sábado, 7 de Novembro de 2009

Quem quer...

uma laranjada?...

Dirija-se aqui! :)




Obrigada e beijinhos :)

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

"Temos pena"...

Mas já comi 6 enquanto me sentei aqui um bocadinho...

Não, não vos dou.
Não, escusam de pedir para vos dar um.

São meus.
TODOS!



E eu ainda estou com um bocadito de TPM, portanto tenho direito a comê-los todos!
Todinhooooooooooos!

Conhecem?

O sabor maravilhoso do caramelo e do chocolate e da avelã destes bombons?

Que me sabem a infância...

A primeira vez que os comi, foi a minha tia Zi que mos deu. Quando eu tinha uns 11 anos, talvez.
E ontem, tive uma conversa com o meu pai em que mencionei que tinha saudades dela.
E estive a "discutir" com ele um assunto que também estava relacionado com ela.
E hoje, no meu "passeio de compras", encontrei-os.
Aos anos que não os via!
Tenho a impressão que foi uma mensagem dela. Um mimo. :)

São tããããão boooons! :D







*Pronto, se pedirem com jeitinho e ainda houver...

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Ar fresco :)

Ultimamente, e para desenjoar de outras rádios online, tenho ouvido a Oxigénio.

Tem sido uma lufada de ar fresco musical, sem dúvida!

Curiosa as usual, quis saber que música era uma que me soava bem mas que ainda não tinha percebido nem o nome do artista nem o nome da canção.

Após emailar a equipa, no "Música X, Hora Y", recebi a resposta e...

Listen very carefully...

;)



terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Onde?...

Está frio lá fora...
Ou serei eu que estou especialmente sensível?

As árvores choveram-me folhas secas, e o vento beijou-me gélido quando caminhei para casa.
A Lua está magnífica, gloriosa no seu trono celestial.

Está tudo frio e azul, à minha volta.

Está tudo frio e cor de sangue seco, dentro do meu peito.

Sinto a solidão como rasgos de garras de uma fera que existe dentro de mim, eterna e omnipotente, que fugiu um dia e deixou um rasto negro de um caminho que não conheço.

Não quero.
Não a quero.

Mas ela voltou, e rasgou para entrar de novo, sentindo-se vitoriosa dentro de mim.

Seca.
Estou seca por dentro, todas as lágrimas que chorei gastaram as lágrimas que tinha por chorar.

Frágil.
Estou frágil por dentro, daquela fragilidade que um sopro frio faz estilhaçar em mil pedaços de cinzento o que sobra da minha alma.

Insensível.
Já não me corre sangue nas veias, apenas uma água gelada que me faz tremer a pele e a carne.
Já não sinto, já não me apaixono, já não vivo.

Sobrevivo, pequeno grande autómato que respira por obrigação, que come por devoção, buscando prazer em pequenas coisas que sei serem perniciosas.

Indiferente aos dramas dos outros, tentando ser a estrela principal do meu inusitado drama.

Não quero.
Quero ser a heroína duma aventura de cavaleiros e velocidade e paisagens com o horizonte no infinito.

Quero a ser a droga que vicia alguém, que o deixará sem ar, que me deixará sem ar.
Quero ser a bebida que embriaga em sonhos etílicos e coloridos e brilhantes, mais do que cinzentos e turvos.

Quero ser tua, mas nem sei se existes para me ter.
Quero ser tua, mas terás tu a noção que essa posse é fingida, que é apenas uma sensação ilusória em que estou pousada no teu ninho, quando mesmo no teu ninho me descobres a voar?
Quero ser tua, mas na verdade, quero recuperar-me e encontrar-me, perder-me em ti para me encontrar em mim, que já não sei quem sou, apenas quem fui.

Existes?
E se existes...

Onde estás?...

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Samhain

Ela respira fundo.

O ar da noite está frio, e a respiração dela forma uma nuvem prateada de luar em frente ao rosto.

Sente febre, o rosto está corado e quente, tem as pernas trémulas e as mãos frias, arrepios percorrem-lhe o corpo suado.

Devagar, cada passo uma tortura de dor, afasta-se de casa e dirige-se à torre velha.

A saia vermelha e comprida oculta as pernas elegantes enfiadas em botas de pele cardada, e um xaile branco envolve-lhe o resto do corpo, num clarão de luz quase fantasmagórico.

Já começou o novo ano; há duas noites, as crianças e os jovens da aldeia andaram pelas ruas disfarçados de pequenos demónios e bruxas e monstros, a bater às portas, a pedir guloseimas, a pregar partidas, num convívio são e alegre.
Faziam-no pela tradição que amavam, faziam-no para esconjurar os medos dos mais novos, faziam pelo divertimento que isso envolvia.

Nessa noite, cabaças e abóboras cortadas em carantonhas, com velas de cera e sebo por dentro, pretendiam assustar os entes malignos, os monstros e os maus espíritos.

Nessa noite, a última noite desse ano, antes de começar o novo ano, as portas e as janelas das casas eram deixadas abertas para receber os espíritos dos mortos amados, as lareiras eram espevitadas e havia comida feita para satisfazer e agradar aos defuntos que ainda zelavam pelos seus.

Nessa noite, o véu entre os mundos era tão ténue que os espíritos vagueavam livremente, uns perdidos, outros decididos, uns com boas intenções, outros com más.


Ela avança, decidida mas fraca, pela colina.
Sobe, e olha em volta.

Sente-o.
Mais do que vê-lo ou que saber que ele está ali, ela sente-o.
Embrulha-se no xaile, apertando-o contra si, e espera.

Na noite, quieta e serena, com toda a gente em casa à lareira, excepto ela, ouve-se o galope apressado dum cavalo imortal.
Cada vez mais perto, até que a figura escura de cavalo e cavaleiro se começa a distinguir, iluminados parcamente pela lua cheia.

Estacam junto dela, num movimento súbito, e o cavaleiro comanda o animal ansioso, rodeando-a, pesquisando-a, observando-a.

Pára.
Desmonta.
Aproxima-se dela.


No rosto dele, os olhos brilham como dois carvões em brasa. A barba ligeira desenha-lhe os contornos da face elegante e os cabelos compridos e negros caiem-lhe em caracóis rebeldes sobre os ombros.
No peito e nos braços nús, o desenho intricado de tatuagens negras deixam adivinhar as hastes de um veado, entre outros símbolos tão poderosos quanto antigos.

Ela olha-o, sem medo, um pouco ansiosa, sem palavras.

Ele rodeia-a, ela mantém-se quieta, ele analisa-a.

Ela sente o cheiro de nevoeiro e frio e morte e escuridão.

Ele estaca em frente dela e levanta o braço, tocando-lhe no rosto com a ponta dos dedos surpreendentemente quentes e calorosos.

Ela fita-o, febril. E sussurra, num múrmurio mais sentido que ouvido:
"Samhain... Vens-me buscar?..."

O deus olha-a, divertido.
Conhecia-a desde que ela nascera, conhecera a mãe, a avó, todos os antepassados dela, e sabia a magia que lhe corria no sangue.
No entanto, não deixava de se surpreender com ela, tanto quanto um deus se poderia surpreender com obras suas.

"Estás com pressa de partir, pequena Kyla?", responde-lhe, num tom divertido.

Ela baixa a cabeça, sente-se desmaiar, sente-se cansada, tão cansada!...

Ele toma-a nos braços.
"Queres que te leve, minha Kyla?..."

Ela sente-se desfalecer e sim, quer partir, partir com ele, partir com o deus que tantas vezes a protegeu, tantas vezes afastou o mal dela, a salvou dos entes perigosos.

"Kyla, Kyla Gwanwyn, que pressa é essa?...", murmura ele ao ouvido dela, o rosto dele encostado ao dela.

Não a levará sem ela dizer que sim.
Não a levará com ela doente, sem saber o que quer.
Não a levará antes da hora dela, tal como não levara nenhuma das mulheres da família dela, do sangue dela.
Do sangue que também é dele.

Ela desmaia, febril, ouvindo, ao longe, um lobo que uiva, e ela sabe que esse lobo não é deste mundo.

Samhain, o deus dos mortos, o deus do Inverno, dos veados, da caça, pega nela e monta no cavalo.

Avança até à aldeia, que permanece escura e sossegada, e em menos tempo do que um piscar de olhos, Samhain deixa-a na cama dela.

Sabe que ela vai ficar bem.
Virá buscar o espírito dela quando for a hora dela.

Nunca antes, nunca depois.
Quando for...





(Imagens de pedras e castelo da minha autoria, restantes imagens retiradas da net, numa bela mistura orquestrada por Jane Doe)

:P

"Aquilo que você der a uma mulher, ela vai tornar maior.
Se você der o seu esperma, ela te dará um bebé.
Se você lhe der uma casa, ela vai dar-lhe um lar.
Se você lhe der compras de mercearia, ela vai dar-lhe uma refeição.
Se você lhe der um sorriso, ela vai dar-lhe o seu coração.
Ela multiplica e amplia o que lhe é dado.

Portanto, se você lhe der qualquer porcaria, esteja preparado para receber uma tonelada de merda."


:P
:D


(Não sei quem é o autor, encontrei por aí.)

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Só para que conste...

Estou a comer castanhas (semicozidas ou semiassadas no microondas cá do trabalho).

E estão a saber bem, já que o parvo do computador não me deixa instalar o Google Earth e está com umas nóias!!!


(Querem mais uma informação absolutamente inútil para a vossa felicidade?
Amanhã vou cortar o cabelo. :D )

Momento dramático da noite


No MSN...

Fada diz:
sou uma cinderela pindérica
snif

Bloggerfriend diz:
hã?

Fada diz:
sim...
ela perdeu um sapato de cristal
eu perdi uma meia de dormir*

Bloggerfriend diz:
looool




* Sim, já durmo de meias e com dois edredons (um dos quais, de penas) e não, não tenho calor! E encontrei a meia fugitiva debaixo duma almofada (é o que dá não ter feito a cama hoje! :p)

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

:s

Estou com uma vértebra deslocada.

É a do costume, a que me dá dores e me causa indisposição, que me afecta a vesícula e a digestão.

Que faz com que não use soutien quando estou assim.

Que fez com que acordasse há meia-hora, tendo-me deitado às 2:00.

Vou ao "loiro" na próxima semana, mas não quero sofrer até lá...

Portanto, preciso duma massagem.

Voluntários?...

:s

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

O Guaraná e Eu...

A propósito duma msn conversation, lembrei-me de mencionar, entre umas e outras, que ando mais acesa que os holofotes dum estádio em dia de inauguração...

Conversa praqui, conversa prali, mencionei que recentemente tomei guaraná.

Não a bebida, mas sim os comprimidos.
Dois.
Apenas dois.
Há cerca de 15 dias.

O meu amigo questionou-me qual era o problema do Guaraná.
Pensei que já lhe tinha contado...
Afinal não.

Prometi um post, porque estas coisas devem ser partilhadas.
Com os amigos e com as amigas. :)

Portanto...
Sentem-se na cadeira e ide buscar as pipocas...
The movie begin in five minutes...

"In a far, far away land (por acaso foi mesmo aqui na santa terrinha, mas pronto)..."

Há seis anos atrás, quando vim para cá, andei à procura de casa. Estive cerca de um mês (Agosto) hospedada numa residencial, enquanto procurava casa/quarto para morar.
Todos os dias, depois do trabalho, batia a zona a pé ou de carro, à procura de anúncios, a ir ver condições, a telefonar, etc.

Andava cansada, devido ao trabalho e à procura.

Como não posso tomar café (dá me uma má TPM e eu gosto de poupar as pessoas ao meu mau feitio), decidi tomar guaraná, em comprimidos.
Dois por dia, um ao pequeno-almoço e outro ao almoço.

E os dias corriam bem, andava serena, dormia pouco mas andava bem dispostinha.

Passado quase um mês sem alojamento, lá encontrei uma casinha, onde ainda moro.
Combinei com os senhorios que podia fazer a mudança mais cedo, comprometendo-me a limpar o apartamento.

E assim foi.
Continuava com os guaranás (os tais "2 por dia"), e fazia limpeza até às duas da manhã, e arrumações, etc, cheia de energia.

E a vida decorria serena.

Arrumei tudo, instalei-me como deve ser, e sempre a tomar guaraná.

Até que...
Um belo dia...
Em meados de Outubro...
Comecei a sentir tesão duma forma exagerada.

Para bem dizer, eu, que considero ter um apetite sexual normal, comecei "a trepar pelas paredes".
Ainda por cima, não tinha parceiro sexual, na altura...
Andei a alucinar completamente!!!

Resultado, dei voltas à cabeça até saber o que se passava comigo... E quando deixei de tomar guaraná, essa potenciação do desejo desapareceu, voltando ao meu normal.

Portanto, meus amigos e amigas...
Se quiserem um estimulante natural, para o dia-a-dia e tiverem parceiro...
TOMEM GUARANÁ!!!

Mas se não tiverem parceiro...
TENHAM MEDO... MUITO MEDO...


;)

sábado, 24 de Outubro de 2009

Prenúncio...

Ela olha pela janela.
Está escuro, a noite está nublada, por vezes a Lua Crescente espreita por entre as nuvens que passam devagar.

Arrefeceu muito, de repente.

As portadas das janelas das casas da aldeia estão quase todas fechadas, apenas aqui e ali se entrevêem rasgos de luz.

Ela está atenta.

Um gato malhado passeia no telhado em frente, morcegos esvoaçam à procura de insectos, uma coruja pia e uns cães ladram, nuns latidos rápidos e curtos.

Ela observa a aldeia sossegada, com as suas gentes resguardadas da noite fria.

O silêncio instala-se, e ela permanece atenta.

A noite segue, e ela vê as poucas luzes apagarem-se e a aldeia mergulhar na escuridão natural.

No Castelo, também está tudo calmo, escuro e silencioso, apenas umas luzes alumiam a porta principal.


Ela permance à janela, a vigiar a noite, a vigiar os sinais.

O véu entre os mundos está a ficar mais frágil, mais transparente.

E ela permance atenta.

Samahin está a chegar.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

O pão...

... que o Diabo NÃO amassou!...


:D


Ah, pois é, pessoal, a máquina do papá já funcionou!!!

Fiz um pãozinho pequenino (ainda ando a experimentar as medidas, e os resultados, claro), que tenho comido à fatia nestes dias.




Experimentei uma receita de pão com ervas e azeite, e passo a divulgar a receita:


- 3 copos de farinha integral da Nacional (calhou ser esta, também tenho de variar nas farinhas, óbvio!);

- fermento natural fresco (3/4 dum pacotinho)

- 2 colheres de sopa de azeite

- 2 colheres de sopa de açúcar (não fica doce, é para ajudar as leveduras)

- 2 colheres de chá de orégãos (secos)

- 1 colher de chá de salsa (seca)

- 1 + 1/2 colher de chá de sal

- 1 + 1/4 copo de água




3h e 40min (programa para pão integral) depois... (e com o cheirinho a pão pela casa fora...)


Mnham!

Pãozinho quente com manteiguinha de ervas e alho...
:D

Mas não é tudo!!!



Também fiz iogurtes caseiros. Nada de novo, coisa que já fiz muitas vezes na iogurteira da minha mãe, mas a novidade aqui é que foi sem iogurteira! :)


Fiz na panela de pressão!


A receita base, seja em iogurteira, seja onde for, é misturar bem um litro de leite quente (aquecido ao ponto do calor ser suportável quando metemos um dedo) com um iogurte natural.

Depois, existem diversas variações: juntar açúcar, mel, banana, aromas, leite em pó, leite condensado... O limite é a imaginação, creio! :)

Como ia experimentar a minha panela de pressão, e não tinha copos próprios nem os frascos que tinha em casa serviam, usei os copos em forma de lata do Mac... Eheheh (Isto de aderir aos menús de Verão ainda rende.)

Coloquei o cozedor a vapor, para não estarem os copos em contacto com o fundo da panela e comecei a encher com água quente (no máximo do esquentador).

Depois inseri os copos com a mistura de leite e iogurte. A água ficou acima de meio dos copos, mas até podia ter ficado mais perto do bordo.

Fechei bem a panela e fui dormir.

De manhã, abri a panela e...


Mnham!




O primeiro comi-o simplesmente, e segundo comi com doce de ameixa...

Os restantes estão tapadinhos (com tampas de outros frascos), no frigorífico, à minha espera! :D




E pronto, são estas as pequenas aventuras gastronómicas cá de casa! :)


Beijitos :)

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Passatempo - Prisão de Palavras - Natal


Ei, pessoal!


Os autores do Prisão de Palavras lançam um desafio aos seus leitores.


O desafio consiste em escrever um conto - de estilo e formato livres - com a temática do Natal. O mesmo não deve ultrapassar os 1000 caracteres, não tendo limite mínimo.


Deverão enviar o conto em formato word para o mail abaixo mencionado a partir de hoje e até dia 10 de Dezembro. Os três melhores, escolhidos pelos autores do Prisão de Palavras serão publicados a partir de dia 20 do mesmo mês.


Participem, e dêem asas à vossa criatividade!


E-mail de envio de textos: cljjanedoe@gmail.com






Portanto, meus queridos leitores e visitantes... Já sabem!
Estão convidados, intimados, desafiados a participar!!! :D

Boas escritas!
;)

domingo, 18 de Outubro de 2009

Um fim-de-semana...

... em cheio!

Estou derreada!

Num resumo alargado:

* Estafei-me a brincar com os meus 7 vícios e com os puppies;
* Estive com os meus manos e manas quase todos;
* Tive uma visita inesperada da minha tia-avó que mora em França (logo ali... ;) )
* Tenho mais um sobrinho de coração (nasceu à tarde);
* Comi doces até me fartar (mentira, que dificilmente me farto... :p), por estarmos a festejar os anos da N.º 4;

Bolo de aniversário:


Mousse de chocolate:


Arroz doce:


Tiramisú (lê-se assim: "Tiramisso_dafrente_senão_eucomo..."):


Farófias:



Num resumo resumido:

:D



Beijos a todos :)

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

"Está tudo bem"...

... dizes, com um sorriso, a quem te pergunta.

Será que só eu vejo que tens um brilho de mágoa e ferida no olhar?

As pessoas vêem-te sorridente, alegre, a "curtir a vida ao máximo".
Criticam, invejam-te, talvez.

Será que não vêem a dor por detrás da fachada? Os medos, as ansiedades, as lágrimas?

Apresentas-te, em público, sempre "na moda", e sempre com sorrisos e simpatia, dinamismo, boa disposição.

Será que ninguém se apercebe da solidão à noite, dos lindos olhos tristes cheios de lágrimas reprimidas?

E o tempo passa...
Perdes o emprego, não consegues arranjar outro.
Acusam-te de preguiça e má-vontade, de seres "parasita", de não te esforçares, de não quereres trabalhar, de "teres a mania e nada te serve".

Será que ninguém percebe que te perdeste algures e ainda não te encontraste?
Que não te esforças porque não tens força, porque até para respirar e bater o coração é preciso uma energia que não tens?
Que te sentes mal, inútil, incapaz, um fracasso?
Que tens medo de tentar algo novo pois sabes que não aguentas se falhares, que não tens forças para isso?


Zangas-te com o teu amor, desatinas, criticas, irritas-te, choras, sofres, acabas tudo, recomeças.
Acusam-te de ser demasiado exigente, intransigente, impaciente, intolerante.

Será que ninguém vê que não estás bem?
Que a tua insatisfação também tem razão de ser?
Que a tua exigência é igual à tua dádiva?
Que mereces que te tratem bem e que lutem contigo pelo futuro?


E o tempo passa...
E as pessoas criticam, pressionam, chateiam, magoam.
Uns afastam-se.
Outros acreditam, ou fingem acreditar (porque lhes convém, porque não querem mesmo saber, porque é mais fácil não lidar com a verdade) que "está tudo bem", quando o afirmas.

E eu observo-te.
Tento acompanhar-te, não estar muito longe, escutar-te, conversar contigo.
Abraço-te quando choras, rimos quando algo nos alegra, conversamos, partilhamos.

E vou-te observando.
E defendendo-te perante outros, aqueles que te são próximos e que não se apercebem, aqueles que não são muito próximos mas que te criticam; vou-te defendendo e avisando que não estás bem. Que não estás no teu estado normal.

Vou-te lembrando das tuas qualidades, das tuas capacidades, porque eu conheço-te por dentro, e sei qual é o teu valor. E quando estás na merda, e não sentes ou não sabes qual é o teu valor, faço questão de to lembrar.

Vou-te tendo debaixo de olho, porque há coisas que já conversámos e que eu não repito, pois tu sabes que eu sou "assim", tu és "assim", e estou aqui para ti tal como tu estás para mim.
Sem pressões.
Com amizade.


E o tempo passa, e recentemente, um médico que nunca te vira, um médico que está contigo duas ou três horas, analisa-te, observa-te, avalia o teu estado.

"Depressão grave", é o veredicto.

