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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Eu e o Facebook, mais uma vez...



Hoje, fiz uma limpezazinha no meu Facebook.
Ia para retirar apenas 3 pessoas/entidades, e acabei por retirar 17.
As que queria inicialmente, outras que foram surgindo, e algumas contas já desactivadas e pelas quais nem tinha dado falta.
E páginas que, no início em que pouco percebia do assunto (não que agora perceba muito...), pedi amizade, mas afinal eram "particulares" e não "páginas" a sério.
E porquê?
Porque uma pessoa foi rude, e eu não tenho paciência.
Porque outras, com quem me relacionei algures no tempo, acabam por me ser indiferentes nesta fase da vida, e não me interessa nem o que fazem nem o que deixam de fazer.

Porque, apesar de não fazer do facebook algo tão pessoal como são os meus blogues, não deixa de ser "meu" e há coisas que, simplesmente, não me interessam saber, nem o que alguns publicam, nem o que isso revela sobre elas.
E pronto.
Sinto-me como quem esteve a dar uma volta ao armário e pôs roupa de lado, porque não tem mais utilidade. 
E, assim, fica o armário mais leve, mais arejado. :)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Facebook meu, Facebook meu, há alguém mais popular do que eu?

Há.
Uns bons milhares de pessoas!... :D
Eu, Fada, me confesso: rejeitei a ideia e hesitei muito em aderir ao Facebook.
Fi-lo, há poucos anos, para poder ter acesso a umas fotografias dum grupo a que pertencia. E para ter a certeza que não publicariam fotografias de "mim"... :P

Sou esquisitinha com demasiada exposição... E não, comigo não vão ver fotos de biquini nem selfies, nem nada do género. Quem me conhece, não precisa de uma foto minha para me "pedir amizade", e quem não me conhece, não precisa de ser "meu amigo". Certo?
Com o Facebook, reencontrei pessoas que não via há muitos anos, e vou espreitando o que antigos colegas estão a fazer no momento, e uma ou outra publicação que me chama mais a atenção.
Pertenço a grupos com temas do meu interesse, e sigo uma ou outra página que me podem chamar a atenção, chegando a fazer likes em páginas de amigos, para divulgação de alguns dos seus produtos (se o Facebook não serve para ajudar os amigos com a divulgação, não serve para nada, quanto a mim...).
Durante algum tempo, só ligava o Facebook à noite, em casa, porque caí na asneira de experimentar uns jogos e fiquei um bocadinho viciada (assunto que já resolvi :D ).
Nos últimos meses, habituei-me a ligá-lo o dia todo.
E, infelizmente para mim, comecei a ter mais tempo para me "distrair" com certas publicações... :/

Reparo que há pessoas que vibram demais com a popularidade que têm (ou não têm) no  Facebook. Partilham textos ou fotos, ou qualquer tipo de material, e se não tiverem 500.000 likes, sentem-se infelizes.
Que publicam coisas do género "Se és meu amigo, partilha:", ou "Se gostas de mim, faz um like".
Obviamente, nem partilho nem faço like. A amizade e o interesse pelas pessoas não se mede por esse tipo de atenção. Prefiro mandar-lhes uma mensagem privada ou ligar-lhes, mesmo, se sinto que estão nalgum período de carência de mimo.
E, um dia destes, dei comigo a sentir-me, de algum modo, perturbada pela ausência de likes de certas pessoas nas minhas publicações, e até com a ocultação de determinados comentários meus nas suas cronologias.

Foi uma sensação que durou 2 segundos: o segundo em que senti e o segundo em que me apercebi do que estava a sentir.
Depois, enxotei de mim essa sensação, na absoluta consciência que cada um faz o que quer na sua página e faz likes onde bem entender, e que não me devo sentir "menos bem" por causa disso.
Que, tal como eles, eu faço o mesmo, embora seja um pouco mais cuidadosa na maneira como o faço (o único comentário que ocultei/retirei da minha página, foi seguida duma mensagem para essa pessoa, a explicar o motivo pelo qual o fiz), e que o facto de não fazer likes nalgumas publicações não significa que não tenha gostado ou não tenha lido. 
Significa apenas que faço o que quero, e não ando a trocar likes por likes, ou qualquer infantilidade do género. Que tenho a liberdade de o fazer. E que tenho de ser respeitada pelas minhas atitudes, tal como respeito as dos outros.
Dou comigo a pensar em como o Facebook nos poderá tornar "parte da manada" mesmo sem querermos. Começamos a ficar formatados para uns determinados objectivos, sentires ou pensares, se não estivermos atentos.

