moura dá conta dela.
E olha na direcção dela, com os olhos grandes e escuros e tristes, como se lhe entrasse no profundo da Alma.
Em silêncio, fitam-se.

A jovem e alegre pastora pobre, a Moura rica e triste.

Perante o olhar da Moura, a pastora enche-se de coragem e estende a mão, pedindo-lhe o pente.
A Moura sorri, tristemente, e diz-lhe:

"Queres o pente, não é?...
Pois terás de te converter à minha fé.
E se mais se quiser,
um bezerro dourado estou a guardar,
a quem por bem vier,
e me souber amar..."

A pastora, cansada de pobreza e beatices, de padres bem vestidos e bem alimentados pelas ofertas forçadas dum povo pobre e inculto, aceita sem hesitar.
A ideia do bezerro dourado aguçou-lhe a coragem, pensando no irmão que poderia amar a bela Moura.

Acena com a cabeça, aceitando.

A Moura levanta-se da lage, as pernas esbeltas e morenas a vislumbrarem-se sob os véus de seda que a cobriam. Sorri e diz-lhe:
"Para à minha fé poderes rezar,
o céu da boca tenho de te beijar..."

E, perante os olhos da pastora, a bela Moura transforma-se numa serpente, para lhe ser mais fácil entrar na boca dela.

Assustada, a pastora grita e faz o sinal da cruz, virando costas e fugindo.
Com um silvo, amaldiçoada e presa no encantamento, a Moura esgueira-se e desaparece por entre as rochas, deixando um sulco gravado e pintado com pó de ouro que o tempo se encarregou de levar.

A pastora, essa, fugiu a sete-pés para junto da família e, mais tarde, recuperada a coragem, voltou armada e acompanhada, desceram pela passagem do Penedo, à procura da Moura, do bezerro dourado e dos outros tesouros guardados.

Procuraram atrás de cada árvore e erva, vasculharam nas rochas, mas... Nada.
Nem sinal de Moura, nem de bezerro nem de tesouro.

Apenas o sulco, provocado na fuga da Moura Encantada para as rochas, ficara como recordação da aventura e prova do medo da pastora...

(...)

Desse tempo, guardaram-se os ditos, mais tarde gravados em azulejos no miradouro do Penedo Furado:

"O tesouro no maior segredo,
Está em gruta bem guardado
Só o dará a amar sem medo
Sua linda moira encantada."

"Reza a Lenda da Bufareira:
Entre este Penedo Furado
e Bicha Pintada na Ribeira
Está lindo bezerro dourado."




A lembrar que não há Tesouros sem Coragem, e que não se vencem Encantamentos sem Amor...





(Versão muito livre "made by me" da Lenda do Penedo Furado e da Bicha Pintada, Vila de Rei, Portugal)

E do Milho se fez...


... Pipocas!...



Há uns tempos atrás, comprei milho para pipocas numa feirinha de produtos regionais.
Era um milho miúdo, mas não resisti a comprá-lo, para mostrar à minha sobrinha nº7 como se fazem pipocas.

Chegadas a casa, arranjámos o tachinho mais velho que encontrámos e pusemos uma colher de óleo e um punhado de milho. Levámos o tacho ao lume e...
Passado um pouco, começámos a ouvir o pop-pop típico das pipocas.

A miúda, claro, disse: "Quero espreitar!...", e eu destapei um pouco o tachinho.
Para divertimento dela, uma pipoca saltou exactamente pela nesga e caiu-lhe à frente.

Lá deixámos as pipocas a fazer, e repetimos o processo.

Passado um bocadinho...
Já tínhamos as pipocas feitas e a garota a dizer:
"Vamos levar para a sala e fazer como no cinema..."

:D

É engraçado como de coisas tão simples se faz um entretém, e uma aprendizagem para os garotos... :)

O Estranho Caso de Maria Beatriz (9)

Maria Beatriz riu-se.
“Ambos, querida... Ambos são o teu pai, pois ambos te amam e cuidam de ti como filha...”

Carolina não ficou satisfeita com a resposta e fazia-lhe impressão essa falta de conhecimento.
No entanto... Amaria menos qualquer um deles por vir a saber que não era o seu pai genético?
Dar-se-ia melhor com um do que com outro se tivesse essa informação?...
Carolina não sabia. Apenas sabia que precisava de saber.
Depois se veria o que faria...

Andou algum tempo a pesquisar sobre testes de paternidade e características genéticas que a pudessem ajudar a saber.
Mas ambos os pais eram morenos, altos e sem nenhuma característica em especial que a pudesse ajudar.
Ainda por cima, ambos eram do tipo sanguíneo O Rh+, o que também não ajudava nada, já que a Mãe era AB-.
Foi desistindo da ideia de conseguir descobrir, mas sem a esquecer.