E foi preciso um médico, um ilustre desconhecido, ditar a sua conclusão, para tu te aperceberes e assumires que realmente "não está tudo bem".

Foi preciso isso para que, com alguma incerteza e mágoa, aqueles que te são próximos, que são do teu sangue, assumirem que precisas de ajuda.

Não deixa de ser triste, convivermos uns com os outros e não estarmos realmente atentos.

Mas agora, vai ser mais fácil.
Assumires que tens um problema, facilitou tudo.
Os outros assumirem e aceitarem que tens um problema, também.

Agora, e segundo o médico, só tens uma missão.
Não é arranjar um emprego, apesar do peso das contas para pagar.
Não é terminar outras tarefas que tens em mãos, apesar da pressão dos outros.
Não é fazeres o que os outros querem.

Neste momento, disse ele, a tua missão nem sequer é "ser feliz".
É apenas ser "um bocadinho menos infeliz".

E ontem, ao conversarmos sobre isto, eu disse-te que o teu rosto estava diferente.
Perguntaste se melhor ou pior.
Respondi-te a rir: "Está uma merda, tens olheiras, a pele baça e pálida. A parte boa, é que a partir de agora, vais mesmo melhorar. E com chocolates!!!"
E tu sorriste, num sorriso rasgado e com um brilho diferente, um pouco mais alegre, esperançoso, e contaste, com entusiasmo, a compra de tabletes enormes de chocolate negro.

Porque os teus níveis de serotonina estão baixos e o chocolate ajuda a equilibrar.
E eu ainda te menciono a banana, e apanhares sol.

E só te deixo quando o teu amor chega a casa, e volto para a minha. Não te quero deixar só, tu percebes porquê.

Aqui, escolho uns filmes cómicos para te levar, decido comprar uns livros que sei que queres ler, recomendados pelo médico, e lembro-me de te comprar mais chocolates.

E há pouco, falámos ao telefone, e fizémos planos para amanhã. Planos à minha moda, que passou a ser a tua também: alinhavamos a ideia, podendo mudar tudo à última da hora... Sem stress. Que "amigo não empata amigo".
Levar-te-ei os livros e os filmes e os chocolates.
Mimar-te-ei.

Porque é amanhã.
Porque foste a tempo ao médico (apesar de que deverias ter ido lá há mais tempo), para poderes ter "amanhã".
Porque o médico avisou que se tivesses outra idade, se não tivesses ido lá agora, estavas bem perto de não ter um "amanhã". Demasiado perto de desistir.

E eu adoro-te.
E não te vou perder para uma qualquer doença, nem para coisa nenhuma.

Vai correr tudo bem.
E um dia destes, quando alguém te perguntar como estás, tu vais responder, sincera e honestamente, com um sorriso brilhante nos lábios e nos olhos:

"Está tudo bem..."

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

XBM 338



Adquiri uma MAP XBM-338.
Dito assim, parece que comprei algo que é uma loucura, certo?...

Mas eu explico...

Não comprei; trouxe de casa dos meus pais uma Machine à Pain, ou seja, uma máquina de fazer pão, que andava para lá aos caídos.

Além de andar com vontade de fazer pão ao meu gosto, no que toca a ingredientes, invenções e maluqueiras gastronómicas, também posso fazer bolos e massa de pizza.

Além disso, li nalguns fóruns que algumas MAP também dão para fazer compotas, assados e iogurtes.

E é aqui que preciso da vossa ajuda:
HELP!!!

Algum de vós já experimentou fazer compotas, ou sabe de alguém que tenha experimentado fazê-las nesta máquina?
E iogurtes?

Se souberem de alguma coisa, por favor... Partilhem! :)

As instruções deste modelo estão aqui: http://imp.supertoinette.com/recettes/MAP/notice/manuel_XBM-338_francais.pdf


Obrigada! :)




PS - Qualquer semelhança entre a minha máquina e estes padeiros é pura coincidência...
E se estivessem na minha cozinha, sei bem onde daria umas dentadinhas e mordiscadelas... ;)

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

E Deus fez a mulher...


Houve harmonia no paraíso.
O Diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O Diabo deu pontas duplas e ressecadas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O Diabo os fez crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O Diabo inventou a celulite, as estrias e o culote.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o Diabo os cobriu com lipoglicerídios.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O Diabo a fez falar demais.

Deus deu à mulher um temperamento dócil.
E o Diabo inventou a TPM.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O Diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o Diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O Diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:



O diabo é G A Y !!!!!

sábado, 10 de Outubro de 2009

Ontem...

... passei o dia todo com esta música a comichar-me no cérebro...

i gotta feeling
that tonight’s gonna be a good night
that tonight’s gonna be a good night
that tonight’s gonna be a good good night





E foi mesmo! :D




Bom fim-de-semana, se não vos visitar entretanto! :)
Beijooooooooos :D



quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Saí...

do cinema, após ver o filme "Inglourious Basterds".

Senti que chovia, ainda antes de chegar à porta do centro comercial, que empurrei.

A chuva caía em gotas finas e compridas, como agulhas. Abundante.

Não havia ninguém na rua.
Dei uma corridinha, na brincadeira de tentar chegar ao outro lado da rua, onde beirais me protegeriam parcialmente.

Senti-a.

Molhou-me o rosto, o cabelo, parte do peito que a gabardine não protegia, os ombros.
As pernas, os sapatos.
Molhou-me, mas não estava fria.

Então, parei.
Parei de correr.

Tirei os óculos e levei-os na mão, caminhando normalmente de rosto levantado à chuva que caía.
E ela caía, caía, caía...

Cheguei ao carro, entrei, limpei as lentes e coloquei os óculos; liguei-o, tendo que colocar os limpa-párabrisas no máximo, pois no momento em que entrei, começou a chover com mais intensidade.

Conduzi-me no regresso a casa, observando as ruas quase desertas, as valetas inundadas, e a chuva que caía, mais agressiva mas sem vento, caía direitinha...

Caía, caía, caía...

Cheguei a casa, coloquei o carro na garagem. Um guarda-chuva aguardava que eu o usasse, mas... Não. Não quis.

Saí da garagem, com a mala e o guarda-chuva fechado numa mão, e contornei o prédio, sentindo o silêncio da cidade adormecida, um carro que passava ao longe... E a chuva.

Senti-a, enquanto a ouvia a cair, a dançar nos telhados, nas caleiras, nas árvores, no meu cabelo, no meu rosto, em mim.

E avancei, feliz, alegre, com o prazer duma chuvada que me sabe do céu, que me vem do céu, que me presenteia...

E cheguei a casa, com o rosto a escorrer lágrimas doces de chuva, o cabelo a pingar, a roupa molhada...

E sentei-me aqui para vos dizer...

Adoro uma boa chuvada e estou... FELIZ! :)

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Tragam...


...uma taça e colheres, se faz favor...

Há farófias na cela amarela. :)

Obrigada pela visita! ;)

sábado, 3 de Outubro de 2009

Lua Cheia II

Ela lava a loiça do jantar, serenamente. A janela em frente deixa-a ver a Lua Cheia a brilhar sobre a vinha, na meia-encosta oposta. Já tinham feito as vindimas, e o ano fora farto, tanto no vinho, como no pão.

Está sozinha em casa, o marido saíra para a caça na floresta, como fazia todos os meses, na Lua Cheia e na Lua Nova.
Levara os cães com ele e só ficara Satan, o cão-lobo, grande e feroz, a proteger a casa.
Sentia-se segura, nunca houvera problemas, apesar de estarem numa quinta isolada no meio de montes agrestes, apesar de lendas sobre Lobos Brancos e feras do imaginário popular.


Lava a loiça, inconsciente de estar a ser observada por um vulto na floresta.

Ele vê-a bem, além de ter boa visão, ela está iluminada pelos focos por cima do lava-loiça. Mas mesmo que a não visse, sentir-lhe-ia o cheiro a léguas.
Ela tinha um perfume a carne fresca, a sangue doce, a sensualidade, a fertilidade.
E ele desejava-a, intensamente.


Tenta conter-se, a Lua ainda não está tão alta quanto o desejado, e ele sabe que há uma hora certa para tudo acontecer.

Espera, mais um pouco.

Sem fazer barulho, aproxima-se da casa, em passos suaves e furtivos.
O cão levanta a cabeça, mas bastou-lhe um olhar para ele se deixar estar quieto.
Um lobo sabe sempre quem manda na alcateia.

Avança e abre a porta, em silêncio.
Ela cantarola, na cozinha, para onde ele se dirige, sempre silencioso.

Deixa-se estar a observá-la, o corpo esguio a fazer da tarefa doméstica uma dança alegre.
Entre uma volta e outra, ela sente um arrepio na nuca e vê-o pelo reflexo da janela.

Disfarça o sobressalto e continua a cantarolar, baixinho...

E vai lavando a loiça, as facas de gume afiado bem ali junto às mãos dela.

Ele avança, subtil, sorrateiro, o corpo dela estava a deixá-lo zonzo de fome e sede. De ânsia.
Aproxima-se, lentamente.
Já está por detrás dela, quando ela se vira, subitamente, e...

Lança-lhe os braços ao pescoço.

“Amor!!!”, grita, feliz.

Ele abraça-a de volta; por mais que tentasse apanhá-la de surpresa, ela conseguira adquirir a capacidade de o sentir ainda antes dele chegar a casa.

Beijam-se, entre risos e mimos, e ele sente as mãos dela, molhadas, frescas, na nuca dele.

Deixam-se estar encostados, testa e nariz juntos, a mirarem-se.
Nos olhos de ambos, o desejo, a vontade, a paixão.

“Amor... Sabes que estou no período fértil...”, disse, delicada, a desejar a concepção dum filho do homem amado.

Beijam-se, docemente, enquanto a Lua desce sobre a Serra, enamorados, apaixonados, amados...

“Se tudo correr bem”, pensa ela, “daqui a nove meses dou-te um filho”.
Na vontade de compensá-lo dos dois abortos espontâneos que sofrera, e que os havia deixado de rastos.

“Se tudo correr bem”, pensa ele, “daqui a nove luas, nascerá a minha descendência, a minha raça”.
A qual, desgastada por consanguinidades, se tornara possível apenas no ventre generoso duma mulher humana.

Tarde demais...

... ou não?...



Little kisses...

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Acerca da solidão...

Dizem assim:

"He’s all alone, some things will never change"

Poderiam trocar o He por uma She... Mas... Há coisas que mudam...

E aqui está uma versão diferente do Dia e da Noite! :)



Enjoy it! :)

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

A fórmula do canivete é...

K2O3!!!

... A cantarem a Vaquinha! :D

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

E que tal um cházinho de...

Erva-cidreira?... :D



Chuac!

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Senti...

... o cheiro refrescante a erva molhada e verde.

Senti...
... O toque alegre da chuva ligeira na minha pele nua.

Senti...
... O vento brincalhão nos meus cabelos, a murmurar-me palavras que só eu entendo...



E o calor amansa, a vida acalma, na noite em que as nuvens cobrem, em corridinhas céleres, a lua que cresce...

:)

Festa?...

É aqui!




E hoje, o meu querido ex-marido faz anos!!!
Parabéns a ele! :)

Kiss kiss :)

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Feel in... Strange days...

Hoje...

Nem sei o que diga sobre hoje...
Foi um dia... Diferente.

Vesti roupa desportiva (t-shirt, calças de treino, sapatilhas) e sentia-me sexy. Por dentro.
E com o que se sucedeu ao longo do dia, acho que ando a libertar feromonas num raio de uns 300 kms...


Bem, adiante.
A seguir ao almoço, preparo as malas e venho para a cidade da minha Escola.

E pelo caminho, lembrei-me, como já me tinha lembrado noutras ocasiões, dum homem que foi o último homem com quem "andei a trocar fluidos".

Alguém que sempre senti como "aconchegante", como "o homem que nunca me magoará".
Sempre fomos honestos um com o outro, tal como faço questão de ser sempre, mas que, na verdade, raramente encontro essa honestidade nas outras pessoas.
E reparo, que estar aqui nesta cidade, sem ele, faz-me impressão.

Liguei-lhe.
Ele não pode atender, ligou-me mais tarde.

"Ralhei" com ele, que devia estar cá, que não era justo deixar-me cá sozinha.

Claro que ele não está porque não pode.
Mas considerou vir cá ter comigo, enquanto eu cá estiver.
Correria uma série de quilómetros para vir matar saudades, que também as sentia, disse.
Claro que ambos gostaríamos que ele estivesse cá.
Não necessariamente pelo "replay", já estivemos juntos outras vezes em que nada aconteceu.

Mas...
Confesso que é uma das presenças mais aconchegantes dos últimos... ui... 6 (?) anos...

É engraçada a relação que temos. Ele namora. Eu não.
Ele já mo disse (e não foi o único), que só trairia a namorada se fosse comigo. E mesmo que isso seja uma "conversa da treta dos homens", sei que ele está a ser sincero (tal como os outros que o disseram, e não, não estou a ser presunçosa).

Falamos sobre imensas coisas, sobre aventuras de todo o género, ou, simplesmente, estamos um com o outro. E sempre me soube bem. Sermos amigos.

E hoje, queria que ele estivesse aqui comigo. Hoje, não sei se resistiria à vontade de... "Algo mais".
Hoje estou frágil demais, mas também sei e sinto que hoje, se ele estivesse aqui, e eu quisesse... E ele soubesse que era por estar frágil e carente, ele não tiraria proveito da situação.
Ele sabe que se fosse o último homem à face da terra, a humanidade não acabava aqui. :)
Não sei se isso lhe basta, se saber isso lhe basta, mas...
Ele sempre me respeitou.
E é isso que me faz confiar nele como dificilmente confio num homem.

Hoje, decididamente, apetecia-me o aconchego dele. Os braços dele, o mimo dele. O sentir-me protegida e confiar nessa protecção.
Aconchego, mesmo.
Pronto.
Só isso.

Aconchego.

What's love

Alguém o diz, assim, com música...



Beijos

sábado, 26 de Setembro de 2009

Sim...

... Estou de volta!

E as minhas férias foram assim:

On my way...
in the deepest Alentejo...



Plantação de tabaco


Flor de tabaco


Ao passar numa terrinha (Brotas), vi uma tabuleta que dizia "Torre das Águias, Monumento Histórico". Fui espreitar, claro!!! :D

Torre das Águias, Brotas


Chaparros! :p


Bifes... :D


Presuntos... :D


As 5 fotos seguintes, foram tiradas com o carro em andamento... It´s kinda like lomophotos... :D













Arrifana beach, by night...







Vista da nossa casinha... :)







A nossa guardiã... :)


Vista da praia, para a nossa casinha!




A subir para casa...



Primeiro almoço...


... com direito a licor de nêspera oferecido por uma vizinha (de babar....... E ficámos com a receita, boa?? :D )


Ao lanche, "casquinhas de batata"... (Acho que isto é, na verdade, um aproveitamento de cascas de batata quando não sabem descascar como deve ser... lol Mas é bom! :) )



Do Bar, assistimos ao pôr-do-sol...








A grelhar beringelas e pimentos para o jantar...
... com sardinhas e batatinhas cozidas... :D




Vista do alto da Arrifana



Usado para ver roazes!!!



Surfistas na Arrifana... (mas o mar estava muito flat!)




Praia do Amado









O Lobo, a Gata e a Pipas a brindarem (eu fotografei, que não gosto de cerveja! :p )








Jantarinho na Pizza Pazza, Padrelas

Deliciosas!!! :D
(A minha era a 3 Macacos, com rucola, espinafres e queijo de cabra, à esquerda e em baixo, na foto.)


Parede pintada em Aljezur (foto tirada com o carro em movimento e a Pipas a chamar-me doida, por estarmos no meio do trânsito e eu é que ia a conduzir... ehehe)




E foi assim, parte das minhas férias.

Que, apesar de curtas, foram deliciosas, descansei imenso, relaxei, tive novas experiências...

Adorei!!!!!!!!!
Adorei a praia, o tempo estava fabuloso (fui ao banho, mais que uma vez!), a casinha e, acima de tudo, o convívio, que dos 4 que éramos, só conhecia a Gata.

Agora, já estou na minha casa, mas amanhã vou embora de novo, desta vez para me dedicar ao mestrado de corpo e alma...

Agradeço-vos a todos as vossas visitas na minha ausência, e peço desculpa, mas só "volto para vocês" no próximo fim-de-semana...

Agora vai doer, a "dar ao dedo" na tese.

Mas eu volto!!! :D
(E se tiver tempo, ainda vou preparar uns posts agendados).

Beijoooooooooos a todos! :)


PS - Só mexi no tamanho das fotos, nem sequer trabalhei as cores para realçar... O tempo esteve MARAVILHOSO!!! :D

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Devo...

... regressar hoje, se tudo correr bem.

Não sei como regresso, mas sei como parto:

- Tenho uma alergia alimentar (nem sei a quê), que me deixou as pernas sarapintadas com cerca de 52 "babas" comichosas parecidas com mordidelas de melgas (mas não são...) (a minha irmã está na mesma, mas com menos babas, e não conseguimos perceber que comida foi...);

- Tenho uma nódoa negra ENORME na perna esquerda, de ter escorregado na banheira da minha irmã;

- Tenho o dedo mindinho inflamado, e também não sei porquê;

- "Matei" o aspirador ao limpar o carro (pelo menos fez um barulho estranho e cheirou-me a queimado)...

Por outras palavras:
Cada vez que vou de férias A SÉRIO, acontece-me alguma... :s


MAS...

- Já estive com 6 dos 7 sobrinhos;

- Já estive com amigas que não via há algum tempo;

- Já fui a uma consulta de reiki e estou... beeeeeeeeeeem... :D

E além disto tudo...

Está SOL e CALOR!!! :D



See you later!

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

O Sorriso...





















Palavras, para quê?...

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

WTF?!?!?!? - Alimentos

As coisas que uma fada lê por aí (e que ainda não verifiquei a veracidade, mas... Não me admira nada... :s) :

"A Ameaça Real

Enquanto a agenda esotérica da media está ocupada dirigindo os medos nos corações do mundo ao se focalizar no terrorismo, aquecimento global, salmonella, falta de alimentos, as reais ameaças estão clandestinamente se tornando uma realidade. Logo cada coisa que você coloque em sua boca [com a exceção dos remédios, com certeza] serão altamente reguladas pelo Codex Alimentarius, inclusive a água. Os padrões do Codex são uma completa afronta a liberdade de uma comida e água limpas, ainda que estes regulamentos não tenham ainda um vigor legal internacional. Porque devemos nos preocupar? Este padrões mandatórios logo serão aplicados a cada país que seja membro da Organização Mundial de Comércio [OMC]. Se os países não seguirem estes padrões, então enormes sanções comerciais serão o resultado. Alguns padrões do Codex entrarão em vigor em 31 de dezembro de 2009 e uma vez iniciados serão completamente irrevogáveis; eles incluem:

* * Todos os nutrientes [vitaminas e minerais] são para serem considerados toxinas/venenos e devem ser removidos de todo alimento porque o Codex proibe o uso de nutrientes “para evitar, tratar ou curar qualquer condição ou doença”.

* * Toda comida [inclusive orgânica] deve ser irradiada, removendo todos os nutrientes tóxicos das alimentos [a menos que ingeridos localmente e crus].

* * Os nutrientes permitidos serão limitados a uma Lista Positiva desenvolvida pelo Codex que incluirá tais nutrientes benéficos como fluoreto [3.8 mg diariamente] desenvolvidos do desperdício ambiental. Todos os outros nutrientes serão proibidos nacionalmente e internacionalmente em todos os países membros do Codex

* * Todos os nutrientes (por exemplo, CoQ10, Vitaminas A, B, C, D, Zinco e Magnésio) que tenham qualquer impacto positivo na saúde do corpo serão considerados ilegais sob o Codex e são para serem reduzidos a quantidades desprezíveis para a saúde humana.

* * Você não será capaz de obte-los em qualquer lugar no mundo, até mesmo com uma prescrição médica

* * Todo anúncio sobre nutrição [incluindo escrito online ou em artigos de revistas científicas ou por conselho oral de um amigo, membro da família ou qualquer um] será ilegal. Isto inclui notícias de naturalnews.com sobre vitaminas e minerais e todas as consultas a nutricionistas.

* * Todo o leite extraído diariamente das vacas deverá ser tratado com o hormonio de crescimento recombinante bovino da Monsanto

* * Todos os animais usados para alimento serão tratados com potentes antibióticos e hormônios exógenos de crescimento.

* * A reintrodução de pesticidas orgânicos mortais e carcinogêncos que em 1991, 176 países [incluindo os EUA] tem banido mundialmente, incluindo 7 dos 12 piores da Convenção de Estocolmo sobre Persistentes Pesticidas Organicos ( Hexachlorobenzeno, Toxafeno e Aldrin) serão permitidos retornarem aos alimentos em níveis elevados.

* * Níveis tóxicos e perigosos de aflotoxina (0.5 ppb) no leite produzido por condições ruins de armazenamento do alimento animal serão permitidos. A aflotoxina é o segundo carcinogeno mais potente [não radioativo] conhecido pelo homem.