Dou comigo a pensar no tempo que perdi em coisas pouco importantes (ir no nível 1050 dum jogo, significa que perdi MUITAS HORAS nesse jogo, horas essas que poderiam ter sido, QUASE TODAS, melhor aproveitadas), e em como acabo por ler comentários infelizes em textos polémicos (o caso dos refugiados, por exemplo), que tornam o Meu Mundo mais triste e podre...
E, no Meu Mundo, ainda mando eu. E não quero determinada sujidade a entrar-me pelos olhos dentro, não quero ver certas podridões.
Porque eu sei que elas existem, e não estou alheia ao sofrimento de uns, nem às maldades de outro.
Mas tenho o direito de não ser bombardeada com as mesmas notícias horas a fio, tenho o direito de AGIR para melhorar o Meu Mundo (tenho o direito E o dever de agir, mais do que apenas "falar" sobre as coisas), tenho o direito de descansar e de me isolar da estupidez humana que pulula pela internet, escudada pelo "anonimato".
De facto, começo a ter vontade de desligar a internet mais vezes, e durante mais tempo.
Começo a ter saudades do Tempo em que não existia Facebook nem "redes sociais", que de "sociais" têm cada vez menos... E, se as redes sociais aproximam pessoas (como aconteceu comigo), também afastam pessoas e as isolam.
Tudo isto já se começa a parecer com um imenso rebanho cheio de ovelhas, cães, lobos, e uns alguns armados em pastores.
E eu, que não faço questão de ser lobo, ou cão, ou pastor, também nunca gostei da ideia de pertencer à carneirada... :P

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A idolatração da mediocridade


De há uns anos para cá, temos sido confrontados com cenas que, para pessoas inteligentes que (alguns de nós) somos, raiam o absurdo, o estranho e, acima de tudo, o medíocre.

Levamos (quem assiste, não é o meu caso) com programas de "entretenimento" que se designam por programas culturais mas que de culturais e cultura não têm nada, onde ganha(m) quem se porta pior, quem é mais burro, quem faz escândalo e peixeiradas.

Vemos revistas a venderem (desesperadamente, creio eu, para não irem ao charco pela falta de leitores sérios e a sério) capas de fofocas e mexericos e tretas da vida pessoal de figuras, mais ou menos públicas, mais ou menos púdicas.

Estupidificam-se as pessoas para que fiquem sossegadas... 

Acalma-se o rebanho, para que não se revoltem contra o pastor desatento, e se deixem comer pelos lobos que vigiam as vítimas...

"Pão e circo", já se dava na Antiga Roma, para entreter as pessoas e não haver reclamações acerca da Política, da Vida, de tudo.


Não deixa de ser caricato, mas mais do que caricato, não deixa de ser muito triste que alguns vídeos do youtube se tornem virais por serem tão maus (caso recente do estranho vídeo "Vai Anna, Go Anna", publicado há cerca de 3 meses por uma tal de Anna Santiago que ninguém conhece, que nos últimos dois dias atingiu as 340 000 visualizações, e que é um caso gritante de mau gosto e, até, de incentivo ao p*tedo) e que trabalhos excelentes de artistas portugueses (e estrangeiros) estejam por apreciar e partilhar dignamente... 

Como reflexo da apreciação pelo mórbido e da idolatração da mediocridade, estes números reflectem ainda a falta de cultura em que vivemos...

O "engraçado" nisto tudo, é que o que se vê na TV (seja em reality shows, sejam em novelas) passa a ser "permitido", pois já alguém o fez impunemente. Tratam-se mal as pessoas, é-se malcriado, brejeiro, absurdo, ladrão, ..., e aparece-se nas TVs e nas revistas a ganhar dinheiro... É assustador...