Até que, 18 anos feitos, decidiu tornar-se dadora de sangue.
Em conversa com a médica, disse que não sabia o seu tipo de sangue, mas que seria um destes: A-, A+, B+ ou B-.
A médica mandou analisar e o resultado surpreendeu-a.

(Continua...)

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

O Estranho Caso de Maria Beatriz (8)

Maria Beatriz não se assustou. A distância era favorável, e uma boa desculpa para estar ausente de determinados eventos familiares.
Alternou uma semana com João, outra com Carlos, durante o ano todo.
Inscreveu a menina em dois infantários, na terra de cada um, e quando recomeçou a trabalhar, passava uma semana em cada lado.
Repartida entre as duas famílias, Carolina cresceu saudável e feliz.
E, como criança que era, nunca tomou consciência da estranheza do seu caso, pois muitos amiguinhos tinham duas famílias, devido a segundos casamentos dos seus progenitores, e portanto, também tinham duas mães ou dois pais.
O que ela não se apercebera ainda, na sua inocência infantil, era que eram ambas, ela e a mãe, e não apenas ela, que andavam dum lado para o outro entre as duas casas.

Os anos passaram, neste ritmo repartido. Férias com um pai e a mãe, férias com o outro pai e a mãe. Natal num lado, Passagem de Ano no outro, e trocava-se no ano a seguir. Dia de Aniversário com ambos e a Mãe.
Ambiente familiar normal em ambas as casas.


Quando Carolina chegou à idade escolar, alternar as semanas entre infantários tornou-se impraticável.

Sem se perturbar, Maria Beatriz comprou ambas as casas duma vivenda geminada. Fez obras e abriu uma porta entre ambas as casas. Assim, ficou com uma casa em que tinha um quarto para a filha e outro de "solteira", para ela, a meio da casa, e uma suite para estar com João e outra suite para estar com Carlos, em cada ponta. Decorou cada "meia casa" com cada um deles, e ao gosto deles, e quando eles vinham, à vez e na semana que lhes competia, ter com elas, tinham meia casa para usufruirem.


João e Carlos, por amor a ela e à filha, aceitaram a situação, compreendendo que mais valia terem meio ano com elas, alternando semanalmente, do que a ausência total delas na vida deles.


Carolina cresceu, cada vez mais inteligente e bonita, muito parecida com a mãe dela.

E começou a aperceber-se da estranheza da sua situação familiar, que nada tinha em comum com os coleguinhas filhos de pais separados.
Um dia, numa aula de Ciências, quando já se estudara o corpo humano, e começaram a falar de hereditariedade, Carolina percebeu que precisava de saber mais sobre a vida dela.
Falou com a Mãe e a Mãe não lhe omitiu nada. Carolina tinha 16 anos, já conseguia entender a situação, e perguntou apenas:
“Mas qual deles é o meu verdadeiro pai?...”

(Continua...)

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Hoje...

... farias 75 anos, se a Morte, piedosa do teu sofrimento, não te tivesse levado.

Hoje, vesti um casaquinho que era teu e que "herdei", e, como sempre que o visto, rezei por ti.

Hoje, encontrei sinais de que continuas perto de nós, que nos velas, que nos proteges.

Hoje, dirigi orações para o teu descanso...

Hoje, foi um dia de "celebração"... Pois apesar de não estares connosco "em carne e osso", estás connosco em Espírito.

Temos saudades tuas, Tia Zi, e, onde quer que estejas, que o teu lugar seja luminoso e bonito, pacífico e sem dores nem preocupações...

Descansa em Paz...

Beijinhos...

O Estranho Caso de Maria Beatriz (7)

Cada um foi para sua casa, a pensar no assunto.
E ambos decidiram o mesmo.
Assumir a criança como sendo sua.

Ambos, na sua oportunidade, falaram com ela.
E ela continuou a ser sincera e contou-lhes a decisão que o rival tomara.

O relacionamento tornara-se ainda mais estranho.
A luta e a conquista não eram apenas dela, mas sim também de uma criança.

Ela continuou a gerir a vida dos três.
Passava fins-de-semana alternados com cada um, e durante a semana, era conforme calhava.
Mudou de cidade, e ficou a meio caminho entre eles.
Redecorou a nova casa, com a ajuda de ambos, e cada um fez, em sua casa, um quartinho de criança.
Ia ao obstetra sozinha, e trazia o filme da ecografia para ambos verem.

E, a seu tempo, a criança nasceu.
Uma menina, linda, perfeitinha.
Inundada de amor desde o início, pela mãe e pelos pais.
Baptizada de Carolina de Maria Beatriz, simplesmente.

Agora a gestão familiar complicava-se.
As famílias deles sabiam da existência da criança, mas não da existência do outro pai.
A família de João dizia: “É a cara da mãe, mas a boquinha/os dedinhos/o cabelo é do João...”
A família de Carlos dizia: “É a cara da mãe, mas os olhos/o nariz/a cabecinha é do Carlos...”

(Continua...)

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

O Passo...