* * O uso obrigatório de hormônios de crescimento e antibióticos em todos os rebanhos alientares, peixes etc.

* * Implementação mundial de transgênicos não identificados nas plantações, animais, peixes a árvores

* * Níveis elevados de resíduos de pesticidas e inseticidas que são tóxicos para humanos e animais.

Alguns exemplos de potenciais níveis de segurança permissíveis de nutrientes sob o Codex incluem:

* Niacina – limites superiores de 34 mcg diariamente (as doses eficazes diárias incluem 2000 e 3000 mcgs).

* Vitamina C – limite superior de 65 a 225 mcg diário (dose diária eficaz inclui 6000 a 10000 mcgs).

* Vitamina D – limites superior de 5 µg diário (dose diária eficaz inclui 6000 a 10000 µg).

* Vitamina E – limite superior de 15 IU de alfa tocoferol apenas por dia, até mesmo embora o alfa tocoferol por si só tem implicado no dano celular e é tóxico para o corpo (dose eficaz diária da mistura de tocoferóis incluem 10000 a 12000 IU)."


in http://conspireassim.wordpress.com/2008/09/29/codex-alimentarius/

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Outono...

Ela observa o Sol a descer, calmamente.
O vento, já fresco, agita-lhe a saia comprida e vermelha, refresca-lhe os braços destapados.

Sente um arrepio de frio, mas quer ficar.
Embrulha-se no xaile preto de algodão, bordado com flores e pássaros coloridos, que trouxe de casa.

Hoje, a luz e a escuridão encontram o equilíbrio.
Igualdade.
Apenas por um dia, tal como ocorria na Primavera.

Hoje, recomeça o ciclo que levará ao Inverno.
Em que as noites serão mais longas que os dias, em que o frio se fará sentir e gelará corações.

Outono...

Ela gosta do Outono.
A Natureza começa a adormecer, as árvores vestem-se de cores quentes antes de se despirem das folhas e se prepararem para o longo sono invernal.
Tudo tem uma cor e um cheiro diferente.

Sente-se grata.

O ano foi farto, o celeiro está cheio de trigo, centeio, aveia e cevada, para o pão e para a cerveja, para o povo e para o gado.
No lagar, pisam-se as últimas uvas, as mais tardias; já se fermentam mostos e destilam-se aguardentes, já se guardaram jeropigas doces e embriagantes. Os homens cantam e riem e conversam, contando façanhas da caça e da pesca.
As pilhas de lenha seca, cobertas, aguardam os dias mais frios e os fumeiros de carnes.
Figos inteiros e pedaços de pêssegos, pêras e maçãs secam ao sol, em tabuleiros cobertos por tecidos leves de algodão que os protegem das moscas, sendo levados ao anoitecer para dentro de casa, por mulheres atarefadas e alegres.
O gado recolhe-se nos estábulos, por pequenos e jovens pastores.

No Castelo, tal como nas casas do povo, buscam-se os agasalhos e as roupas de cama mais quentes, que as noites já estão frescas e continuarão assim, cada vez mais frias, até à Primavera.

Ela observa o céu, parcialmente nublado, de pequenas nuvens que anunciam chuva.
A Lua já se vê, uma pequena nesga de luz ainda a crescer.

Não trovejara na Lua Nova, o que lhe agradara.
"Lua Nova trovejada, trinta dias é molhada", diziam, e ela mantinha-se atenta a esses sinais e a essas sabedorias, pois tinha a saúde da aldeia a cargo dela.
Já tinha as plantas secas e arrumadas para as constipações usuais, para as febres, para as dores de garganta: flores de sabugueiro, tília, camomila, menta...
Já tinha mel, recolhido há pouco tempo.
Faltava colherem os frutos globosos e dourados dos marmeleiros, adoráveis em puré ou assados com carnes, deliciosos em marmeladas e geleias.

Estava contente.

Agora, no Outono, preparar-se-iam as terras para as culturas de Inverno, encher-se-iam as despensas com conservas de frutas e legumes e carnes, a prepararem-se para o Inverno agreste e nevoso que os trancaria em casa, por vezes, dias a fio.
Iniciar-se-iam novos trabalhos de costura e malha, pequenas obras de arte que nasceriam junto à lareira.

Agora, no Outono, ela entrava num período de maior introspecção, virada para si mesma, para as suas vontades e desejos.
Teria mais tempo para ler, para escrever as estórias daquelas gentes e daquelas terras, daquele senhor e daquele castelo, para anotar as doenças e as curas, os acontecimentos passados e as previsões...

Outono...
Tempo de recolher e recolher-se...
O Sol põe-se, e surge a Noite, irmã gémea daquele Dia...

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Sentada num poste de madeira de uma cerca, ela cruzou as pernas elegantes. O vestido em seda azul, leve, esvoaçava com a brisa ligeira do final da tarde de Setembro. Deixou-se estar a observar as duas aves, aquelas especiais e diferentes de todas as outras da floresta.

Dois pássaros, tão diferentes, apesar da mesma espécie.

Um deles, azul, esvoaçava de ramo em ramo, meio perdido, meio desorientado.
Não construía o ninho, não queria saber, limitava-se a saltitar dum lado para o outro.
De tempos a tempos, olhava para ela, e no olhar dele via-se o medo que ela o recriminasse, que ela o condenasse nas suas atitudes errantes e sem rumo.
E via-se a vontade tímida de ter um ninho seguro, mas que ele não estava a conseguir construir. E por isso, saltitava.

O outro, o negro, estava empoleirado num ramo e ia construindo um ninho pausadamente, metódico, decidido. E observava-a, de tempos a tempos, como que para se certificar que ela estava ali.

Eram ambos machos, ela sabia-o.
E ambos sem fêmea, mas com comportamentos diferentes.
Um saltitava, o outro construía.
Ambos solitários.

Deixou-se estar a observá-los, sossegada, um pouco mais.
O olhar recriminatório que o pássaro azul via nela, não existia.
Ela não recriminava o vôo errante dele. Ela apenas observava.

O olhar avaliador do pássaro negro, não a assustava nem inquietava.
Já o observara muitas vezes, já o conhecia.
Mantinha-se serena sobre aquele olhar, sem nada a esconder, mas sem nada a mostrar.

O olhar dela, límpido como água e profundo como a terra, era misterioso por si só.

Observou-os mais um pouco. Um sorriso desenhou-se-lhe nos lábios.
Depois, a fadinha espreguiçou-se e abriu as suas asas azuis e brilhantes, um clarão de céu contra o verde do prado e ergueu-se. Olhou para eles, para ambos, uma última vez.
E esvoaçou, partiu...

Foi embora.

WTF!?!??! - Chemtrails

Tanto que eu gosto de olhar para as nuvens...

E alguém me sabe dizer porque raio parece que estamos a levar com banhos de químicos!?!??! Em jeito de cultura a ser pulverizada!?!??! (Nota: É proibida a pulverização de produtos fitossanitários, por aviões, em Portugal)






Procurar: Chemtrails VS Contrails

domingo, 20 de Setembro de 2009

Cartão Vermelho




Fui desafiada pela Smootha a mostrar 10 cartões vermelhos.

Atribuo-os…

1 - Sociedade - à classe (sem classe) política nacional

2 – Saúde - ao alarmismo acerca da gripe A

3 – Guerras - nenhuma tem justificação

4 – Fome - não há falta de comida, há má distribuição de bens

5 – Ao desaparecimento, ou perigo de extinção, devido à estupidez humana, de espécies de animais e plantas.

6 – À ignorância por preguiça

7 – À poluição devida a interesses económicos

8 – À New World (dis)Order

9 – Aos "produtos milagrosos", banha da cobra do séc. 21: Actimel, Danacol, Becel...

10 – Sexo - às malucas que furam preservativos e aos tolos que julgam que "3 é suficiente"


E passo o cartão, para que outros o atribuam, a:

Eu Mesma! (porque não resiste a um desafio e é uma menina com opinião!)
Mister.io (Porque anda-se a baldar na escrita e eu tenho saudades! - E porque me deu já dois selos e um deles implicou violência!!!)
Jane Doe (Porque "anda com vontade" de dar uns selos...)
Bruno Fehr (Porque desconfio que ainda me vou "bater" com ele... ;) )
Vani (Para não fugir muito à blogosfera)
Forteifeio (Porque sim... ehehe)
Mag (Para lhe dar "trabalho"... lol E porque sei que se preocupa!)
Brunildo (Porque não precisa ser apenas com o megadildo, podem ser cartões vermelhos!)

E a quem quiser, claro!


Atenção que o desenho original no desafio não era este...
MAS a Smootha tem o blog dela a dizer "Daqui não levas népias", e na verdade, a figurinha é tenebrosa...
Por isso pus esta. E porque não encontrei outra mais ao meu género! :)
E não vos linko, aos seleccionados, por pura preguiça... Afinal, se vocês me lêem, têm a obrigação de ver que estão aqui! :p
E estou com sono, que são 6 da manhã... :)

Sintam-se livres de a mudar, já sabem que aqui não se seguem muito as regras! :D


E peço desculpa às meninas que me têm atribuído mimos e prémios, e que ainda não postei...
Se não me esqueci de nenhum (e se esqueci, lembrem-me!), tenho da ...Ju... e da Mag, pelo menos...
Lá chegarei! :)

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Prenda de Aniversário

Ela estaciona o Bugatti Veyron mesmo em frente a casa dele. Sai, as pernas elegantes a terminar numas sandálias pretas de salto-agulha. O corpo dela, descontraidamente envolvido por um vestido curto preto, com botões à frente, de alto a baixo, condiz com o carro: curvas elegantes, postura sedutora, de lince.
No pescoço, um fio de ouro trabalhado, exótico mas discreto, tal como os brincos pequenos com safiras.
O cabelo longo, apanhado num penteado discreto estilo Audrey Hepburn, realça-lhe o rosto suave e terno, que choca pela sua inocência em todo o conjunto provocador.

As pessoas param, para a olhar. Apesar da beleza chamativa do automóvel, ela atrai mais a atenção do que qualquer outra coisa.

Ela avança, serena, num passo delicado e suave, sensual e elegante.

Quase se ouve, a ecoar nos ouvidos dos espectadores, o refrão de “She’s a lady...


Aproxima-se e abre a porta do prédio, sobe as escadas, chega ao apartamento dele. Tira a chave da malinha e abre a porta.
Sabe que ele não está em casa, conhece parte da rotina dele.

Tira os óculos de sol, pousa a malinha, liga a aparelhagem.
Senta-se calmamente no sofá, à espera.
Não lhe dissera nada, ele não a espera.
Ouve barulho no hall do prédio, é ele que chega. A chave na porta, o trinco que se move.

Ele entra em casa e fecha a porta, sem se aperceber dela.
Vem suado, da corrida vespertina de todos os dias.
Avança um pouco e estaca quando a vê.

Sentada, as pernas magníficas cruzadas, no rosto desenha-se um sorriso alegre e atrevido.
Ele fica mudo.
Não a esperava ali.
Ela quebra o silêncio: “Parabéns!...”
Ele sorri e agradece, tímido: “Obrigado...”
Sente-se envergonhado, está suado, desarranjado.

Aproxima-se dela, hesitante, mas com vontade de a tocar. Estende-lhe a mão, num gesto cavalheiro.
Ela aceita a mão dele e ergue-se, envolvendo-o com o perfume dela, doce e desejável. Ele beija-lhe a mão, delicado, o olhar a gritar de desejo e timidez.

Na aparelhagem, Jane Birkin e Serge Gainsbourg, começam a cantar.


Ela sorri e aproxima-se mais dele.
“O menino dança?...”, convida, meiga e sedutora.

Ele ri-se, a tentar disfarçar a timidez e a vontade.
“Linda, estou todo suado...”

Ela levanta um sombrolho e sorri ligeiramente.
“E?...”

E abraça-o devagar, suavemente, encostando o corpo elegante ao corpo molhado dele. Ele envolve-a com os braços, sentindo a seda macia da roupa dela, as curvas sensuais, o calor dela.
E dançam, encostados, os rostos a tocarem-se, a respiração de um no pescoço do outro.
Dançam, delicados, frágeis, como se o chão fosse feito de nuvens e sonhos e flocos de algodão doce.
Dançam, e mesmo quando a música acaba, deixam-se estar, encostados, a dançarem na música que só eles ouvem, que ecoa dentro deles...

A certa altura, ela murmura, ao ouvido dele, numa voz quente e cheia de promessas: “Tenho uma prenda para ti... Queres?...”
“Sim...”, murmura ele, suspenso no tempo daquela dança.

Ela afasta-se um pouco dele e olha-o profundamente nos olhos.
Desabotoa os dois primeiros botões do vestido, deixando antever a lingerie de seda negra a cobrir os seios suaves.
O olhar dele desce, desliza e despista-se na promessa das curvas dos seios dela.

Ela murmura, a fixá-lo, a beber-lhe o desejo do olhar, numa voz suave e sensual...

Desembrulha...”

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Apenas dois minutos

“Amor...”, chamei.
Não me respondeste, entretido com outra coisa qualquer.
Chamei um pouco mais alto.
“Amoooor...”

Continuaste sem me responder.
Levantei-me e dirigi-me ao escritório, onde o teu rosto concentrado permanece iluminado pelo ecran do computador, onde estás meio de costas para mim.

“Amor, tens dois minutos?”, perguntei.

Quero mimo, apenas, um pouco de mimo antes de dormir. Sei que ando carente, mas acima de tudo, sinto a tua falta.
O facto de estares “aqui”, presencialmente, não te faz “aqui”, emocionalmente.
O teu corpo está a quatro metros de distância, a tua cabeça está algures num negócio, o teu coração... Não faço ideia.

Não me respondes; tento ver se tens os auscultadores nos ouvidos, tentando justificar o facto de não me ouvires.

Não tens.

O telemóvel toca.
“Sim?”, atendes, rapidamente.

Deixo-me estar à porta, sem me veres, com o coração a começar a tremer, a rachar.
Já confirmei que não tens os auscultadores, nem estás surdo. Estás apenas “tão perto e tão longe”.

Ouço a tua conversa. De trabalho, claro.
Nem eu suspeitaria de outra mulher, sei que a tua amante é o trabalho, sempre o trabalho, sempre a vontade de construir um Futuro melhor.
E eu sempre questionei se não é melhor construir o Presente. Se não é melhor construir alicerces fortes e estáveis hoje, condições emocionais saudáveis para o Presente, do que condições financeiras para “Amanhã”.


Encosto-me à porta a ouvir, à espera de falar contigo, uma vez que já não estás com a cabeça enfiada no computador.

“Depois de amanhã? Sim, pode ser.”, dizes, e eu arrepio-me.
“Não, não tenho nada marcado, pode ser sim. O dia todo, sem problema, tratamos disso.”, continuas, e os meus olhos começam a encher-se de lágrimas.
Ouço-te despedir e desligas.

“Amor, tens dois minutos?”, tento, pela última vez, a não querer acreditar no que acabei de ouvir.

Olhas para mim como se eu fosse um fantasma, e dizes, já meio distraído: “Diz.”.

Engulo em seco e tento que não se note a minha voz a tremer.

“O que estavas a combinar para depois de amanhã?...”
“Ah, trabalho, aquele que te disse há uns tempos. Saio amanhã à noite e volto depois de amanhã, já tarde.”, e retomas o teu trabalho, sem sequer ver as lágrimas silenciosas que me escorrem na face.
Engulo um soluço e vou para o quarto.

Sento-me na nossa cama, aturdida.
Não acredito que marcaste um dia inteiro de trabalho, um trabalho que eu sei não ser urgente, um trabalho que eu sei que poderias fazer na próxima semana, ou até no próximo mês, para o dia dos meus anos.

Não acredito, não quero acreditar.

Mas fizeste isso. Esqueceste-te, ou desdenhaste, do facto de te ter dito, há já duas semanas, de te ter pedido para não marcares nada para os meus anos, para podermos sair um pouco, só nós dois.
As lágrimas correm, silenciosas, sem pedir licença, e eu sinto-me tão só...

Levanto-me e limpo o rosto com as costas da mão. Respiro fundo, ou faço de conta que respiro, o peito dói-me bem cá dentro.
Abro o armário, pego num saco de viagem, o mesmo que iria ser usado na viagem que não vamos fazer. Começo a arrumar-lhe alguma roupa dentro, devagar, metodicamente.
Saco pronto.
Pego na mala maior, arrumo mais roupa. Objectos de toilette, perfumes, calçado.
Tudo arrumadinho.

Pego nas malas e dirijo-me à porta.
Pouso-as.

Pego no caderninho de recados e escrevo, sem lágrimas, porque estou em choque com a minha decisão.
“Lamento não teres tido dois minutos. Dois minutos em que verias, com um pouco de atenção, a dor que me causaste impensadamente.

Dois minutos que me permitiram sofrer a visão daquilo que será o nosso futuro: eu sozinha a teu lado, um mero "bibelot" que se mostra aos amigos e aos colegas, alguém que deixou de ser gente e passou a ser o objecto que está lá, não sai do mesmo sítio. Bonita, agradável, simpática, certa.

Dois minutos que me fizeram lembrar estes últimos dois anos, os sacrifícios que fiz por ti, tudo e todos que deixei para vir ter contigo, longe da minha família, dos meus amigos, da minha terra, a solidão que passei, e aperceber-me que durante estes dois anos, foi sempre assim.

Teres-me aqui, na certeza que o meu amor por ti me faria aguentar, me faria ficar.

Teres-me aqui, e depois de cada discussão, de cada queixa minha sobre a solidão a que me votaste, dizeres-me que estavas a lutar pelo nosso futuro e fazeres-me companhia dois ou três dias, até voltares ao mesmo.

E sim, eu amo-te. E foi por isso que fui ficando. Na esperança que fosses aquele que me prometeu que zelaria por mim, cuidaria de mim, que partilharia a Vida comigo.

Mas sabes?... Também me amo. Reconheço-me como uma pessoa que constrói Futuros assentes em Presentes construídos por dois, alicerçados em momentos de partilha, de comunhão.

Mas...
Agora não interessa.
Quem não tem dois minutos para a pessoa amada, não tem tempo para o Presente e não terá um Futuro, porque misturou tudo.
Adeus, Amor.”


Pouso a caneta e apercebo-me que continuas no mesmo sítio, preso ao trabalho.
Mas essa prisão é tua, não é minha, e não tens o direito de me aprisionar contigo aí. Não aí.

Pego nas malas, abro a porta, saio, e fecho-a, silenciosamente.
Caminho, de cabeça erguida.
Mas sem saber se estou em choque, ou apenas decidida.

Uma coisa é certa: sou gente, não sou um objecto.
E ninguém me tratará como tal.

Areias e livros = a férias

Isto está a correr bem... :D

Ontem saí para trabalhar com o meu amiguito que vai embora.
O dia correu bem e um senhor amigo dele ofereceu-nos vinho.
Que bebemos ao jantar (2 garrafas...) na companhia da Coccinelita e do namorado. :D
E que bem me soube, tanto o vinho, como o jantar e, acima de tudo, a companhia!!! :)
(Mais logo mostro as fotos, para vos "meter nojo", claro... eheheh)

Hoje, venho trabalhar e, na hora do café, aparece-me uma colega com o correio.

E sabem o que trazia o correio, sabem??
Pois, não sabem! :p

Mas eu digo!!!

Dois livros autografados (DOIS!!!), de uma autora portuguesa (que eu não conheço mas vou passar a conhecer!), e um saquinho com areias de Cascais, aqui p´rá menina, que uma amiguita mandou!!!
(E eu nem faço anos, boa??? :D)

E como eu vou de férias dia 17 (finalmente!!!), vai ser a minha leitura de férias!
(Sim, porque não vou levar o computador, e não vos vou poder ler, e o meu vício n.º8 precisa de manutenção!!!)
E como vou para a praia (nem que chova, eu vou!!!), os livros e as areias (bolinhos magníficos e que eu não conhecia - antes de lhes meter o dente, claro, que já comi dois... lol) já me estão a saber a férias... :)

Digamos que... O dia está a começar bem!!!!!!!! :D

Beijinhos a todos e BOM DIA PARA VOCÊS!!!

domingo, 13 de Setembro de 2009

A Grande Loucura


Nestes dias, e no seguimento daquilo que eu chamo de Strange Days, tem sido cada vez mais forte e intensa a vontade de sair, de partir.

Para onde? Porquê? Fazer o quê? Em que condições?...
Estas perguntas agitam-se no meu cérebro, o qual, na verdade, anda em baixo de forma.

Tentei tornar gráfica as questões, numa forma de, também, ordenar os pensamentos.

E saiu isto:



(imagem da fada elaborada pela Jane Doe)



Ou seja, nem sempre a abertura duma porta implica o fecho de todas as outras...

Mas, neste momento, surgem as questões dos motivos, das vantagens e das desvantagens de cada opção.