Começamos a ter gerações que desrespeitam o trabalho honesto, a educação, o civismo, as diferenças, e acima de tudo, a ter gerações sem nenhuma base de valores morais e com uma cultura tão básica que até dói, em troca do facilitismo e dos "15 minutos de fama" a que muitos aspiram...

Hoje, só para contrariar a tendência "youtubiana" de visualizações extraordinárias em coisas que não prestam, deixo-vos com dois vídeos de músicas que aprecio e que ainda não atingiram as 100 000 visualizações... 








Espero que gostem! :)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O meu cão foi para o Céu


O meu cão chama-se D. ou antes, o cão do meu irmão Caçula chamava-se D.
Estava connosco há 17 anos, já estava cego dum olho, por ter sido atropelado, já estava surdo, por causa da idade, e já resistira a um cancro junto da cauda que o fez passar por 3 operações, deixando sempre a veterinária espantada com a sua resistência e vontade de viver.
O meu cão chama-se D. e agora está no Céu.

Esta sexta-feira, quando cheguei a casa da minha Mãe, já bastante tarde, ela contou-me que o Caçula tinha encontrado o D. à chuva, a sofrer uma convulsão ou um ataque epilético, e que tinha estado a tratar dele.
Fiquei apreensiva e desci ao quintal, onde encontrei o D. num abrigo, imóvel, de olhos abertos sem expressão, e a respirar ruidosamente, com dificuldade.
Ajoelhei-me ao pé dele e comecei a fazer-lhe festas, e apercebi-me que ele tinha encharcado, de novo, as mantas secas que o meu irmão lhe tinha posto por cima.
Chamei o Caçula e pedi-lhe ajuda para fazermos uma cama nova, seca, mesmo sabendo que ele poderia sujar tudo, pois estava doente dos intestinos.
O meu mano trouxe mais mantas, e pegou no D., que não se mexia, nem reagia... Parecia em coma.
Colocámos protecção por baixo, as mantas secas por cima, e fiquei de novo a fazer-lhe festinhas.
De coração pequenino e lágrimas nos olhos.

O meu irmão disse-me, numa voz de quem me queria preparar: "Olha que ele não deve aguentar muito mais, se calhar não passa desta noite..."
E eu respondi: "Sim, mas se partir, ao menos que parta o mais confortável possível..."

E deixei-me estar junto dele, a fazer-lhe festinhas...
Ainda se agitou, e o Caçula avisou-me que ele poderia abocanhar-me sem querer, mas tal não aconteceu.
Este cão nunca, mas nunca mesmo, me magoou, nem mesmo sem querer.

Entretanto, o Caçula foi tratar doutros assuntos com o meu N.º 1 e eu fiquei sozinha com o D.

Senti-me tão triste, e doía-me vê-lo assim, a sofrer... Comecei a fazer-lhe reiki, e a rezar. 

E agradeci-lhe, agradeci-lhe toda a companhia e protecção que nos deu estes anos todos, desde que apareceu, num Outono há 17 anos atrás, talvez perdido, talvez abandonado.
Agradeci-lhe ter-nos adoptado, pois assumiu-se como nosso guardião, e protegeu-nos sempre... Num instante, ainda antes de ser oficialmente adoptado, ficou a conhecer os carros todos da casa, e ladrava de forma diferente em função de quem se aproximava e nós sabíamos sempre quem estava a chegar.

Agradeci-lhe todos os cuidados, as brincadeiras, os passeios, e enquanto falava com ele, e lhe fazia festas, senti que ele acalmou e adormeceu, com a respiração mais regular, embora parecesse constipado.

Rezei.
Rezei para que Deus acabasse com o sofrimento dele e o levasse para o Céu enquanto dormia, e de preferência que sonhasse que era cachorro de novo e andasse aos saltos no meio das ervas a perseguir pássaros e borboletas e coelhos.