... O Momento... O Agora...

Quantas vezes hesitamos, temos medo de avançar, estamos indecisos no caminho a seguir?...

E, na contagem de todas essas hesitações, medos e indecisões, quantas vezes nos atrevemos a dar "o passo"?

Nessas hesitações, nesses medos, nessas indecisões, podemos estar a perder "o momento"... Aquele Momento que vale o risco...

Às vezes... Devemos saltar sem pára-quedas, atravessar a ponte sem saber o que nos espera, mergulhar sem ver o fundo... Fazer acontecer o Agora sem saber o Amanhã...
Devemos arriscar, jogar o Coração, a Alma... Arriscar tudo o que somos, sem garantias, apenas com muita Coragem...

Às vezes, simplesmente, devemos dar o passo, sem medo...
Porque o Presente poderá ser o início de um Futuro risonho...
:)





Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite

Grito teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite.

O Estranho Caso de Maria Beatriz (6)

O pensamento de ambos foi o mesmo:
“O pai sou eu!...”

Mas como prometido, não a interromperam.
Ela continuou:
“Vou ser mãe, e agradeço-vos esta criança que me deram. Agradeço-vos, porque ambos são o pai, pois esta criança é o fruto do amor que sinto por vós.”

João e Carlos protestaram. Era impossível serem ambos o pai, e ambos queriam-no ser. Exigiram um teste de paternidade.
Maria Beatriz levantou-se, impondo-se:
“Vocês não perceberam. Ambos são o pai, se assim o quiserem. Não haverá testes de paternidade, pois eu não preciso disso para nada. Se não quiserdes esta criança, também não me querem, pois somos parte uma da outra. Esta criança é minha, tanto quanto vós sois meus e o meu amor por vós é real.”

O ambiente ficou demasiado tenso. E ela pediu-lhes para sair.
Ambos sairam e não trocaram uma palavra entre eles.
A escolha era dela, não deles. E ela tinha sido firme em não querer o teste de paternidade.
Mas a eles, a cada um deles, competia-lhe ter de lidar com a situação.
Assumir uma criança que poderia ser do outro, ou renegar uma criança que poderia ser dele?

(Continua...)

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

O Estranho Caso de Maria Beatriz (5)

Maria Beatriz cedeu.
Ao Amor, à Saudade, ao Desejo.

Entregou-se, a cada um, como dantes.
E ambos continuavam a saber um do outro.

Passou mais um ano, e ela ia alternando fins-de-semana com um e com outro.
Durante a semana, era conforme calhava a disponibilidade das agendas de todos.
Era sempre ela que decidia. E muitas vezes, decidia apenas estar sozinha.

Novamente, chamou ambos para casa dela.
Novamente, o ambiente estava tenso devido à rivalidade entre eles.
Novamente, pediu-lhes permissão para falar sem ser interrompida.
E disse-lhes:
“Estou grávida.”

(Continua...)

Sábado, 21 de Janeiro de 2012

O Estranho Caso de Maria Beatriz (4)

O pensamento de ambos foi igual:
“Ele que procure outra que eu fico com ela.”

E, embora tivessem saído de casa dela ao mesmo tempo, não trocaram uma palavra, cada um a planear a reconquista de Maria Beatriz.

Nos meses seguintes... A secretária dela aparecia inundada de flores, de presentes, de mimos.
Cartas de amor no correio, mails amorosos, serenatas à janela.
Os convites para sair sucederam-se, e Maria Beatriz recusava sempre.

Sofria imenso, de saudades de ambos.
Sofria imenso, pois continuava incapaz de escolher.

Devagar, em convites “simples” como festas de aniversário, Maria Beatriz começou a sair de novo com eles. Como amiga, apenas.
Até que um dia...

(Continua...)

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

O Estranho Caso de Maria Beatriz (3)

Maria Beatriz amava ambos.
E não conseguia escolher, pois sentir-se-ia sempre incompleta sem um deles.
Amava-os, profundamente.
E esta situação, fazia-a sofrer mais que qualquer outra coisa no mundo, e estava a tornar-se insustentável.

Um dia, chamou ambos para casa dela.
Eles olharam-se, ciumentos, prontos para brigar, quais galos rivais em galinheiro.

Ela tomara uma decisão.
Pediu-lhes permissão para falar sem ser interrompida, e disse:
“Amo-vos a ambos. Muito. E como nenhum de nós está feliz com esta situação, com esta dualidade, tomei uma decisão. Não consigo escolher com qual de vós quero estar em exclusividade, pois não consigo deixar de sentir o que sinto. Portanto, tomei a decisão de, de hoje em diante, não estar com nenhum de vós. Liberto-vos desta situação, procurai quem vos faça feliz, que eu ficarei feliz por vocês. Amo-vos demais para vos ver infelizes, e sou incapaz de escolher um em detrimento de outro. Simplesmente, sou incapaz.”

(Continua...)