Pensem comigo:

A porta azul é a mais urgente.
Ficar aqui, nesta cidade e neste emprego.

A cidade não me cativa, nem me prende. Aliás, nunca nenhuma cidade ou sítio o fez, não há nenhuma terra que me leve a pensar "quero ficar aqui para sempre". Sempre disse que "casa, é onde ponho a minha cabeça na minha almofada e durmo descansada".

Emprego:
A estabilidade profissional está, de certa forma, sempre comprometida, devido à "crise". Ou seja, hoje em dia, nenhum emprego é seguro (tirando ser politico mentiroso e aldrabão, mas não tenho estômago para isso, nem perfil.)
No entanto, é um pássaro na mão...

Gosto do meu trabalho.
Por outro lado, cada vez faço menos o que gosto e me afundo em burocracias e papéis, e vejo o Governo a lixar tudo e todos, principalmente quem mais trabalha.
A perspectiva de evolução, no trabalho, é pequena, estou a sentir mais estagnação e regressão ou retrocesso que outra coisa. Nem o mestrado na área servirá para evoluir profissionalmente (leia-se "fazer o que gosto, ser reconhecida e ter melhor ordenado").

Partir, sem destino.
Significa apresentar uma carta de despedimento, dar 2 meses ao emprego, e sair sem outro emprego em vista, deixando de ter ordenado e sem subsídio de desemprego.
Significa sair desta cidade, levando as tralhas todas para o sítio do costume das tralhas: a casa da minha mãe.
E ficar por lá até decidir o rumo.

Partir, com destino.
Apresentar a carta de despedimento, dar os dois meses (ou a indemnização) e ir trabalhar para outro lado, tendo já um "ramo" na mão antes de largar este.
Uma situação mais segura em termos profissionais e monetários, mas que ainda não existe na realidade.
De preferência, ir para perto da casa da minha mãe, por várias razões, entre as quais estar mais perto da família.

Porta Violeta
Sair do país VS ficar no país:
"Sair" é sempre uma aventura e ia-me custar, essencialmente e MUITO, ficar longe dos meus garotos, da minha família, sendo que um dos motivos de querer sair daqui é, precisamente, estar a uma hora de caminho da 7ª, numa direcção, e a 2h e meia dos restantes sobrinhos, na direcção oposta.
Sair sem rumo e sozinha é uma possibilidade que me assusta, confesso. Mas que também me seduz.
"Ficar" começa a ser cada vez mais difícil, devido à noção fantástica que tenho desta classe política que só nos fod€...

Porta Rosa
Continuar da Área 1 VS Mudar para a Área 2
Ok, estamos de crise e blá blá blá, não há nenhuma área que seja segura.
Tenho formação na Área 2 e dizem que tenho "jeito", além de ter gosto por ela. Tem a ver com Reiki e massagens terapêuticas, e agrada-me quando as pessoas saiem de junto de mim melhores do que quando chegaram.
Mas não deixo de gostar da Área 1, daí ponderar a coexistência de ambas, nem que a 2 fosse em regime de part-time.

Porta Verde
Se mudar para a Área 2, terei de continuar a formação na mesma; se continuar na Área 1, posso não ter tempo para a prática, apenas para mais formação...

Porta Laranja
Estudos:
Uma das possibilidades era candidatar-me a uma bolsa de Doutoramento, depois de acabar o mestrado. Claro que me posso sempre candidatar, mas claro que é sem garantias de que fosse aceite.
A bolsa dar-me-ia a estabilidade monetária que faltava e além disso, poderia eventualmente realizar a tese perto da minha família; era uma questão de escolha do tema.

Em primeiro, pretendo acabar o mestrado, mas é uma consideração a ter.

E claro, posso sempre pensar em realizá-la no estrangeiro.
Ficar neste trabalho, invalida o doutoramento.

E a questão do Doutoramento prende-se apenas com o facto de gostar de investigação.


Conclusão:
No meio disto tudo, sinto uma certa urgência que não sei explicar, em tomar uma decisão.
Talvez seja apenas resultado de cansaço e desânimo.
Talvez depois de ir de férias e voltar, as coisas estejam mais claras, ou menos urgentes.
Não sei.

Mas neste momento, apetecia-me a Grande Loucura:
Deixar o emprego, guardar as coisas na casa da minha mãe, pegar no pouco dinheiro que tenho (e eu tenho consciência que é pouco, pelo menos para ter um certo grau de "bem estar" durante o tempo necessário), pegar na mochila e ir correr mundo.
Ir a Stonehenge, às Pirâmides da Bósnia, a Angola, à Namíbia, a Machu Pichu, à Ilha de Páscoa, a Naica , a Nazca...
Assim, de repente, são lugares que gostava de ir, além de ir visitar amigos e família que tenho espalhados por aí...

Para a Grande Loucura, preciso de certezas que ainda não tenho e de coragem que ainda não sei se terei...

A ver vamos...

E se quiserem opinar sobre isto... Eu agradeço a opinião. :)

Beijitos a todos :)

sábado, 12 de Setembro de 2009

No tempo das cavernas...

... dizem que era assim... :D

video

Bom Sábado! :)

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Perda...

Esta noite, quase me perdeste, quase parti.

Creio que o sentiste, sentiste aquele momento, aquela linha frágil de tempo que me segurava a ti, a ficar cada vez mais frágil.
Mais do que "saber", houve um "sentir".

E eu, estava preparada, na minha fragilidade, a fazer aquilo que nem sempre quero, mas que me protege: partir, desaparecer.

Sentiste essa minha probabilidade de fuga, e seguraste-me, com jeito e palavras meigas. Que nem tu te apercebes de como são meigas e seguras.
Fizeste-me rir.

E foi assim que me prendeste, de novo, delicadamente.
Quando as lágrimas querem aparecer e diluir os laços açucarados que nos unem, o riso fortalece-os em jeitos de fios doces de caramelo, que solidifica.

São laços frágeis, é certo, e a possibilidade de partida abrupta, de "Adeus, até nunca", existe sempre.
É algo tão natural em mim quanto o ar que respiro.
A fuga.

Mas esta noite, deixei-me ficar.
Fizeste-me rir, despertaste-me a curiosidade, e eu sou curiosa confessa.
Algo, ou alguém, que não me desperte interesse, curiosidade, não me prende, não me cativa.

Com jeito, fizeste-me rir, fizeste-me indagar, perguntar, a minha curiosidade a vir ao de cima, a minha especulação, os meus devaneios.
E ri-me tanto!

Até que, a certa altura, já vencida pelo riso e pela curiosidade e pelo cansaço, pegaste em mim e adormeceste-me nos teus braços.
Carinhosos, afáveis, protectores.

Há dias, e há noites, em que preciso de ser protegida de mim mesma, das minhas fugas.
Esta foi uma dessas noites.
Uma noite em que quase parti, em que a diferença foi um segundo, a diferença foi uma palavra.
"Arcaboiço..."
Que tu mostraste ter, mais uma vez.

E quando acordei, já tinhas partido, mas o teu cheiro e a sensação do teu corpo encostado a mim, ainda perdurava.

E assim, com jeitinho, mais uma vez...

Fiquei.

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Acerca de vôos, parte 2 :D

E hoje, a conversa dos vôos continuou, entre mim e o mesmo amiguito! :)



Amigo:
Bom dia
faz trovoada para ai??
acordei com a trovoada e relampagos..
foste tu...
andas electrica...LOL LOL


Fada diz:
:D
nao, eu mandei-a prai

Amigo diz:
eu vi logo!!

(...)

Fada diz:
eu estou quase, quase a levantar voo
:D
ja viste o meu post sobre voos?

Amigo diz:
ainda não..

(...)

LOL
o problema...são as outras aves a voar mais baixinho....
quando chegas esta ocupado o ninho..

Fada diz:
entao se esse ninho se ocupa com pouco... é pq tb nao satisfaz o meu grau de exigencia

Amigo diz:
pode não ser pouco...
como andas alto...
podem não te ver realmente bem como és...

Fada diz:
azar, comprem binoculos :D

Amigo diz:
LOL
pois...mas entre ter...ja aqui e não ter...
tipo mais vale uma na mao, que uma no ar..

Fada diz:
e deves achar q me deixo prender facilmente :p

Amigo diz:
não acho

Fada diz:
entao um gajo q queira coisas faceis...............
:p
q se amanhe


Amigo diz:
tb é verdade...


Fada diz:
;)

Amigo diz:
mas existe aquela frase...deixa-as poisar...

Fada diz:
eheheheh


Amigo diz:
quando voares mais baixinho...
zzzzzzzztttttttttttt....és apanhada..LOL

Fada diz:
nanananan
qd alguem voar alto...........
tv me acompanhe
se tiver pedalada :p
ou asas ;)

Amigo diz:
ou algum abutre...
ou diabinho..
é preciso visão de falcao...
para te ver.

Fada diz:
achas?...
sou misteriosa??
quem tiver atenção... vê e valoriza

Amigo diz:
andas alto..

Fada diz:
quem andar distraido... azar :P

Amigo diz:
sim ... é verdade..

(...)



Posso ter muitos defeitos (e tenho!!!! São tantos!!!!!!!!!!) e algumas qualidades (pouquinhas, pouquinhas...), mas não me contentarei com nada menos do que o que mereço.
E mereço um bom ninho e um bom companheiro de vôo...
Se não houver... Se não existir...
"Temos pena"... :D
Não me contentarei com "menos", se mereço "mais".

:p

:)

Acerca de vôos...

Ontem, no messenger, conversava com um amiguito acerca dos meus "fãs".
Conversa pr'aqui, conversa pr'ali, diz-me ele qualquer coisa do género:
"Andas a voar muito alto, eles não te apanham, tens de voar mais baixinho..."
E eu respondi:
"Eu?!?! Voar baixinho??? Nem penses... Quem quiser, que voe alto comigo ou que faça um ninho agradável que me convença a pousar de vez em quando..."
:p
:)

Ando...

... a libertar feromonas, ando, ando...

:D

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Verde...

e de carvalhinhos é a Cela de hoje...








Aguardo a vossa visita...

Obrigada! :)

domingo, 6 de Setembro de 2009

O Regresso

Cheguei.
Após dias longe, fora daqui, voltei.
Sabes que não parti por ti, que foi por mim.
Sabes que precisava de parar a cabeça, descansar a Alma, de não pensar... Nem em ti, nem nele, nem em ninguém, mas no fundo, sabias que eu iria pensar.
E é verdade. Pensei.
Muito.

Pediste-me uma prenda que não fosse material, desta minha viagem sem rumo e sem destino conhecido. Algo que me fizesse lembrar de ti.
Trouxe.
Coleccionei lugares, cheiros, sabores, texturas, imagens, pessoas e sons, por onde passei. E foi isso que te trouxe, um de cada.


Lugar

Uma praia praticamente deserta, ao pôr-do-sol. Ao longe, uma jovem corria com um cão pela trela e um pescador arrumava o material de pesca.
Havia vento, que soprava sem rumo, quase como a minha viagem.
Sentada na areia, vi o Sol a pôr-se, devagarinho, a luz a morrer lentamente, e pensei em como se deixam morrer ligações, relações.
A rotina acaba com elas, muitas vezes, mas acima de tudo, a falta de interesse na manutenção da magia dos primeiros beijos, o desleixo que surge só por acharmos que aquela pessoa está ali para sempre, que é um dado adquirido, que é um objecto imóvel na prateleira do relacionamento.
Isso para mim não funciona.
Quero acordar todos os dias apaixonada, quero ter a segurança de saber que quem está a meu lado não me está a prender nem a deixar estagnar, quero uma rotina saudável recheada de surpresas diárias que me fazem crescer.


Cheiros

Num jardim de uma moradia, um arbusto de lúcia-lima tombava ligeiramente para fora do muro, para o passeio. Toquei-lhe, como sempre faço, sem arrancar folhas. O cheiro fica-me nas mãos e agrada-me não ter de magoar planta alguma só para lhe roubar um perfume que eu não tenho.
No ar, também cheirava a petúnias.
Observei o jardim, com calma. A casa parecia vazia, tinha tudo fechado, mas o jardim aparentemente selvagem estava cuidado.
As flores misturavam-se num conjunto irregular, plantadas com um ar aparentemente aleatório.
Mas não estavam.
Aquele jardim é como a vida. Deixam-se crescer plantas bonitas, sentimentos bonitos que se cuidam e protegem, sem lugar marcado no coração.
E são essas plantas, esses sentimentos, que nos perfumam a Alma mesmo nos tempos frios e agrestes dos Invernos da Vida.


Sabores

Provei comidas exóticas e tradicionais, com curiosidade e vontade.
Mas não vou esquecer um pêssego delicioso, doce e sumarento, oferecido por uma senhora idosa.
Ela estava na soleira da porta, a descascar um balde de pêssegos.
Curiosa, perguntei-lhe o que estava a fazer e ela explicou-me:
“Estou a cortá-los e a secá-los, para ter um bocadinho de Verão no Inverno.”
Creio que ela deve ter visto alguma coisa nos meus olhos, um qualquer frio invernal, uma qualquer dor, pois sorriu e disse:
“Tome, menina, coma este. Não podemos deixar de aproveitar o sabor do Verão na altura dele, pois assim de nada adianta guardar pedaços de Verão para o Inverno.”, e estendeu-me um pêssego maduro, de polpa alaranjada.
Agradeci-lhe e continuei caminho, a saborear o pêssego e a pensar no que ela me dissera.
No fundo, numa poesia simples, ela dissera-me algo como: “Carpe Diem”.


Texturas

Caminhei numa praia rochosa, descalça.
As pedras, aparentemente rugosas, eram macias ao toque, devido a anos de mar e vento e sol a bater nelas. Caminhei, com algum cuidado para não escorregar, sentindo a frescura, a humidade nos meus pés.
Quantos de nós conseguem ficar suaves e macios apesar das intempéries da vida?


Imagem

Vi uma árvore gigante.
Verde, viçosa, enorme, magestosa.
Bem à vontade, com mais de 30 metros.
Senti-me pequenina, mesmo pequenina, junto dela.
No entanto, uma qualquer acção maléfica por parte de pessoas do meu tamanho poderia destrui-la.
Pensei em como as pessoas, facilmente, tendem a destruir aquilo que não entendem ou que não aceitam ser maior que elas.
E em como isso se reflecte nalguns sentimentos.
Há quem tenha medo de amar, e por isso, abafam e matam o que lhes cresce no peito, com medo de serem dominados por um sentimento que poderá causar-lhes dor. Mas esquecem-se, muitas vezes, que esse sentimento trará mais alegrias que dor. Apenas por existir e nos fazer sentir vivos.


Pessoas

Num jardim municipal, havia um parque infantil e um garoto de 7 anos a brincar sozinho.
Apercebi-me que os pais estavam na esplanada, a beber cervejas e a comer salgadinhos, quase a ignorar a criança e, sem dúvida, sem brincar com ela.
Aproximei-me e fiquei a observá-la durante um bocado.
Ele estava a brincar num daqueles conjuntos de baloiços em que se trepa, caminha-se em traves altas, escorrega-se, usam-se cordas. Mas não fazia a parte do percurso das traves.
As traves estavam enviesadas, e tinham o espaço entre elas pouco menor que a distância dos passos dele, perfeitamente possíveis de atravessar.
Mas ele não o fazia.
Meti conversa com ele e perguntei-lhe porque não atravessava pelas traves.
Respondeu-me que tinha medo de cair.
E eu disse-lhe: “Tu és capaz, eu ajudo-te, e estou aqui para te segurar se caires. Põe as mãos nas cordas e avança devagar...”
Ele olhou para mim, com ar de dúvida, mas acreditou. Pôs as mãozitas de cada lado, em cada corda, e avançou a medo. Vi que estava nervoso e incentivei-o:
“Faz com calma, não tenhas medo, pousa o pé devagar e só levantas o outro quando esse estiver bem firme.”

Fez o percurso todo, sem cair, e ao chegar à plataforma oposta, sorriu como se tivesse chegado ao topo dos Himalaias.
Repetiu o caminho de volta, mais seguro, mais confiante. E tornou a repetir o percurso, a certificar-se de que conseguia, que era capaz.
Já do meu lado, de novo, perguntei-lhe se não queria experimentar segurar-se com apenas uma mão, em vez de ambas, nas cordas.
Sorriu, nervoso e excitado. E acenou que sim.
E a medo, devagar, lá o fez, segurando-se apenas dum lado.
Fui acompanhando o percurso dele, embora soubesse que ele não ia cair, mas estava-me a agradar ver o rostinho feliz dele.
Repetiu o percurso inverso a segurar-se com a outra mão.
O ar dele era de absoluta vitória.
Desafiei-o a repetir o percurso sem se segurar nas cordas, só a equilibrar-se.
Novamente, o medo e a ansiedade brilharam nos seus olhitos castanhos, mas aceitou.
Confiava em mim, que eu estaria ali para não permitir que ele se magoasse, mesmo que caisse.
Conseguiu, claro.
Depois, na plataforma, lancei-lhe o desafio final, para não abusar das emoções fortes que ele estava a viver.
“Agora, com as mãos nas cordas, fazes o percurso com os olhos fechados?”
Riu-se, ansioso e com medo e com vontade.
“Eu vou-te ajudando, dou-te indicações.”
E ele segurou-se nas cordas e avançou, tacteando com o pé a trave seguinte, pousando-o calmamente até o sentir firme, repetindo o processo até chegar à plataforma oposta. Aí, deu um pulo de alegria e o sorriso dele era de mil sóis.

Apercebi-me que os pais dele se estavam a preparar para sair, e despedi-me dele.
Dei-lhe um beijito na face e disse-lhe: “Quando quiseres fazer alguma coisa, avalia se és capaz, e não tenhas medo. Se fores capaz, avança; se não fores capaz e quiseres muito, muito, muito fazer essa coisa, pensa numa maneira de te tornares capaz. Nunca deixes que o simples medo te prenda os movimentos.”
Ele deu-me um beijito de volta e correu para junto dos pais, que nem se aperceberam das nossas brincadeiras.
Saí do jardim a pensar em como, desde pequenos, nos tolhem os movimentos, nos fazem ter medos absurdos.
E mesmo em adultos, nos assustam com possibilidades de desgraças, e nos fazem ver perigos em todo o lado.

Sempre quis alguém a meu lado que não me impedisse de voar, e que estivesse a postos para me segurar se eu cair, e para me aninhar. Pois também é isso o que tenho para oferecer.


Sons




Porque precisei de partir, porque me sentia sufocada, porque me faltou o ar e precisei de procurá-lo longe. Longe. Longe de ti, de todos, de tudo.

E encontrei esse ar que me faltava.
Encontrei e enchi-me dele, sendo agora capaz de o insuflar em ti, nele, em outros, no mundo.

Sabes que não parti por ti, que foi por mim.
Que pensei em ti, nele, em tudo e em todos.
Mas consegui parar a cabeça, descansar a Alma.

E foi por isso que voltei.

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Lua Cheia

Ele acorda.

Não sabe se devido ao calor da noite de Setembro, se a algo que ouviu.
Vai até à janela, observar as redondezas, a noite.

A casa fica numa clareira da floresta.
Um pouco afastadas, as árvores dançam suavemente com o vento e brilham na luz da Lua Cheia.

Ouve-se um uivo, vindo do meio das árvores.
Os cães ladram, do canil, a querer afastar intrusos. Os cabelos dele eriçam-se na nuca.
Afasta-se da janela e desce as escadas que o levarão à porta da rua. Calça as botas pesadas e pega na Beretta Silver Pigeon, sempre carregada.
Sai.

O corpo moreno e firme brilha no luar, apenas negro nos boxers e nas botas.
Escuta a floresta.
Escuta...

Ouve um restolhar suave, algo caminha e aproxima-se.
Um vulto corre por entre as árvores, em passadas rápidas e macias que mal se ouvem.
Levanta a arma à cara, e aponta na direcção do ruído.
Aguarda.

O vulto pára.
Ronda entre as árvores, protegendo-se do campo de visão dele, da mira dele.

Por detrás dele, os cães ladram, agitados.
Ele aguarda.

Um uivo.
De novo.
Sentido, sofrido, quase ameaçador, mas mais doloroso que perigoso.

Ele aguarda, atento.
Então, num vislumbre rápido, vê-o.
O Lobo.
Aponta de novo a caçadeira, tem-no na mira.
O lobo salta e refugia-se por detrás de uma árvore.

Um uivo...
Um uivo que lhe soa a dor. A prisão. A pedido, a chamamento.

Sabe que não está perante um lobo normal.
Ouvira estórias e velhas lendas da região, que contavam episódios sangrentos de lobos e feitiços e encantamentos.
E contos de um lobo feroz que nunca fora caçado.
E que apenas matava, sem derramar sangue.

O Lobo Branco.

Mantém-se atento, e vê-o de novo, agora mais perto, agora mais nítido.
O pêlo brilha em reflexos de prata.

O Lobo Branco...