Deixei-me estar mais um bocado a mimá-lo, até que fui cear, deixando-o a dormir.
Após a ceia, e antes de ir com o meu Músico para a nossa casinha, tive de ir vê-lo de novo.
Dormia... Calmo, sereno, quentinho.

Na manhã seguinte, liguei à minha Mãe a perguntar se já tinha ido ver do D. Ela confessou que ainda não tinha tido coragem, pois receava encontrá-lo morto, mas que o Caçula o tinha ido ver de madrugada e ele dormia.
Disse-me que já me dizia alguma coisa.

Passado um pouco, recebi uma SMS dela a dizer que o D. estava morto.

Chorei, pois este cão não era um cão qualquer, pelo menos para mim.
Foi o meu primeiro cão ou, de certa forma, o único. Nunca tive um cão, e na verdade, este cão era do Caçula, e não "meu" ou "nosso", mas continuo a achar que foi ele que nos adoptou e nos quis para família dele.
Era um cão inteligente e meigo, brincalhão e esperto, com um lindo pêlo cor de avelã e os olhos castanhos e doces.
Só implicava com o cão da vizinha, e com alguns gatos que se atreviam a provocá-lo; e um dia mordiscou o rabo dum senhor que se atravessou à frente dele, numa noite. [O senhor não sofreu nada de muito grave, só umas calças rotas e dois buraquinhos na pele, que ele só estava a "avisar" que não era sítio para andar ali... ;) ]
Até as minhas irmãs e as minhas sobrinhas, menos dadas a animais, gostavam dele e não passavam sem "ir fazer uma festinha ao D.".

Liguei à minha Mãe, que me disse que ele parecia dormir, de tão sereno que estava, e ela teve de lhe tocar para se certificar que ele já tinha partido.
Gostei de saber disso, que a partida fora serena...

Mas tenho saudades do meu D. ... :(

Sei que um dia o tornarei a ver, que estará à nossa espera do Outro Lado, para nos acarinhar e receber.
E espero que, onde quer que ele esteja agora, haja pássaros e borboletas para perseguir aos saltos no meio das ervas...

Descansa em Paz...



domingo, 19 de fevereiro de 2012

What Life is For?...



WHAT LIFE IS FOR

A million stars up in the sky
We watch them live, we watch them die
Now who can tell how this will be?
Now are we fools when we believe?

So listen

I never felt like this before
And I feel no guilt for wanting more
I’ll take all my chances here with you
And I can tell you feel it too


So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

And then you stepped out of my screen
I’m awake inside my dream
Tears roll backwards to the light
A rush of love, I feel alive

So listen

I’m in the back waiting for you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen

It’s real, I’m in love with you

A million stars up in the sky
Now can you tell me which one am I?

I never felt like this before
And my heart keeps wanting more

Then let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

domingo, 1 de maio de 2011

Sometimes...

it´s not easy being me...



...

I’m just out to find
The better part of me

I’m more than a bird...
i’m more than a plane
More than some pretty face beside a train
It’s not easy to be me

Wish that I could cry
Fall upon my knees

...

Even heroes have the right to bleed

...

Even heroes have the right to dream
It’s not easy to be me

Up, up and away... away from me

...



Five for Fighting - It's not easy (to be me)

domingo, 13 de março de 2011

Angola, 13 de Março de 1975

Ela acorda, com dores.

No tempo final da gravidez, sabe o que as dores significam.
Acorda o marido, para a levar ao médico.

O marido não a quer levar (ela nunca teve a certeza do porquê da recusa dele... só da sensação de mágoa que isso lhe causou...) e pede à irmã, que é enfermeira, para levá-la.

Cheia de dores, cansada dos últimos tempos em que quase não conseguira dormir, ela sente-se sozinha, triste, desamparada.

Chegam ao Hospital.

Uma enfermeira diz-lhe:
"Os médicos já não estão a atender ninguém, tem de ir para a Maternidade."

O chão foge-lhe debaixo dos pés.
Com angústia, cheia de dores, responde:
"Mas eu sempre fui atendida aqui, não quero ir para outro lado."

A enfermeira olha-a, olha para a cunhada dela, sua colega, e acaba por ir ver do médico.