E lembra-se das estórias de medo e superstições que se contavam à lareira nas noites de Inverno.
Estórias dum encantamento, que faria rico quem matasse o Lobo Branco, o Lobo da Lua.

Vê-o com mais clareza, engatilha a arma.
O Lobo surge no início da clareira. Ainda não está ao alcance do disparo, e ele mantém-se atento.
O coração dele bate ritmadamente, mas um pouco acelerado para o que é normal. Na cabeça, ecoam-lhe as vozes dos contadores de histórias da região.
Não tem medo, mas está ansioso, excitado.

Vê o lobo, perfeitamente.
Enorme.
A dançar dum lado para o outro, na orla da clareira, sempre longe de alcance.
E depois, pára.
Avalia o humano armado que se prepara para o matar.

Fitam-se. Homem, lobo, lobo, homem.

Estáticos, a medirem forças.
No tempo que pareceu uma eternidade, ninguém se moveu.
Então, o lobo agachou-se. Meio sentado, meio curvo.

E, perante os olhos dele, um brilho diferente emanou do seu pêlo.
Ele observou, com espanto, pequenas luzes envolverem o lobo, e ele começou a crescer, a avolumar-se. E põs-se de pé.

O homem apercebeu-se da transformação.
Perante os olhos dele, o lobo era uma figura humana, cujo rosto estava oculto pelas luzinhas rodopiantes que o envolviam.
As luzinhas separaram-se e afastaram-se.

E quando o vulto misterioso ergueu a cabeça, ele pode observar um rosto perfeito, alvo de neve, com olhos negros e brilhantes e uns lábios sedutores e vermelhos. Um rosto de mulher. Belíssimo.

Ela fitou-o, avaliando-o.
Ele estava estático de surpresa.

Ela avançou, devagar.
Ele deixou-se ficar, imobilizado. A arma ainda engatilhada, mas baixa, inútil, ao lado dele.

Ela avançou; ele via-lhe apenas o rosto nobre no meio de uma capa de pele de lobo.

Ela avançou.

A dez passos dele, ela parou.
Miraram-se. Olhos nos olhos. Ele, fascinado, ela, cuidadosa.

Lentamente, ela levanta as mãos e solta a capa, que cai suavemente a deslizar pelo corpo dela.

Nua. Formosa, fascinante, sedutora.

Um sorriso sedutor, perigoso, desenha-se nos lábios escarlates, mostrando os dentes brancos e perfeitos.
Ele não reage, deslumbrado. Enfeitiçado.

O corpo dela é delicado, as curvas suaves, os seios pequenos e firmes, os mamilos escuros e erectos.

Sedutora...

Ele engole em seco, já deixou de pensar no perigo que corre, não nota a agitação dos cães, não consegue pensar em nada a não ser no desejo que lhe cresce e na vontade de a possuir.

Ela sorri e aproxima-se, ligeira, em pequenos passos de pés nús que nem se ouvem, o cabelo negro e comprido a ondular até ao fundo das costas.

Está a um passo dele, se ele estender o braço, já lhe toca.

Ele sente-lhe o cheiro, doce, almiscarado, de desejo e cio.

Ela abre mais o sorriso, perigosa, e diz-lhe, numa voz rouca e sedutora:
“Vais ficar só a olhar ou?...”


Ao amanhecer, primeiros raios de sol que surgem, ela afasta-se, pega na capa e envolve-se. Num instante, recupera a forma lupina e corre de volta para a floresta.

Atrás, ficou o corpo exausto, consumido, do humano, inconsciente da sua importância no continuar da lenda e do seu contributo para as novas vidas que cresciam no ventre de uma Loba...

Perderam-se na política?

Então experimentem vir aqui...

http://www.bussolaeleitoral.pt/

E vejam as vossas tendências...

Eu já me estive a rir com as minhas...
Ahahahaha

Sou MESMO estranha... :D

Beijitos e bom dia a todos! :)

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

No início de 2007...

... surgiste na minha vida.

Eu já estava na sala e tu apareceste, fora de horas (um hábito de atrasos que perdeste), um cometa radiante e vibrante de energia. Um corpo atlético, quase desenhado ao milímetro, numas calças fantásticas e cheias de bolsos, fogo puro em movimento.

Sentaste-te perto de mim e estudámos em conjunto.

Na hora de almoço, virei-me para ti e lancei: "És boa boca, não és?".

Riste-te, num riso surpreendido e cheio de suspeita, de quem pensa "Quem é esta maluca que adivinha as coisas ao fim de pouco tempo???", mas respondeste que sim, que gostavas muito de comer.

Almoçámos, e voltámos a estudar.

Fomos tendo encontros esporádicos, trocando experiências, vivências, partilhando chás e bolos ao fim das tardes de Inverno, jantares e cinemas.
Passou-se 2007 e passou-se 2008...

Ouvi-te falar de BTT, de triatlo, de natação, de meias-maratonas, de mil e uma actividades que só de te ouvir, ficava cansada e com preguiça para fazer fosse o que fosse...
Um dia, liguei-te para irmos ao cinema, e onde estavas tu? Numa qualquer prova de BTT no Gerês...
E levantavas-te na madrugada de Domingo para ir andar não sei quantos quilómetros de bicicleta e depois ainda ias para a piscina...
"Gente doida, só pode...", dizia eu.

Falei-te de reiki, de energias, de coisas estranhas e aventuras.
Decidiste fazer o curso de reiki, e um dia disseste-me "Este foi o curso da minha vida!...", e eu vi-te mudar, apreciei a tua mudança, o controlo fantástico da tua energia alucinante e embriagante.

Falámos de nós, de sonhos, de vontades.

E o tempo foi passando e cimentando a nossa ligação.


E hoje, tivémos um jantar especial.
Especial por ser o nosso último jantar antes de partires para longe, antes do vento te levar para Sul.

Sei que vai ser bom para ti. Notei as diferenças no teu rosto sereno, a certeza calma de quem está no Caminho certo.
O Teu Caminho.

Apreciei a beleza do teu rosto, a luminosidade dos teus olhos verdes, a tua coragem e simplicidade.

Partilhámos uma deliciosa refeição num dos primeiros restaurantes a que, no passado, fomos.
Há quem faça isto de ir no último jantar onde tudo começou, para encerrar ciclos, mas não é este o caso.
Não estamos a encerrar nada, estamos a voar no Vento. Livres.

Partilhei contigo os últimos Sinais, partilhaste comigo uma aprendizagem recente, as tuas aventuras a caminho de Santiago de Compostela.

Olhei-te emocionada, "vi" tudo o que me contaste, senti o que viveste e pensei: "Teria eu coragem de fazer o mesmo?..."

Por vezes, encontramos dentro de nós forças desconhecidas, mas tão nossas como o sangue que nos corre nas veias.

Contaste-me o que te espera, levaste a minha morada e prometeste escrever. Sei que lá, o acesso à net é complicado e o pouco dinheiro que vais receber é para ser bem gerido.

Estou feliz por ti, sinto que esse é o teu caminho, e o meu também se começa a definir.
Quem sabe?...
Prometi que, se mudar de morada, te aviso...

E se prometi, tu sabes que cumpro.

Admiro imenso a tua capacidade de "deixar tudo e todos" para participares num programa de Voluntariado.

Admiro-te imenso.

Agradeço aos Céus termo-nos cruzado uma bela manhã de Inverno, em que duas Almas se reconheceram como semelhantes e cresceram nas diferenças.

E agradeço-te, miúda, por estes convívios, por esta oportunidade de partilha, por esta amizade pura e simples.

Despedimo-nos, no final da noite, aqui à porta de casa, com abraços e beijos e lágrimas a quererem saltar.
Não chorei, claro. Embora a emoção me fizesse arder os olhos.

Amigas, não de Sempre, mas Para Sempre.

Beijinho, Mokas, e cá te espero, que voltes sã e salva, emocional e espiritualmente mais rica, daqui a um ano. :)
A menos que... O meu Vento sopre na tua direcção...

Who Knows?...


E como sei que gostas...
E desejando que o teu Príncipe Encantado um dia dance esta música contigo...
Aqui vai:



segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Porque hoje...

... vou jantar Contigo...


Porque...

... És ESPECIAL...


E porque o que nos une...

... É forte e maravilhoso...


Dedico-te esta música...




Beijo...

domingo, 30 de Agosto de 2009

À luz das estrelas...

A noite encontra-a na varanda, sentada no degrau da porta.

As pernas cruzadas e dobradas, estão envoltas pelos braços, que as chegam junto ao peito.

Observa a noite.
Serena, uma brisa ligeira, o céu limpo salpicado de milhares de estrelas e planetas.
Observa-as, observa a noite calma e escuta os grilos que invadem o silêncio.

Sente-o chegar.

Ligeiro, quase silencioso, ela sente-o mais do que o ouve.


Ele senta-se por detrás dela, encaixando-se nela, as pernas dele de cada lado das dela, e os braços dele envolvem-na.
Beija-lhe o rosto, o pescoço, o ombro.
Ela sorri e aconchega-se mais ao corpo dele, segurando-lhe os braços com as mãos.
Vira o rosto e beija-o suavemente nos lábios.
Ele encosta o rosto dele ao dela, e deixam-se estar a apreciar a noite.

“Em que pensas?”, pergunta-lhe ele baixinho, ao ouvido.

Ela sorri, o sorriso secreto dela de quem pensa em mil e uma coisas e que está a tentar escolher uma.

“Estava a pensar que estamos a observar estrelas que poderão já não existir...”

“Como assim?...”, pergunta ele, intrigado.

“Repara, a luz percorre cerca de 300 mil quilómetros por segundo no vácuo. O que faz com que percorra cerca de 9,5 trilhões de quilómetros num ano. A estrela mais próxima da Terra, sem ser o Sol, é Proxima Centauri, que está a uns 4 anos-luz de nós, ou seja, a cerca de 40 trilhões de quilómetros...”

“Sim...”, responde ele, a acompanhar o raciocínio dela.

“Agora, imagina que uma destas estrelas que vemos, que está muito mais longe do que Proxima Centauri, e que emitia luz, já explodiu. A luz dela continua a viajar pelo espaço, demorando até chegar a nós, mas a fonte já não existe. Ou seja, é como se mandássemos uma carta e morressemos: o que enviámos vai a caminho, apesar de quem enviou já não existir...”

Ele ri-se e abraça-a com mais força.

“De que te ris?”, pergunta ela, curiosa.

“Cada vez que te faço esta pergunta, surpreendes-me.”, responde ele, com um sorriso divertido.

Ela vira-se para ele, o olhar brilhante e um sorriso ligeiro e atrevido.

“Então, repete a pergunta...”, desafia-o.

Ele olha-a e sorri também.

“Em que pensas?...”

“Queres que te diga ou que te mostre?...”, responde ela, o sorriso atrevido mais aberto.

“Mostra...”, murmura ele.

E ela beija-o, enquanto com os dedos o despe, acariciando-o com desejo e amor...

E a noite encontra-os na varanda, deitados e com os corpos unidos, entrelaçados em calor, suor e paixão...

S. & A. - A Minha Opinião

Meus queridos, como já tinha referido aqui, eu já tinha dado a minha opinião acerca da relação S. & A.

Foi engraçado constatar que algmas das vossas opiniões são bastante semelhantes à minha.

Além disso, vou-vos responder a algumas questões levantadas nos comentários.

Acerca da distância:
Belota disse...
"Eles estão a 300 klms de distância?? Como é que se vão conhecer melhor??"
Bruno Fehr disse...
"Pede-lhe uma resposta sim ou não, perguntando se ela acredita em relações à distancia"

Ela acredita, eu também, que já as vivi.
Num relacionamento à distância, temos oportunidade de ir conhecendo a outra pessoa sem que a relação se torne num "vício de companhia", em que a certa altura, já se está com o outro porque se está habituado a ele, à presença dele. Muitas vezes, confessam-se sentimentos e comportamentos que não se diriam "ao vivo e a cores".
Os encontros seriam realmente intensos e aproveitava-se o melhor de cada um, pois não haveria rotinas instaladas.
No entanto, o que leva ao fim duma relação assim é exactamente o mesmo que leva ao fim de outras.
Por experiência própria, sei que o que terminou uma das minhas relações à distância (eram 400kms, durou cerca de um ano e meio e o sexo era fantástico) não teve nada a ver com a distância física, mas sim com a aproximação e possessividade emocionais e também a tentativa de manipulação da outra parte (Olhem a quem queriam deitar a rede... :p ). Algo que iria acontecer na mesma, se estivessemos mais próximos.

Por outro lado, a situação de distância não se pretende eterna, embora conheça casais já com 25 anos de casamento que só se vêm ao fim-de-semana e férias por motivos laborais, e as coisas funcionam muito bem.

Mas inicialmente, e olho para mim de novo, confesso que a mim me ia custar, de repente, começar a namorar com alguém e estar com essa pessoa todos os dias.
Creio que me ia sentir sufocada. Não estou habituada a ter de gerir a minha vida, os meus hábitos, a minha (falta de) rotina, a minha liberdade, em função de estar com outra pessoa. Estou habituada a fazer o que quero e quando quero, e seria um choque inicial um relacionamento constante, diário.
E se agora vocês me disserem: "Ah, e tal, não precisavas de estar com ele todos os dias, encontravam-se ao fim-de-semana", eu pergunto qual é, então, a diferença que fazem os 300 kms... :p

Ou seja, no início, talvez até fosse bom para ambos estarem à distância. E conhecerem-se melhor, darem atenção um ao outro, nem que seja ao telemóvel, na net, no correio (cartas de amor, quem as não tem? Embora, ultimamente, seja mais "mails" e "sms" de amor... ehehe).
Habituarem-se à ligação emocional, ajustarem-se devagarinho. Até porque "amigo não empata amigo", e se eles não nasceram siameses, não precisam de se "colar" agora... lol

A distância física não é tão dura quanto a distância emocional, como termos alguém ao nosso lado que não nos dá atenção, mas que se habituou a ter-nos por perto, e deixamos de ser "pessoa" para passarmos a ser "adereço".


Quanto a dar conselhos/opiniões:
LBJ disse...
A pergunta que te deves fazer é se queres mesmo a responsabilidade de dar um conselho que pode ser o mais acertado ou o mais desastroso
Abobrinha disse...
Li algures que quem pede um conselho geralmente está à procura de um cúmplice

A minha responsabilidade é dar aquilo que me foi pedido, dentro das minhas possibilidades.
E eu faço questão de vincar, em assuntos mais sérios, que a minha opinião é precisamente isso: a minha opinião. Dou-a quando ma pedem, evito dá-la sem me pedirem.
E no final, acrescento: "É a minha opinião, segue o teu coração... E se deres com a cabeça no chão, cá estarei para te ajudar a levantar e a limpar as feridas...".
Além disso, a mim ninguém me ouve dizer "Eu bem te disse!...", aceito que as pessoas têm de caminhar por elas próprias, aprender por elas próprias.
E os verdadeiros amigos não nos abandonam por não fazermos o que nos dizem, respeitam e ajudam-nos a levantar se cairmos. :)


Quanto à minha opinião propriamente dita:

Ela está encantada com ele, mas eles mal se conhecem...
Podem e devem conhecer-se melhor, se houver interesse e vontade de ambas as partes.
Não devem misturar sexo com o início do conhecimento, pois não é isso que ela precisa (se ela quiser sexo, tem muitos a quem recorrer, o que não falta são ex-quecas e fãs para lhe colmatar as carências... lol) e porque isso mais facilmente faria com que ela se ligasse mais a ele.
Portanto, ir com calma, deixar fluir, continuar com a vida dela.

Se ele quiser, sabe onde a encontrar, se ele quiser, dedica-se a conquistá-la (o encantamento dela não é garantia de que seja conquistada facilmente, nem por sombras! Todos nós temos muralhas e as dela... Bem, pode ser que ele pratique escalada! lol).
Se ele não quiser, então... Não vale a pena pensar ou sonhar com algo que não virá.

Ela é uma pessoa linda e merece tudo de bom.
Ele, (achamos que também) é uma pessoa linda, e também merece tudo de bom.
Mas lá por ele ser um "Príncipe Encantado", poderá não ser o "Príncipe Encantado" dela.

Portanto, ela que fique sossegada na vida dela, continue o seu caminho. Se os caminhos de ambos já se cruzaram, poderão vir a cruzar-se de novo e a caminharem juntos, de forma amigável ou amorosa.

O Tempo trará revelações, entretanto ele até se pode fartar da outra miúda e de situações desse género, e ponderar algo mais sério.
E se ponderar algo mais sério, isso tanto poderá ser com ela ou com outra miúda.

Além disso, poderá haver a possibilidade de ficarem mais perto um do outro.
Mas também existe a possibilidade de alguém do "clube de fãs" dela avançar e ganhar "terreno", ou até de surgir uma pessoa nova... Who knows?...

Ou seja, num resumo:
Deixar fluir.
Sem stress...
E se as coisas "correrem mal" para o lado dela, bem... Não morre.
E cá estarei para lhe dar um abraço e ajudar a limpar as lágrimas.

:)

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Exercício de Língua - Cona

Este assunto é sério...










Quem é que me sabe dizer 4 palavras em Língua Portuguesa que incluam "cona" na sua composição?...












(Aposto que vieram ver este post à procura de badalhoquices... Ehehehe)

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Another day...

... in Paradise (???)...

O princípio da manhã

Acordei, mais uma vez, às 7 e picos (lembram-se que os meus despertadores estão para as 8 e 8:05 e são telemóveis a fazer pi-pi-pi-pi-pi? Alguma alminha anda a dormir comigo, ou eu com ela, e acordamos há mesma hora...), com a música da Rita Red Shoes "Choose Love" a ressoar-me na cabeça.

Acordei, vi as horas, e enganei o "acordar" mais uma horita.

Depois, há hora prevista, levantei-me, vi que estava meio kilo mais magra (ontem esqueci-me de jantar... lol), arranjei-me, pequeno-almocei e saí de casa. Ia pelo caminho a pensar no Mano_Grande, e a ponderar ligar-lhe para irmos almoçar.

Telepatia

Chego ao trabalho, tiro os telemóveis da mochila, olho para o amarelo e penso "Vou ligar ao Mano_Grande", e nesse preciso momento, liga-me ele.

E o que queria?...
Convidar-me para almoçar! :D

Choque

A seguir, a sangue-frio, sem me dar anestesia, valium ou uma traulitada na cabeça, diz-me: "Deve ser o nosso último almoço."

Fiquei para morrer... Ele vai de férias, depois vai para uma formação para longe, e depois talvez seja transferido para outra terra.
Ou seja, poderá ser mesmo o nosso último almoço aqui na santa terrinha que não é de nenhum de nós! :(

Passo a manhã meia chorosa e tristonha, já saudosa... Vai-me custar a ausência dele, embora, e acima de tudo, deseje o melhor para ele e julgo que isso passa mesmo por uma mudança e sair daqui.

Almoço

Cavalheiro as usual, foi-me buscar para irmos almoçar. Tinhamos decidido ir a um restaurante italiano de "pastas", mas estava fechado e então fomos à pizzaria.

Conversámos sobre diversos assuntos, sobre o "Ontem", o "Hoje" e o "Amanhã", sobre os "Sinais" de mudança que têm surgido ultimamente na minha vida (The Wind blows changes... And you're gonna leave me, my friend...), entre trincas em pãozinho de alho, pizzas e crepes de banana com caramelo e chantilly.

Como sempre, a conversa foi de grande interesse, de um companheirismo formidável, e de alto nível cultural.
A certa altura, ele falou-me num site interessante de Auto-Ajuda.


Tarde

Correu rápida, entre
- ter trocado comentários com esta menina, neste estaminé e ter vindo à baila assuntos como enxaquecas, crânios de cristal, Atlântida, biquinis e banhos de lama;
- andar a guerrear com a impressora,
- ter pedido reiki ao meu mestre (para a dor de cabeça, e funcionou, Vani, vês?!) e ainda
- ter tido uma troca de não-sei-bem-o-quê com um ex-não-sei-bem-de-que-tipo.


Noite

Saí do trabalho ao anoitecer, produzi bastante mas fiquei estafadinha.
Decidi deitar-me cedo, como decido todas as noites, e depois são 0:16 e estou na net, claro...

Mas agora, vou mesmo dormir, vim só partilhar convosco mais um dia estranho, mais um dia que teve "Sinais" de mudança, e creio, sinceramente, que para o ano, por esta altura, já não estarei nesta terrinha.
Ainda é só um feeling, mas...

E para vos desejar uma boa noite, deixo-vos com uma música que me parece ter nascido nas estrelas, embora o instrumento (Hang Drum) me faça lembrar uma cataplana (xi... esqueci-me de jantar de novo!!!)...




Sweet Dreams, sweet friends... :D

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

A Dádiva

À beira do Rio, sentada numa das rochas polidas da margem, ela aguarda.
O Sol está a descer, por detrás das árvores da outra margem, eterno jogo de escondidas que se repete todas as tardes.
O vento sopra, encrispando a água no sentido oposto à corrente que ela não vê mas conhece.
E remexe o cabelo dela, solto e comprido, e beija-lhe a face, dança com borboletas e com os peixes que saltam.

Ela inspira o cheiro do rio, o rio dela. Hortelã e lodo e salgueiros e água.
Um perfume característico da infância dela, de dias de Verão e banhos e risos e sonhos.
Solta os pensamentos dela rio abaixo, mas o vento devolve-lhe alguns que a corrente não leva e ainda lhe traz outros.

Aguarda, sente que ele está próximo.

Ao longe, um motor ronca, aproximando-se cada vez mais.
Depois, o barulho de pneus na areia.
Uma porta que abre e fecha.

Ela deixa-se estar, sentada.

Entre os murmúrios do vento nas árvores e na água e no cabelo dela, ela distingue os passos dele na areia.
Aproxima-se, mas ainda não se vêem, a rocha em que ela o espera fica numa pequena enseada onde a barca repousa, cansada das travessias diárias.

Ele, num instinto que o comanda em terreno desconhecido, dirige-se à enseada.
Caminha ligeiro, com alguma pressa, em busca dela.
Contorna o salgueiro grande, percorrendo o trilho que outros passos antes dos dele, marcaram.

Faz a curva e vê-a.
Sentada, a sorrir para ele, um sorriso de Sol e alegria que lhe ilumina o rosto, os lábios, o olhar.

Ela levanta-se, calma e tímida.
Fica de pé sobre a rocha, à espera.

Ele aproxima-se, ligeiro, a percorrer as outras rochas que os separam mas que o levam até ela.
Pára a dois passos dela.

Ela estende-lhe ambas as mãos, o rosto deliciado e sorridente.
Entrelaçam os dedos, ansiosos.
E aproximam-se, os corpos de ambos bem perto um do outro. Os olhares presos nos olhos um do outro.

Ela mantém o sorriso e uma lágrima foge-lhe por entre as pestanas e desliza-lhe pela face.
Ele sorri, tímido.

Soltam, sem combinar, sem planear, os dedos do laço invisível que os unia e ela sobe as mãos pelos braços morenos dele, e ele desliza as mãos pelo corpo dela enlaçando-a pela cintura, ligeiramente. Aproximando-se um pouco mais dela.

Ela percorre os braços dele até aos ombros e avança, tímida, pelo pescoço.
Com a ponta dos dedos, desenha a curva do maxilar dele, o contorno do rosto, o nariz, o arco das sobrancelhas, desenha-lhe todo o rosto como se o quisesse gravar na memória dos dedos dela.

Ele sente o toque dela, os olhos com vontade de se fecharem mas a visão do rosto dela em frente a ele domina-o. Vê a lágrima que fugiu, vê os últimos raios de Sol no olhar dela, vê o vento que brinca nos cabelos dela.
Vê o sorriso mais brilhante que mil sóis, a Alma belíssima que se mostra naqueles lábios, naquele olhar.

Ela acaba de percorrer-lhe o rosto e desliza a ponta dos dedos pelos cabelos dele, até à nuca, e os braços dela envolvem-no um pouco mais.

Aproxima a boca do rosto dele, maravilhada com ele, deliciada com a presença dele, e devagar, lentamente, os lábios desenham um beijo leve que ela liberta e pousa na face dele, e nesse beijo ela entrega-lhe carinho, doçura, sonhos, alegrias.

Os olhos dele estão fechados, cederam ao toque, e ele sentiu a dádiva daquele beijo a pousar-lhe na pele e a propagar-se por todo o rosto, a descer em ondas por todo o corpo, a invadi-lo até às profundezas do seu Ser.

E abraçaram-se, terna e intimamente, e nesse momento, nesse cristal frágil e eterno de Tempo, as suas Almas fizeram Amor...

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Ontem...

... Foi um dia marcado por conversas e silêncios, ganhos e perdas, saudades e encontros, risos e lágrimas, constatações e avisos, notícias chocantes e novidades alegres...

... Foi um dia em que o Tempo desfiou pérolas em minutos, uns que perdi e outros que me enriqueceram...

... Foi um dia tão, mas tão estranho, que me sinto exausta, que todo o meu corpo exige deixar-me estar agora no mundo dos sonhos, pois estava lá tão bem...


E hoje, no regresso a uma rotina que não me apetece, no regresso a uma realidade que ainda não me seduz, vou ter de me armar com a força que nem sinto ter, vou ter de ir buscar vontade àquele mundo misterioso onde se encontram todos os sinais que me alertam, ao sítio onde encontro sorrisos por detrás de lágrimas.

Hoje, na verdade, preciso de um milagre.
Aquele que vai soprar alento e que me convence de que vai correr tudo bem.
Porque eu sei que vai, só que não o sinto assim tão bem, de tão cansada que estou...


Bom dia a todos...

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Quis...

... ir para a rua, saudoso que estava da família.

O olhar triste e meigo e o corpo fragilizado não foram impeditivo para ir ter com eles.

Beijou a mãe e deitou-se junto do alecrim, a descansar.

A mãe velou-lhe o sono, que se revelou eterno...



PS - Agora vou chorar a morte do meu puppy e a nossa dor, com a certeza de que, pelo menos, despediu-se da mãe dele e de que já não sofre. (Não teve acesso aos manos, por perigo de contágio, e foi a minha mãe que o levou para o quintal, pois ele estava fraco demais para descer as escadas.)

domingo, 23 de Agosto de 2009

Strange are... the feelings...

E aqui estou eu, no computador do Caçula, a contar o meu dia...

Após me ter deitado tarde, tive o "desprazer" de acordar dum sonho que incluía um mar fabuloso de azul e calma e constatar que se estava melhor no sonho...

Depois, andei a dar um jeito à casa até à hora de sair de viagem, a caminho da terrinha da mamã, pois daqui nada tenho de ir às "Fananças".

Cheguei completamente acalorada e com cerca de 2,5l de água bebidos.

Chego e encontro um dos meus puppies em tratamento: tem uma parvovirose.
Andei de roda dele, até pegar na minha irmã e no N.º 3 e termos ido às amoras ao pé do rio.

Ainda havia algumas amoras boas, que o Diabo ainda não tinha borrado (ou mijado), como se diz popularmente.


O Rio...
Estava lindo! Havia vento a encrispar a água e escondendo os redemoinhos, o Sol despedia-se, pássaros voavam rasantes à água, peixes saltavam, e os meus pensamentos voaram rio abaixo... Para depois o vento mos trazer de volta...
Lindo, o Rio, um dos meus locais sagrados para pensar e para "não pensar"...


Depois, regressámos e jantei, e estou, desde o jantar, a tratar do puppy.
Já estou toda suja, pois temos de lhe dar líquidos e medicamentos de seringa e ele tem estado quase sempre no meu colo.

Há pouco, vomitou mesmo para cima de mim... Tadinho...

Como se não bastasse, o Caçula também ficou meio adoentado e só disse, para mim e para a minha irmã: "Ainda bem que vocês estão cá, senão a mãe a tomar conta de mim e do puppy não tinha para onde se virar.", o que já "justifica" o facto das "Fananças" me terem "obrigado" a vir...



E após este dia em que algo de estranho está no ar, em que sinais tomam forma, em que sonhos se apresentam mais perto da realidade, em que caminhos se definem e escolhas se assumem...
É hora de descanso, e eu vou dormir...


Boa noite a todos...

sábado, 22 de Agosto de 2009

Carpe Diem

Hoje, é mais um dia daqueles que me fazem pensar no ciclo da vida, nos momentos que se gozam, nos momentos que se perdem.

Hoje, dou os parabéns à nOgS, à MissKitty, à minha amiga Raquel e à minha amiga Marti, pois é o dia de aniversário delas.
O dia em que nasceram.

Portanto, e para já: PARABÉNS, PRINCESAS!!! :D



Hoje, também tenho outro aniversário.
Faz hoje 3 anos que o meu tio Helder faleceu.

Tinha um cancro no cérebro, deram conta quando já estava inoperável e em menos de um ano, desde que descobriram, foi perdendo as faculdades cognitivas, motoras... e faleceu.
Era um tio porreiro, excelente cozinheiro, e nunca mais comerei uma raia de pitáu como a que ele fazia: deliciosa!


Este dia ficou, assim, marcado por ser um dia de Vida e de Morte.


Na minha família, acontecem coisas invulgares (ó pra mim a usar "invulgares" em vez de "estranhas"), em relação a datas.

Ainda em relação a esse tio, uma sobrinha dele (de sangue, que eu sou por afinidade) de quem ele gostava muito, teve uma filha no dia de aniversário dele, já após a sua morte.

Outra data, é em Outubro.
O meu avô paterno, que faleceu antes sequer dos meus pais casarem, portanto, um avô que nunca conheci, fazia anos a 16 de Outubro.
Muitos, muitos anos depois (mais de 30 desde o falecimento dele), nesse preciso dia, a minha avó paterna, faleceu.
Cerca de 5 anos depois, a minha Nº4 (bisneta deles), nasceu.

Estas "coincidências" fazem-me pensar (ou não tivesse eu a mania de pensar demais) nas sequências da vida, no ciclo da vida.

Nascimento, crescimento, envelhecimento, morte.

E dentro do grande ciclo da vida, temos outros pequenos ciclos.
A bebé que um dia fui, morreu, e deu lugar a uma menina, que cresceu e tornou-se mulher. Que todos os dias envelhece (mas alegremente!!!) e que, um dia, morrerá.

E, muitas vezes, penso na compreensão necessária para aceitar isto.
Que tudo o que sou, morrerá, que tudo à minha volta se transformará, nos seus próprios ciclos.

E sinto que não é difícil de aceitar que estamos em constante mutação. Evolução.

A pessoa que fui Ontem, morreu. Já não sou quem fui. Pois a pessoa que sou Hoje acrescentou à pessoa que fui Ontem todo um Tempo inteiro de experiências e convivências.

Todo um Tempo precioso, todo um tesouro...

Aceito, facilmente, que para algo nascer, algo morrerá. Sejam sentimentos, sejam pensamentos, sejam acções.

Não digo, com isto, que o "novo" não tem nada do "velho".
Tem, sim. E interessa-me manter tudo o que é bom, livrar-me apenas de tudo o que é "mau". Maus hábitos, medos, prisões, pensamentos, coisas com as quais não quero carregar neste passeio que é a Vida.

Aceitar, compreender... Tudo é um ciclo.

Além destes pensamentos sobre o ciclo da vida, vem-me à memória a expressão "Carpe Diem".
Para alguns, significa aproveitar todos os momentos em que estamos vivos, viver intensamente, sem pensar no Passado, sem pensar no Futuro.
Para outros, reduz-se ao materialismo de consumo: faz tudo hoje, consome, consome, consome!
Para outros, ainda, significa agir sem medir as consequências dos seus actos.

Para mim, significa aproveitar todos os momentos. O Agora, que daqui a um segundo já é Ontem, que ainda não é Logo.

Dou comigo a pensar como, emocionalmente, consigo viver muito bem o Agora.
"Amo-te. Sem ligações ao passado, sem promessas de Futuro.", disse eu um dia àquele que foi/é o meu 3º Grande Amor.
Porque amanhã não sei se ainda estarei aqui.
E porque, como disse um dos meus poetas favoritos "Porque mesmo o sempre tem um se. Senão..."

Mas no meu dia-a-dia, é difícil não pensar no amanhã.
No "E se?...".
No "Tenho de ir/fazer/blá blá blá amanhã", no "Temos de pensar no Futuro"...
E também ainda me custa, embora já tenha custado muito mais, o não pensar no Passado.

São tarefas difíceis, sim.
Não relembrar. Não planear.

Mas tento.
Não quero viver (n)o Passado, pois já passou, nem quero viver (n)o Futuro, pois ainda não chegou, e isso levar-me-ia a descurar o meu Presente, esta dádiva do tempo e da Vida...
Não deixando de estar atenta ao ciclo, não deixando de apreciar a sequência de acontecimentos, a sucessão dos momentos.

E é giro, essa observação. :)
E ensina-me.

E como já divaguei demais, deixo-vos o original Carpe Diem e duas músicas.
Ouçam a que mais tiver a ver convosco.

Que eu vou aproveitar os próximos momentos a... Viver. :)

Carpe diem quam minimum credula postero
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.






Strange Are the Dreams...


Esta noite, sonhei contigo.
De novo.

Tal como em todas as últimas noites em que me lembro de sonhar, tu estás lá.
Acordo a meio da noite, a sonhar contigo; readormeço, e continuas lá.

Esta noite, sonhei contigo.
Às 5:00 AM acordo, não angustiada, mas cansada.
Sinto intensamente a tua presença ausente, ou a tua ausência presente.
Readormeci e sonhei contigo de novo.

São sonhos simples, não são pesadelos, não são invulgares, são sonhos em que as imagens são situações de dia-a-dia. De partilha, de actividades conjuntas, há crianças a brincar, há plantas e pessoas... E Tu.

E acordei, finalmente, quase em esforço, às 9 e qualquer coisa.
E tu, que devias ter ficado no mundo dos sonhos, vieste comigo para a minha manhã.
E marcas a tua presença nos meus pensamentos.

Penso seriamente em cobrar-te renda por isso... Ou julgas que se invade os pensamentos de alguém só assim, sem mais nem menos?...



Strange Are the Dreams, my dear, and sometimes I just don't want to wake up...

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Preciso da vossa Opinião...

Meus amigos e leitores e demais visitas, tenho uma questão para vocês:

Situação:

S. é uma miúda gira, trintinha, inteligente, meiguinha, simpática, que tem o seu próprio "clube de fãs" (mas ao qual não liga grande coisa). O pior defeito dela, é na minha opinião, ser romântica e ter um coração do tamanho do mundo, custa-lhe ver que as pessoas podem ser simplesmente "más" e que a podem magoar mesmo sem saberem. Talvez um pouco ingénua, apesar de ter já levado muita pancada da vida, parece que mal sai de uma, lhe calha outra na rifa. (Uma "crente", é o que é...lol)

A. é um gajo que ela conhece há pouco tempo, trocaram números de telefone e têm falado quase todos os dias. A. é giro (nós achamos... lol), inteligente, brincalhão, simpático (também tem um clube de fãs...), tem uma série de qualidades que deixaram a S. encantada.

Não apaixonada, mas encantada, a querer conhecer mais dele, mas com algum medo de se apaixonar pela pessoa errada (mais uma vez, pois não seria o primeiro...).

São amigos, ou pelo menos ela assim o julga, e ela sabe que ele tem andado a sexar com uma miúda. Ele assume que não gosta dessa miúda, é uma questão mais carnal, e já assumiu que gosta da S. (Muito ou pouco? De que maneira? Não sabemos! Mas disse-lhe que gosta.).

Como ela não se quer envolver mais do que já está, pediu-lhe para ele lhe dizer (devido a outras conversas) se sexasse (fosse com a tal miúda ou com outra qualquer). No início, ele não quis, pois sabia que ela estava encantada com ele e que a magoaria cada vez que sexasse com outra. Mas ela explicou-lhe que era preferível saber por ele do que saber por outras pessoas e que, acima de tudo, queria saber para não achar que ele se estava a "portar bem" por causa dela e depois a mágoa ser muito maior quando percebesse que afinal ele andava a sexar por aí.

Ele andou a "não sexar" uns tempos, mas hoje, contou-lhe que ontem sexou com a tal miúda do costume.
Claro que ela não gostou e ficou um pouco magoada (mas não surpreendida), mas agradeceu a sinceridade, pois é algo muito importante para ela, e sem isso não há amizades nem coisa nenhuma.
Além disso, ela é uma pessoa que dá liberdade a quem a rodeia e aceita as pessoas assim como são. Evita julgar ou pensar pela cabeça dos outros, pois, como ela diz, também não gosta que lhe façam o mesmo.

"És maior e vacinado, eu não sou nem polícia nem tua mãe, tens cabecinha para pensar e tomar as tuas próprias decisões, tal como eu tomo as minhas...", disse-lhe ela.

Questão:

Ela conhece-o mal, e está encantada com ele, é certo. Ele também parece ter um afecto especial por ela, mas o certo é que estão a mais de 300kms de distância e sem previsões de estarem, nos próximos tempos, mais perto um do outro.

Perante tudo isto (e vocês já perceberam que eu conheço-a melhor a ela do que a ele e adoro-a, sinto-me logo no dever de a proteger dos "lobos maus" do mundo), o que é que acham que ela deve fazer?

a) Afastar-se, simplesmente. Não falar ao telefone, não trocar mensagens, tentar esquecê-lo. Assim, evitará envolver-se mais.

b) Tentar conhecê-lo melhor (o que é um pau de dois bicos, porque ou conhece-lhe o defeito que a fará afastar-se emocionalmente de vez, ou ainda se apaixona e dá com a cabeça no chão).

c) Seduz o moço, prega-lhe a bela da quec@ (e eu não duvido que iria ser bela... lol), e depois logo se vê. (Esta miúda nem apaixonada pode ser considerada uma quec@ certa por gajo nenhum, por isso duvido que ela faça isto... lol Mas que ele não a iria esquecer, acredito que não!!! :p ).

d) Outra sugestão vossa, que eu já estou cansada... lol

Agradeço a vossa sugestão para esta situação, eu já dei a minha mas decidi que iria postar sobre isto, portanto... Ajudem, sim? :D



E ao fim dum dia de trabalho que começou às 9:00h e acabou às 20.00, com 45min de almoço, uma gaja chega a casa, recebe um telefonema que dá origem a este post e, logo de seguida, recebe um mail com um acordo de divórcio de uma pessoa que ela adora, para estudar e avaliar, e nem sequer é advogada...
Valeu a caixa de pêras e ameixas que um amigo meu me deu... :D

Agora, 2 gajos giros aguardam-me na cama... Vou ver o Sobrenatural no quarto! :D


Eu bem digo...
Strange Days have found... Me... :p

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Mas quem...

... é que no seu perfeito juízo, tem um dia de trabalho assim:

09:00 -12:30
14:00 - 17:45
18:15 - 22:15

sem sequer receber horas extraordinárias??????????

Hoje foi um daqueles dias que correu bem, mas ainda assim, o tempo não rendeu e precisei deste trabalho todo para preparar o dia de amanhã...

Cheguei há pouco a casa, a pensar que devo estar louca, e lembrei-me dos posts do LBJ e da Jane Doe e dos seus diários sobre loucuras...

Querem loucuras?
Subi as escadas do prédio às escuras, a ansiar pela ausência de estímulos para o meu cérebro cansado.
Depois, fiz de conta que era ceguinha e fechei os olhos até chegar à minha porta. Saquei da chave e consegui abrir à primeira tentativa. Realmente, a Alma tem olhos.

Entrei e pousei a mochila, tirei o soutien e os brincos, que apesar de serem ultraleves, me parecia que pesavam toneladas.

Aqueci arroz de cogumelos a pensar que me apetecia comer cajus, mas como sei que se começo com eles, os devoro, achei por bem alimentar-me decentemente.

Fui até à varanda, a noite está serena, mas não me apeteceu ficar lá.

Vim para o computador, e descalcei as sapatilhas. Daqui nada, sei que estou despida, faz parte do hábito, ir-me despindo ao longo do tempo.


Hoje, é um daqueles dias em que me apetecia entrar em casa e ter cá alguém que me desse mimo.
(Mimo, claro, porque se estivesse cá alguém a lixar-me a cabeça pela demora no trabalho, apresentava-lhe logo a porta da rua.)

Há dias, em que me é indiferente estar sozinha. Outros, em que é agradável estar sozinha.
Mas hoje, apetecia-me colinho.
Apenas isso, mimos, colinho, uma massagem na nuca e nos ombros que hoje carregam o peso do (meu) mundo.

E não está cá ninguém.
Apesar de ter gente à distância dum telefonema ou do msn...

Dou comigo em pensamentos sobre aceitação, confiança, partilha, sonhos.
Dou comigo a pensar que ainda tenho de ir estudar.
Dou comigo a pensar que se não tiver um esgotamento antes do final do ano, é porque sou mesmo ruim, pois "erva ruim, nem a geada a queima".


Às vezes, sou irritantemente saudável... Há tempos, estive 4h com os pés enfiados em botas e meias molhadas. 4h!!! Quando cheguei ao fim do trabalho que estava a fazer, descalcei-me e espremi as meias... E escorreram água, mesmo... E nem assim, fiquei doente... Outros, apanham uma aragem da treta e ficam logo de cama...

E não está cá ninguém em casa e apeteceu-me partilhar este bocadinho de insanidade convosco.

Agora, vou dar atenção a quem ma pede no msn, agarrar nos cajus (que agora vou comer menos, pois, já comi o arroz...) e...

Estudar...

Strange Are the Nights...

Na continuidade do post anterior, queria ressalvar o seguinte:
Não ando triste, nem a ter maus dias, nem mal-humorada...

É uma sensação mesmo "estranha". Invulgar, diferente.
Já conhecida, já vivida noutros tempos.

Tempos de mudança...
Sinto isso na pele...

Hoje, o dia correu muito bem. Fiz tudo o que me propus e ainda mais um pouco, no trabalho. No mestrado, a mesma coisa.

A certa altura, saí com uma amiguita, fomos passear para o jardim, já de noite.
Uma noite óptima para conversas e confidências e segredos.

Dessa conversa, resultou o reforço dos Strange Days que sinto.

Estou atenta. Frágil, mas não indefesa.

As mudanças aproximam-se, umas galopantes de nuvens de tempestades, outras em dança lenta de brisa.

Sinto-as.

Na minha pele, no meu ser, no meu existir.

Não tenho medo.

O que quer que o Futuro me reserve... Vai ser Bom! :)

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Strange Are the Days...

Hoje, acordei às 7:05, com esta música a ressoar.
Nada de estranho, não fosse o caso de:
- os meus despertadores estarem para as 8:00 e 8:05
- serem telemóveis e fazerem "pi-pi-pi-pi-pi"
- nenhum dos meus vizinhos ligar a aparelhagem e serem bastante sossegados, nem dou pelo acordar deles
- não ter ouvido essa música ultimamente, logo, não era comichão cerebral...





Mas, menos mal, antes isso do que pesadelos, que ultimamente voltaram, cada um mais estúpido que o outro e com o pormenor interessante de eu, que nunca tive asmas, nem bronquites, nem nada do género, acordar com falta de ar... :(

Este fim-de-semana foi... Strange.
Coisas muito boas aconteceram, coisas invulgares e inesperadas também, coisas mais estranhas... Trabalhei no mestrado tanto no Sábado como no Domingo, e no final do Domingo pensei de novo: "Mas porque raio me meti nisto!??!?", perante a enormidade de trabalho e dados que tenho pela frente.

Às vezes, tenho vontade de mandar tudo ao ar, mas fico-me pela explosão de stress e depois constato que, mesmo que não consiga terminar este ano a tese (e espero conseguir, mas vai-me sair do corpinho, ó se vai!...), tenho uma série de dados que me dariam não para dois artigos, mas uns 10, bem à vontade e ainda para a tese...

Entretanto, chego ao trabalho e o meu computador não se quer mexer. Óbvio, é Segunda-feira, ele tem preguiça e eu também. Além disso, demora cerca duma hora para começar a funcionar normalmente... Existirá algum "café virtual" aqui pró bicho?!?!?

Hoje, resolvi "fazer-lhe uma limpeza", a ver se começa a mexer-se de outra forma.

Estava eu nestas lidas infodomésticas, chega o carteiro, com uma carta das "Fananças" a dizer que tenho de me apresentar lá com uns documentos no espaço de 15 dias. Carta datada de dia 5...

A minha repartição é na santa terrinha da mamã, que não fica bem "aqui à mão", e que implica tirar um dia de férias para ir tratar de papeladas relacionadas com dinheiro (estou "entusiasmadíssima", como podem calcular, eu que adoro papeladas e irs e tretas... :s).
Vendo as coisas pela positiva: vou tirar um dia de férias e vou ver a família, o que não pretendia conseguir fazer antes de meados de Setembro, altura em que tenho férias (marcadas para trabalhar dados da tese, mas com a esperança de ir, pelo menos, descansar durante uns dias...).

No meio disto tudo, constato que estou numa fase (não é astrológica, apesar de alguns astros andarem às turras) que eu baptizei, há muitos anos atrás, de "Strange Days", devido à canção dos Doors (uma das minhas bandas favoritas).

Sim, são Strange Days, em que tudo pode acontecer, o inesperado, o bom, o menos bom, o invulgar...
Normalmente, surgem e obrigam-me a "jogo de cintura", a espremer a minha essência, a mostrar a minha fibra, de que matéria sou feita. A derrubar as muralhas que eu própria crio para me defender do resto do mundo, a ser e estar "frágil"...
Mas nunca "frágil" foi sinónimo de fraqueza, pois não o é...
É sinónimo de pureza, de essencial, de exposição, de sensibilidade.
Eu, no meu estado mais puro.

Não são maus dias, por muitas dificuldades e desafios que surjam...

São apenas...

Strange Days...


sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

O Caminho...

"Se todos na Terra reconhecerem a beleza como bela,
desta forma já se pressupõe a fealdade.
Se todos na Terra reconhecerem o bem como o bem,
deste modo já se pressupõe o mal.
Porque Ser e Não-ser geram-se mutuamente.
O fácil e o difícil complementam-se.
O longo e o curto definem-se um ao outro.
O som e o silêncio casam-se um com o outro.
O antes e o depois seguem-se mutuamente.
Assim também é o sábio:
permanece na acção sem agir,
ensina sem nada dizer.
A todos os seres que o procuram
ele não se nega.
Ele cria, e ainda assim nada tem.
Age e não guarda coisa alguma.
Realizada a obra,
não se apega a ela.
E é justamente por não se apegar,
que continua a prosperar."


(adaptado de “Tao Te King”, de Lao Tse)

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Não vi...

... estrelas cadentes, ontem, porque estava nublado!...

Mas vi uma trovoada fantástica e diverti-me imenso ao jantar, que desta vez foi um delicioso e magnífico Caril de Frango*...


*Queixa-te, Ji, queixa-te... É bem feita, que tu também gostas de "meter-nojo"... :p ;)

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Estrelas...

Ontem não vi, ou antes, não andei à procura delas...

Se tudo correr bem, hoje vou ver!

:)

Já desde garota que não assisto a uma chuva de estrelas...


Depois conto, se as vir!!!

Beijos

http://blog.gem51.com/2009/08/11/chuva-de-estrelas-perseidas/

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

6...

... Anos que já passaram...

Conheci-te na manhã de 11 de Agosto de 2003.

Fui-te conhecendo melhor, aos poucos.
Nem um mês depois, já gostava muito de ti.

Hoje, confesso que te adoro.
Tal como já confessei muitas vezes.

Tiraste a monotonia desta terrinha maledicta, apoiaste-me nos momentos difíceis, fizemos loucuras, partilhámos lágrimas e sorrisos. Partilhámos silêncios e gritos e conversas e olhares. Comunicámos com o brilho dos olhos e ríamos secretamente daquilo que líamos nos pensamentos. Deixámos muita gente à toa com a nossa cumplicidade.

Quem, além de ti, me atendia o telefone às tantas da madrugada, para me fazer companhia enquanto viajava?
Quem, além de ti, compreende tão bem como caracóis e ice-tea me assentam às mil maravilhas?... :D
Quem, além de ti, é capaz de me dar na cabeça sem me magoar?
Quem, além de ti, se responsabiliza por aquelas coisas para as quais não tenho tempo nem vontade, como a pressão dos pneus do carro??...

Por tudo o que já passámos...
Por tudo o que ainda vamos passar...

Obrigada, Joana, pela amiga formidável que és!

Agradeço estes 6 anos do fundo do coração!!!


(O nosso jantar de festejo de 6 anos!)

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Lua...

Deus te abençoe, Lua Nova,
é a primeira vez que te vejo.

Livra-me, a mim e aos meus,
de águas correntes,
fogos ardentes
e línguas de más gentes.

E Nossa Senhora me faça Sua serva
Como a ti te fez
Lua Nova, Lua Velha...




Oração ensinada "ao vivo e a cores" por uma benzedeira muito engraçada, que ma fez aprender e escrever num início de uma noite em que a Lua Cheia tinha nascido há pouco e estava absolutamente fantástica (adaptei-a ligeiramente).
Deve ser rezada aquando da primeira vez em que se vê a Lua, em cada Noite.
Aprendi, noutro contexto que não este, que a Lua Velha não é a Lua Cheia, mas sim aquele bocadinho pequenino de Lua que se vê no Quarto Minguante, 1 ou 2 dias antes da Lua Nova.
Uma outra benzedeira disse-me que esta oração é poderosíssima, eu acho-a simplesmente bonita. :)

domingo, 9 de Agosto de 2009

Sexo ao Ar Livre

É Verão!

É tempo de curtir a praia, o sol, o campo, as férias, é tempo de descontracção, de roupas curtas e leves, de cheiros e sabores quentes e intensos...

É tempo de SEXO, para quem anda estagnado no resto do ano, para quem é mais inibido.

E Sexo ao Ar Livre?? Quem gosta??
(Quem gosta ponha o dedo no ar...)

Eu gosto. Nos pinhais, eucaliptais, cabeços de montes, fundos de vales, beiras de rios, praias...

É óptimo, é salutar, é um acto natural no meio da natureza.

Tem alguns inconvenientes, claro...

Entre os bófias a aparecer (os verdadeiros empata-fod@s), os delinquentes a esvaziarem pneus, os voyers, os mosquitos, a areia, etc., etc., etc., tornou-se um acto cuja privacidade ficou bastante limitada pelo facto de quase toda a gente andar com telemóveis com máquina fotográfica, ou, simplesmente, máquina fotográfica...

E tal, resulta em fotografias completamente abusivas, como as que se seguem, e, ainda por cima , publicadas na internet... Já não há respeito pela privacidade!!!







Fotografias tiradas da net... EU AVISEI!!!!

:D


PS - E a quem o pratica de forma segura (utilizando o preservativo), é favor não deixarem nem a "casca" nem a "pele" pelos campos, que isso não é biodegradável!!! Percebido???

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Visitas...


na cela Azul...



Obrigada... :)

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Afinal...

... De quem é a Culpa!?!??!?!

Ando estourada!
Entre o mestrado, trabalho, compromissos familiares, requisições de amigos, mais kms que aqueles que me apeteciam fazer nestes últimos tempos, noites mal dormidas (não por serem curtas, mas por serem mal dormidas mesmo), esta noite ainda tive o "brinde" de acordar indisposta às 3.00 AM e não pregar olho até as 5.oo AM, com uma espécie de paragem de digestão, completamente engorgomitada... :s

Ou seja, de manhã, acordei em estilo "zombie" e fui trabalhar.
Abro o meu mail e...

Vejo isto:

Desgaste energético

Marte em quadratura com Sol natal
Alerta vermelho para a sua vitalidade, Fada: Entre os dias 05/08 (ontem) às 23h01 e 22/08 às 16h59, o planeta Marte estará "brigando" com o Sol do seu mapa de nascimento, e este tende a ser um período de desgaste desnecessário de sua vitalidade. A sensação deste momento tende a envolver a idéia do uso excessivo de força para fazer coisas simples, algo do estilo "usar força de 1 quilo para levantar um objeto de 200 gramas". Neste momento, convém organizar direitinho seus afazeres, caso contrário o risco é o de você se desgastar demais com uma coisa que não exigia tanto desgaste, e na hora de ter que usar uma força especial em algo que de fato demandava mais atenção, você perceberá que se exauriu. Mas a idéia é a de que você, ao saber disso antecipadamente, mude esta tendência. Ter consciência do processo é uma chave para você se organizar melhor, Fada, e evitar esta perda desnecessária de vitalidade. A propósito, se você faz atividade física, que tal diminuir o ritmo um pouquinho neste momento? Isto pode evitar um tendão machucado, ou algo parecido...

(Ora aqui menciono já as minhas contracturas de estimação, e o facto do osteopata ter dito que ando a acumular tensão na zona lombar...)

Uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Procure avaliar esta tendência neste momento, a fim de não se tornar uma espécie de sabotador da própria vontade, Fada!

(O que eu queria mesmo, mesmo , mesmo??? Férias!!! Descansar!!! Previsão de o fazer: Lá para o Natal... :s)

Esta é uma fase para você evitar desgastes desnecessários de energia. Se você tem que acordar cedo amanhã, para que perder noite? Se você sabe que terá que se dedicar muito a algo importante, não é inteligente marcar coisas demais no período próximo a isso. Concentrar melhor as próprias energias vitais é uma necessidade para este momento. E isso envolve, acima de tudo, ter uma boa alimentação, boas noites de sono, enfim, atos que qualifiquem melhor a sua vida física.

(Aaaaahhh!!! Eu até posso não marcar, mas marcam-mas!!! :s )

Caso você não atente para a necessidade de um maior controle de sua energia vital, poderá experimentar uma forte tendência para ataques de raiva e até mesmo para a fúria. Frustrações sexuais podem ocorrer também. Não se force a nada. Haverá muito tempo para sexo no futuro, afinal!

(Ataques de raiva??? Ahahahaha EU?!?!?!?!? Ahahahahaha Nem com TPM... :p Frustrações sexuais?!?!??! Ahahahahahaah Não, não vou comentar........ :p )

Inclusive, Fada, tenha uma atenção redobrada no que concerne aos dias entre 05/08 (Ontem) e 08/08, pois nestes dias o Sol em trânsito estará reforçando o desgaste energético de Marte, e você pode até ter alguma doença se não se cuidar direito e não souber respeitar seus limites físicos neste período! Melhor prevenir do que remediar, não é mesmo? Como eu disse acima, durma bem, coma direito, nada muito pesado, cultive um estilo mais light neste momento. Você terá muitos momentos de sua vida para curtir um estilo mais pesado, mas respeite estes dias, quem sai ganhando é você!

(Ora porra... Eu bem sabia que comer as sardinhas e as carnes grelhadas da festa de aniversário de ontem não era muito bom, não... Mas porra! Deviam ter avisado antes!!!)



Conclusão:
Afinal, a culpa de eu andar exausta é de Marte andar à briga com o Sol... Estúpidos!!!

Parem lá com isso que eu preciso descansar, sim!?!??!

domingo, 2 de Agosto de 2009

Caminhei...

... ligeira, pela marginal.

Avancei para ti, sabia onde estavas.

Sentado, sereno, a olhar o mar, não me viste aproximar.

Abri os braços e carreguei-me de Sol e calor.
No cabelo, trago comigo o toque húmido da Maresia e nos lábios, prendi um Vento de beijos.


Cheguei junto de ti.


Envolvi-te com o meu abraço e partilhei contigo este toque de Verão.
Dei-te o meu calor, o Sol que trazia em mim.

E beijei-te...
Levemente, no rosto, uma Brisa leve de mimo e carinho...

Inspiraste e sentiste a Maresia, e soubeste que eu estava ali.


Hoje, fui o teu mar, o teu vento, o teu sol, o teu calor...
Amanhã... Serei a tua pele, o teu cheiro, o teu sabor...

Ainda...

... FELIZ e ainda EM OBRAS!!!

Que acham do novo fundo?????

Digam coisas! :D

Beijoooooooooos

sábado, 1 de Agosto de 2009

:)

Hoje, estou feliz!

Não que esteja tudo bem na minha Vida. Não que não tenha algumas preocupações...

Preocupam-me os meus pikenos, preocupa-me andar tão cansada e sem tempo para nada e a perspectiva da publicação de 2 artigos em breve, chateia o facto de estar a chover no 1º dia de Agosto! (Não vou para a praia, que este ano não devo ter direito a isso, mas... Porra, é 1 de Agosto, devia haver sol, muito sol e calor!!!)

Mas tudo isso se compõe, tudo isso há-de ir ao sítio, e perante alguma aparente adversidade, faz-se um sorriso e aceita-se o desafio! O de hoje, implicou mudar de planos, apenas... :)

De qualquer forma...


Estou feliz!


FELIZ!!!!


E pronto, era só para partilhar isto convosco!!!


:D


Beijitos a todos e bom Sábado!!! :)

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Orgasmo!!!

Como outros bloggers já referiram, hoje é o Dia Mundial do Orgasmo!!!

Manda a Tradição* que hoje todas as pessoas (desde as que estão na puberdade às que "só a comprimidos") tenham um orgasmo...
Além disso,

"Um Orgasmo por dia, dá saúde e alegria!"**

Na minha opinião, é um dia como o Natal:

"Sempre que o homem/mulher quiser!!!"

Portanto, quem hoje ainda não teve uma dosezinha de prazer, façam por isso!!!

Sós, ou acompanhados, mas...



Celebrem!!! :D



* Se não manda, devia mandar!!! :p
** Ou seria a maçã?... Huuummm... ;)

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Blog em obras!!!

A minha querida bloggerfriend e GRANDE ARTISTA Jane Doe está a fazer-me um refreshment à imagem!!!

Aguardem, que ainda não está pronto! :p


:)


Beijitos

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Crónicas da Floresta XIX

(XVIII)


Anno IV, Lua da Lebre


... ele segura-lhe o rosto com as mãos e beija-a nos lábios, atrevido, desejoso, rápido, deixando-a estupefacta, chocada, sem reacção.

Ele ri-se e dá-lhe um novo beijo, mais leve, enquanto ela diz, agitada, enervada,
“Caçador, estamos em público...”

O receio dela é por ele, que ele se meta em problemas, que seja prejudicado.

Ele ri-se novamente e apresenta-se à amiga dela.

A Fada ainda está em choque,
não interiorizou o gesto dele, um tumulto nervoso no coração não a deixa pensar.

Nunca pensara que ele viesse, muito menos esperara que ele a beijasse.

Ele pergunta-lhe o que vão fazer, para onde vão.
Deseja que ela responda que quer estar com ele, apenas com ele.

Ela precisa de tempo para pensar, para se acalmar, para por as ideias em ordem.
Decide que o melhor é irem para um local público, onde ele não tentará nada, acalmará o atrevimento.

Ele dá-lhe a mão, que ela quase não toca, consciente da aliança que lhe brilha no dedo e que sente arder na mão dela, como se lhe queimasse.
Consciente dos perigos a que ele está sujeito.

No entanto, contra todas as expectativas, ele veio. Está ali, veio ter com ela, sem medo, com vontade.

Ele está ali...

E ela pára de pensar, limita-se a sentir, a sentir o tumulto contraditório de receio e desejo e amor...

E sem pensar, abraça-o e beija-o, desejosa, enamorada, apaixonada, num beijo que marcou o início da redescoberta de um Amor já Antigo...”



(XX)

domingo, 26 de Julho de 2009

Crónicas da Floresta XVIII


(Crónicas da Floresta XVII - O Mestre)



Anno IV, Lua da Lebre

... contacta-a.

Ela provoca-o, brincalhona, convidando-o a ir ter com ela. Sabe que ele não virá, ela usa argumentos que desmotivarão qualquer humano que só queira sexo. Além do mais, é um risco para ele, ainda estão longe.

“Ele não virá”, pensa ela. “E isso só mostrará que o interesse dele é apenas básico.”

Ela vai passear com amigas, jantar, e preparam-se para sair para uma festa quando recebe uma mensagem dele.

Vou a caminho.”

Ela fica petrificada, por essa não esperava. Mas decide manter-se firme, afinal, são amigos.

Espera por ele, num parque, com uma amiga.

Vê-o chegar, e o coração dela salta, agitado.

Ele, de sorriso aberto e feliz, aproxima-se dela. Ela levanta o rosto para o cumprimentar educadamente e...”



(XIX)

Pain...

Custa-me não conseguir protegê-los da dor que se adivinha.
Custa-me não conseguir protegê-los destes baixos da vida.

Dói-me antecipadamente a dor que verei neles.
Dói-me não conseguir envolvê-los na luz dos dias brilhantes e felizes, protegendo-os para sempre.

I wonder...
Será esta aprendizagem só deles?... Ou minha, também?...

Dói-me, dói-me tanto... A incapacidade de os proteger dói-me tanto...

E as lágrimas finalmente caiem, ligeiras e pouco tímidas.


Estarei sempre aqui para vocês... Prometo.




quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Foi neste dia...

Hoje, vi-te.

O primeiro dia depois do acidente.

Quando te senti chegar, o meu coração parou.
Como estarias, como virias, como olharias para mim?...”, pensou o meu coração.

Queria abraçar-te, esquecer o quanto me magoaste, as discussões parvas, queria apenas acarinhar-te e dizer-te:
“Estou aqui, sou tua amiga, estou aqui para o que precisares...”

Viste-me e o teu olhar disse tudo.
“Tive tantas saudades tuas, senti tanto a tua falta!!!”

Mas a tua boca fechou-se, naquele orgulho e naquele medo de um futuro que poderia ser feliz.

Nada disseste e o meu coração recomeçou a bater. O meu cérebro ficou frio e os meus olhos gelaram para ti.

Os meus braços cruzaram-se sobre o peito, proibindo o abraço que eu queria dar e que tu ansiavas receber, a minha boca cerrou-se após um “Olá.” falsamente sereno e indiferente.

Ao qual respondeste com a boca, enquanto a tua Alma chamava por mim. Mas Tu não disseste nada.

No peito, o meu coração ainda gritou e chorou: “Porque gosto de ti se só me magoas??? Porque sou tua amiga??? Porque me preocupo contigo???”

E a minha cabeça, calou o coração com uma resposta: “Se não te aprecia nem te dá valor, é porque não te merece. E se não te merece, não vale a pena, esquece.”

O meu coração choramingou, cá dentro: “Às vezes, parece que só aquilo que nos dói nos faz sentirmo-nos vivos...”

Então, o meu espírito interviu e respondeu: “Não, coraçãozinho, esqueceste-te de quando rebentas de alegria? Quando explodes de amor?... A vida é assim mesmo, uns momentos bons e outros menos bons... Mas somos todos fortes, unidos somos imparáveis! Deixa fluir, não forces caminhos, que o que nos pertence surgirá depois de limpas as lágrimas... Existe alguém que nos merece, e esse alguém... Somos nós!”

E assim, com esta conversa interior, a resolução foi tomada.

E assim, foi neste dia...

Foi neste dia que te deixei.
Nem sequer te disse adeus, e limitei-me a partir.

Pois se não respondias às minhas saudações, porque haveria de me despedir de ti??

Olhei para ti uma última vez, virei costas e parti.

Olhei-te, sem qualquer intenção de memorizar o teu rosto ou o momento, sequer.
Na verdade, olhei-te sem sequer te ver. Sem sequer querer saber se tu te incomodarias com a minha partida.

Olhei-te, virei costas e deixei-te, na ruína de ti.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

A cor...

da cela é...




... Anil...


Agradecem-se desde já as visitas! :)

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Alma

Soltei-me do meu corpo.
E fui à tua procura...

Deslizei, procurando-te, por entre rios e vales e florestas e praias e céu.
Não te encontrei de imediato, mas eu sabia que não estavas por ali.

Fui colhendo cores e odores e sons e sabores e sensações.

Fui colhendo, conforme queria, e levo-os comigo.

Nos rios, colhi cores de arco-íris em espumas e salpicos, de peixes e algas, de conchas e barcos.
Odores frescos de hortelã e da madeira dos salgueiros, de água límpida e pura.
Colhi sons de crianças que brincam na água, de remos de barcos de gente que passeia, de ondulações ribeirinhas que gemem nas rochas.
Colhi sabores a dias límpidos que correm velozes como o rio, a peixinhos de escabeche, a chás de poejos e mergulhos de liberdade.
Colhi sensações de areia macia, de pedras polidas, de frescura delicada, de brisa na pele.

Nos vales, colhi verdes dos trevos e amarelos dos cereais, brancos de flores e laranjas e azuis e vermelhos das asas das borboletas.
Odores de bela-luz e figueiras, de erva cortada e feno deixado a secar.
Colhi sons de ovelhas calmas e arfares alegres de cães brincalhões, de vento nas velas dos moinhos e de cânticos nas ceifas.
Colhi sabores de queijos amanteigados e vinhos encorpados, de pão de centeio e doces de frutas, de marmelada e mel.
Colhi sensações da pele macia de pêssegos maduros, de delicadas pétalas das rosas e fluidez de azeite virgem.

Na floresta, colhi verdes e castanhos de pinheiros e carvalhos e castanheiros e pilriteiros, vermelhos de medronhos, amarelos de margaridas e azuis de pássaros.
Colhi cheiros de caruma e de musgo e de mistério, de terra e de raízes e de resina.
Colhi o murmúrio do vento nos pinheiros e o estalar de madeiras, o abrir das pinhas e o som inaudível de sementes a germinar.
Colhi sabores a castanhas e bolotas e pinhões e cogumelos selvagens.
Colhi sensações de macieza dos troncos antigos e das folhas novas, de rugosidades ligeiras de pedaços de granito.

Nas praias, colhi azuis de mar e amarelos de areia, brancos de madrepérolas, roxos de ouriços-do-mar e laranjas e rosas de anémonas presas no castanho das rochas, que colhi também.
Colhi o perfume salgado do ar, fresco e convidativo, o odor da areia quente, de férias e descanso e relaxamento.
Colhi o marulhar das ondas, o riso das crianças que constróiem castelos e os gritos das gaivotas que voam serenas.
Colhi sabores a bolas-de-berlim e bolacha-americana e gelados e sumos frescos e marisco nas esplanadas.
Colhi sensações de arrepios ao entrar na água e de corpos relaxados a secar ao sol, de livros folheados calmamente e de cremes protectores na pele.

No céu, colhi o azul do Verão e todo o arco do arco-íris, o índigo da noite, o branco das nuvens e todos os tons luminosos do pôr-do-sol e do nascer também.
Colhi o cheiro de uma trovoada de Verão e de dias amenos e felizes.
Colhi o assobio do vento e as conversas dos anjos.
Colhi o gosto da aventura de um salto no infinito e a felicidade de planar.
Colhi sensações de leveza e imortalidade.

Colhi ainda uma estrela brilhante, que fui juntando a tudo, dentro da minha Alma.

E então, procurei-te onde sabia que estavas, na tua casa.
Não deste pela minha demora, pois não sabes que no poder da minha Alma está a capacidade de demorar nesta viagem um segundo ou a milionésima parte dum nanossegundo, é o tempo que eu quiser.

Mal deste pela minha chegada, sentiste apenas a minha presença incorpórea, e eu aproximei-me de ti, devagarinho, suavemente.

Abri a minha Alma e envolvi-te nas cores e odores e sons e sabores e sensações que tinha colhido para ti, envolvi-te meigamente num Abraço forte, sentido, amigo, carinhoso, companheiro, sem palavras, sem cobranças, sem tempo, sem pressa.

Pois a Amizade é a mais bela forma de Amor...
... e só o Amor é Real.

sábado, 18 de Julho de 2009

Imperdível!!! :D

Diz um puto francês para um puto português:
- Eu como chocolate e tu comes broa...

O puto português conta à mãe o sucedido e a mãe diz para ele dizer o seguinte:
"Eu tenho o PS no governo e tu não tens..."

No dia a seguir o puto francês volta a dizer ao puto português:
- Eu como chocolate e tu comes broa...
E o português respondeu:
- Eu tenho o PS no governo e tu não tens...

O puto francês foi para casa e disse à mãe o que o puto português lhe disse e a mãe disse-lhe:
- Olha, diz-lhe que não tens, mas que também vais ter!!!

No outro dia o puto francês disse:
- Eu como chocolate e tu comes broa..
Diz o puto português:
- Eu tenho o PS no governo e tu não tens...
Diz o puto francês:
- Não tenho mas vou ter...
Diz o puto português:
- Então vais passar a comer broa que te vais f*der ...




Ahahahahahaha
Recebi esta agorinha, acho que está linda! Pois, porque chorar das nossas misérias não nos adianta de muito... Ao menos rir, faz bem à saúde! :D

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

A Dança...

Um casal muçulmano 'moderno', que prepara o casamento religioso, visita um Mullah para pedir conselhos. No final, o Mullah pergunta se eles têm mais alguma dúvida.

O homem pergunta :
- Nós sabemos que é uma tradição no Islão os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas na nossa festa de casamento, gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos.

-Absolutamente, não ! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados.
- Então após a cerimónia eu não posso dançar nem com minha própria mulher?
- Não - respondeu o Mullah - É proibido pelo Islão.
- Está bem - diz o homem - E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! No Islão, o sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- Mulher por cima? - pergunta o homem.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer!
- De gatas?
- Claro! Alá é Grande!
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- Posso fazê-lo, então, com as minhas quatro mulheres juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly, acessórios de couro, um pote de mel e videos pornográficos?
-Claro que pode! Alá é Grande!
-Podemos fazer de pé?
- Nãããããão, isso é que não! DE MANEIRA NENHUMA! diz o Mullah.
- E porque não? pergunta o homem, surpreso.
- Porque vocês podem entusiasmar-se e começar a dançar...
(Opá, só pela descrição das posições e dos stresses, acho que a anedota está fixe! lol)

Preciso dum homem...

... giro e que saiba o que faz, para me massajar o corpinho com óleo de amêndoas doces com alfazema e adormecer assim, como que, no Paraíso...
Voluntários?..........

domingo, 12 de Julho de 2009

Um dia destes...

... conto-vos as peripécias deste fim-de-semana... :D

Hoje não dá, estou exausta... -)

Beijitos :)

"Nesta casa...

... não há dinheiro, mas ainda há pão e dormidas!", disse eu para a minha tia, perante o espanto dela com as transformações cá do canto...

Neste momento, ela dorme no meu colchão de solteira, na minha salinha de lazer/terapias alternativas/quarto de visitas, eu estou no escritório/sala de jantar/quarto de visitas, com um colchão de espuma à minha espera (colchãozinho de muitos fins-de-semana em passeios), a Nº 4 dorme num sofá-cambalhota de solteira, a Nº 5 e o Nº 6 no meu cambalhota de casal, na minha cama dorme a minha irmã, sozinha porque o meu cunhado estava acalorado e decidiu ir buscar as minhas esteiras e fazer uma cama para ele no chão.

Os miúdos dormem serenamente, estão estafados, o dia foi em cheio!!!
O meu cunhado ressona e ouve-se na casa toda... :p
E isto é apenas um simples T2!!! :D
Mas... É o meu canto e dá para receber quem amo, por isso... Estou feliz!!! :D

Eu só estou à espera de descarregar umas fotos para ir dormir... Estou KO, levantei-me às 6 e tal e mais logo vai ser um dia em cheio também!

Beijitos e boa noite!

:)

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Toda Tua

Esta Noite, sou Toda Tua...
Vem, acarinha-me, mima-me, aconchega-me...
Leva-me nos teus braços e deita-me no ninho macio...
Cuida de mim, esta Noite...

Esta Noite, sou Toda Tua...
Acaricia-me e lava de mim todas as dores, as preocupações e o cansaço...
Promete-me que o Mundo lá fora nunca deixará de ser Belo e que o Amor é Eterno...
Trata de mim, esta Noite...

Esta Noite, sou Toda Tua...
Suaviza-me a Alma e partilha comigo o teu doce e o teu sal...
Dá-me sorrisos de estrelas e deixa-me repousar a face no teu ombro, a mão no teu peito...
Dá-me o teu terno calor, esta Noite...

Esta noite, sou Toda Tua...
Tanto quanto Tu és...
Meu...

ATCHIMMM!!!

Espirrei ao chegar a casa!

(Pânico, pânico, pânico!!!!)

Será que estou com Gripe A? Ou Gripe B? Ou Gripe C????????

Huummmm...

Acho que estou mesmo é toda gira*, e ter entrado num sítio fresco vinda do calor fez-me espirrar!!!



Ass.: Fada, a espirrar desde 1975! :D


* com a saia linda da Desigual que mamãe deu nos anos!!!

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

I Am Wonderful


Há dias em que acordamos e nos sentimos feios/as, gordos/gordas, insignificantes... Hoje, NÃO FOI um dia desses! :D

Hoje, foi um dia em que acordei bonita (despenteada, mas isso é o meu estado normal... lol) e senti-me sempre assim, o dia todo!!!

Vesti um vestidinho bonitinho, todo branco, calcei uma sandaloca rasa, brincos azuis, um jeito no cabelo, e lá fui eu, trabalhar toda pimpinela.

Mal chego, recebo um elogio rasgado dum colega, depois os piropos e brincadeiras das colegas-mulheres, e a manhã passou serena. Fui almoçar fora, as usual, e senti que tanto homens como mulheres me miravam com agrado e curiosidade.

É Verão e eu sou feliz! :D

À tarde, foi a vez do chefe brincar comigo a perguntar se me ia casar e disse que eu estava muito bonita. (O meu chefe é um cavalheiro e não tem problemas em dizer isso a ninguém, nem elogiar quem quer que seja.) :)

Bem, saí do trabalho e fui cortar o cabelo.
O meu cabelo é especial, mantém-se no formato "penteado" umas poucas horitas e depois... esqueçam!
É rebelde e leve e abundante e eu gosto dele assim, fico toda despenteada, mas... É a natureza dele, e nem pensar em enchê-lo de gel e porcarias (uma informação à parte: tenho 34 anos, não pinto o cabelo e não tenho um único branco :D ) para o domesticar, isso só nos casamentos e... e... ;)

Saio da cabeleireira com o cabelo todo esticadinho e vou buscar a roupa que tinha deixado para passar (faz como eu, Smootha!), e a senhora diz que eu estou muito bonita, e que pareço mais nova, que pareço ter 23 anos!!! :D
(Normalmente dão-me 27, 28, mas 23!!! UAUUUU :D)

Os meninos que me desculpem, mas os elogios sinceros das MULHERES que nos rodeiam são MUITO mais valiosos do que os dos meninos! Porque para uma mulher elogiar outra, é porque está a ser absolutamente sincera (além de não nos estar a adoçar...com segundas intenções), pelo menos eu entendo as coisas assim!

Bem, andei toda feliz e contente o dia todo, além de ter duas lindas bloggerfriends a elogiarem-me, e uma coisa é certa: Quando estiver com o ego em baixo, (na TPM, por exemplo) venho reler este post e assim, já o afago! :D

Para finalizar a beleza do meu dia, e do meu dia em beleza, vi esta belíssima paisagem, ao som duma música que cai que nem ginjas: "Say I am Wonderful", de Gary Go (que não consigo trazer para aqui devido aos direitos de autor... azar o deles!), apesar de, na verdade, me ter feito lembrar a música que ouço sentadinha n' Um Banco no Jardim do Walter Fane, "Sunsets and Guitars".



Boa noite a todos!!!

Beijitos :)

Na verdade...

EU NÃO PRECISO DE PERDER PESO por aí além...

Eu preciso é de perder VOLUME*!!! :D






Fada, com IMC = 25,56!!!

* E nem é assim tanto, ouviram, meninos LBJ e Puck que insistem que eu sou uma fada roliça???... :p

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Amo (-te n)a Noite

Sentada no chão da minha varanda, encostada à parede, na posição de "chinês" como dizem os miúdos, sinto a Noite.

A Lua Cheia acordou à pouco, ainda vem baixa, parece um magnífico e apetitoso queijo da Serra, de tão redondinha e amarela que está.

A temperatura está deliciosamente amena, aquela temperatura certa que nem é calor nem frescura, que apetece-nos deixar ficar apenas a sentir, e a brisa é tão leve, mas tão leve, que parece o roçagar do bater suave das asas de um pássaro qualquer.

Inspiro.
Cheira-me intensamente a mel das tílias em flor do bairro, e nesse perfume, misturam-se notas de bela-luz, tomilho, alfazema, alecrim e hortelã-pimenta das minhas plantas espalhadas pelos vasos.

O céu está com aquela cor que nem é azul nem é negro, eu chamá-lo-ia de anil, de índigo... Vejo algumas estrelas, poucas, que o brilho da Lua ofusca-as, tal como a iluminação pública da cidade adormecida.

Ouço um cão a ladrar ao longe, algumas aves nocturnas que piam, a brisa nos cedros, murmúrios sussurrados de gente noutras varandas, que também não querem perturbar a Noite.

Vejo, ouço, cheiro, saboreio e sinto a Noite, sinto-a dentro de mim, tão bela, tão protectora, tão misteriosa e acolhedora, sinto a Noite, e sinto-te tão perto apesar de estares distante de mim anos-Luz, séculos-Luz, e nesta harmonia que sinto, nesta calma e paz que me envolve, murmuro, baixinho, para não perturbar, baixinho, para não te acordar, mas com o som transportável nesta brisa, murmuro, apenas:

Amo-te...

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Crónicas da Floresta XVII – O Mestre

(XVI)

Na Noite, ela sorri, pensando em como o Mestre esteve sempre disponível para a ajudar.
Ele tinha tantas fadas e tantos humanos a cargo dele, que ela evitava recorrer a ele, mas... Às vezes era mesmo preciso...

Anno IV, Lua da Lebre

A Fada procura o Mestre.
Ele tem-na ajudado a crescer, as asas dela estão cada vez maiores e com mais brilho, já têm o comprimento de um braço e são azuis clarinhas.

Ela sente-se orgulhosa do seu crescimento.

Mas o Mestre não lhe facilita a vida, ele é um educador, é duro, embora benevolente.

Ela conta-lhe a história com o Caçador. A visão que teve, as conversas trocadas, o que sente.

Ele trata as asas dela, alisando-as com luz para que cresçam melhor.

No final, diz-lhe:

“Fada, ele é apenas um humano, e os homens humanos só pensam numa coisa: sexo. Ainda para mais, és meia fada e isso fascina-o. O interesse dele é apenas tesão, deixa-o tratar da vida dele, não lhe dês importância.”

Ela responde: “E a visão que tive?...”

“É apenas... Não ligues...”,
o Mestre reconheceu aquela visão como uma regressão, mas não lho diz. Sabe que ela ficará presa ao Passado de outra Vida, de outro Tempo, e não quer que ela se prenda, ela não viu o que ele vira mais nesse Passado, a vida é para ser vivida agora, e o que foi, já não torna a ser.

A Fada assente e despede-se, cheia de energia e com as asas a brilharem, limpas e frescas.
Mal sai de junto do Mestre, o Caçador..."


segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Crónicas da Floresta XVI

(Lua das Sementes - 12 - Felicidade)


Pela floresta, ela caminha, lembrando os primeiros tempos da nova história deles. Da história desta Vida.

Caminha, baixando-se de vez em quando para cuidar de uma ou outra árvore, um ou outro animal.

Borboletas amarelas esvoaçam à volta dela, numa dança de sol e alegria, juntamente com pirilampos.
A Lua Cheia ainda não se vê, mas a noite está clara.

Relembra os primeiros tempos, com alguma emoção.

E dor.

Anno IV

Após a confissão dos seus sentimentos, ela sentira-se muito mais aliviada. E sentira-o feliz. Ele não lhe correspondera nas palavras, mas ela sabia que ele dificilmente lhas diria.
Não se importava.
Sentira a felicidade dele, e sentira-se bem com isso.

Os dias e as noites sucederam-se, a Lua minguou, e eles continuavam a falar
todos os dias, todas as noites.

Mas ela tinha receio dos seus próprios sentimentos, tinha receio da dor que adivinhava.

Sabia que ele não podia separar-se da mulher. Sabia, tinha a certeza disso.
Mas...
Ela desejava-o tanto como ao ar que precisava para respirar, amava-o tanto que até a Alma lhe doía...

A realidade era dolorosa demais.

Estavam longe um do outro.
Ele não podia separar-se.
A Dama-de-Fogo iria reagir mal, e ela não duvidava que ela viria a saber.

Sentia-se aflita e confusa.

Decidiu ir falar com o Mestre.”

sábado, 4 de Julho de 2009

Montou-me...


Ele chega. Entra em minha casa, sorri e cumprimenta-me.


É um dos homens mais bonitos que conheço.


Moreno, olhos castanhos com um estranho e exótico toque de verde, mas não daquele verde raiado no castanho, é mais uma mistura indefenida.

Alto, cerca de 1,80m, corpinho atlético que deixa as miúdas a babar.

Sorri-me, e vejo um sorriso perfeito, espontâneo, dentes alinhados e brancos, boca generosa na cor e no gesto. Lábios bem delineados.


É mesmo um dos homens mais bonitos que conheço.


Dirigimo-nos para o quarto.
“Como queres?”, pergunta ele, a olhar-me a sorrir.

Estou toda excitada, há dias que espero por aquele momento.


Digo-lhe o que quero. E ele cumpre.

Duas vezes.
Na perfeição.


Deixa-me satisfeita, mesmo contente, há coisas na vida que sabem bem por serem tão simples. E por serem tão agradavelmente generosas.

Lava-se.

Despede-se de mim com dois beijos, e eu vejo-o ir embora. Vou à varanda dizer-lhe adeus, aceno com a mão. Não o faço a toda a gente, mas ele... Não é “toda a gente”.

É um homem especial.
E eu, amo-o. Muito.





Regresso ao quarto, onde a sujeira do que fizémos pede a minha atenção.
Limpo o berbequim do pó, limpo o chão.



O meu mano caçula é mesmo um gaijo fixe, ainda bem que veio até cá montar-me e compor-me o bendito varão do armário que estava estragado há já uns tempos...

:D

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

"Apetece-me algo...

...BOM, Ambrósio!", disse a Senhora, na limusine.

"Tomei a liberdade de pensar em sexo oral, Senhora", responde o Ambrósio, enquanto conduzia.

"Ai, que ideia maravilhosa!!!"

E param o carro e ela dedica-se ao motorista.

Continuam viagem.

Uns kms mais à frente, ela desabafa:
"Ai, Ambrósio, ainda me apetece algo...bom..."

Responde o Ambrósio:
"Tomei a liberdade de pensar em sexo anal, Senhora!"

Entusiasmada, ela diz:
"AI, que rica ideia, Ambrósio!..."

Param o carro e ela é sodomizada pelo motorista.

Continuam viagem. Uns kms mais à frente... Ela ainda quer mais...

"Ambrósio... Ainda me apetece algo...bom..."
"Senhora, tomei a liberdade de tornar a pensar em sexo anal..."
"Sim, sim, Ambrósio, que ideia excelente!!!"

Novamente, ela é alegremente sodomizada pelo motorista.

Continuam viagem.
Passados alguns kms...


Diz a Senhora:
"Ai, Ambrósio, dói-me o cú..."

"Deve ser dos chocolates, Senhora..."

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

As visitas...

podem-se dirigir à cela Violeta.




Obrigada... :)