Ouvem-se tiros, e não estão assim tão longe.
Ela tem medo, por ela, pelos dela.
E tem muitas dores.

O médico aceita vê-la, e colocam-na num quarto onde uma mulher mais jovem, também em início de trabalho de parto, grita de dores.

Ela sofre, em silêncio.
Com as dores físicas, com a sensação de solidão.

A outra mulher pergunta-lhe:
"Não lhe dói?...", estranhando o silêncio dela.

Ela responde:
"Dói, claro que dói...", num tom resignado.

As horas passam.
As dores continuam, e a criança que traz no ventre, em vez de descer, sobe, entrando em sofrimento.
Decidem provocar o parto, dão-lhe medicação e levam-na, a pé, para a sala de partos.

Avançando a custo pelo corredor, vê uma mulher negra a ter um filho ali, no chão.
A imagem impressiona-a.
Ainda hoje, quando vê uma grávida, impressiona-lhe o saber do que custa a hora do parto.

Na sala de parto, vê-se rodeada de gente.
O médico e mais uns poucos estudantes de medicina.

Com todo o desconforto que já tinha, o medo que sente, a solidão que aperta, olhou para aquela gente toda com alguma frustração e resignação.
"Ao menos que tenham aprendido a fazer as coisas bem.", desabafou ela, anos mais tarde.

Às 13:45h, a criança nasce.
Menina.
A 4ª menina, a 5ª filha.

Na agitação do cenário de guerra, pesam-na mas não a medem: 3,750kg.

Pega-lhe, e acha-a perfeita.
Diferente das irmãs, no formato do rosto, da cabeça, e com os olhos amendoados.
Linda.

Durante uns tempos, ela olhou para a filha com pena de não ter sido um menino.
Queria outro rapaz, embora gostasse muito de meninas.

À tarde, o marido veio vê-la. Mas, por alguma razão que nunca percebeu, não permitiram a visita da irmã e ela acabou por se chegar a uma janela a acenar-lhe e ao cunhado e sobrinhos.

Foi um dos partos mais difíceis, e inesquecível, para ela.
Mas apesar do cenário de guerra, apesar das dores, das dificuldades, da solidão, fora abençoada com uma menina linda, saudável, perfeita...






Obrigada, Mãe, por tudo...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ó p'ra mim de Parabéns...

... porque faço 9 Anos de Divorciada!!!

Após estes 9 anos, mantenho o que digo aqui, acrescentando que hoje só não devo ir celebrar porque não tenho cá companhia (entre as amigas estarem longes e/ou doentes, hoje estou sozinha).

A menos que vá ao cinema, sei lá... :D


Portanto,
PARABÉNS A MIM
e...

Beijinhos a tutti :)

PS - Um amigo meu questionou como é que eu me lembro destas coisas das datas, ponderando que seria algo "feminino"... lol
Não é. Lembro-me porque as minhas irmãs fazem anos neste mês e esta data fica fácil de memorizar.
Depois, estranhou eu ir celebrar. Até perceber que é uma desculpa tão boa como outra qualquer para ir p'rá galderice... ;)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TPM Power

Hoje, tive uma troca de palavras "mais"... com alguém de quem gosto muito.

Reivindiquei, ralhei, fui irónica, fria, agressiva, mas sempre sem baixarias, até que a certa altura, ele disse:

"Hoje é impossível falar contigo... Estás-me a querer comer o cérebro..."

Resposta em tom irónico:
"Mioleira a esta hora?... Não me parece... Mas já devias saber que numa discussão não tens hipótese comigo..."

A verdade é que disfarcei a mágoa com ironia, a saudade com agressividade e aproveitei para dizer algumas coisas que estavam cá guardadas, à espera de oportunidade para sair.

Não é costume agir assim.
Mas às vezes, a Alma está cansada de certas situações dolorosas, e vão-se buscar forças às hormonas doidas e irritadiças da fase de Tensão Pré-Menstrual...

Não o quis magoar.
Apenas provocar um certo distanciamento que me permita levantar defesas, preparar a guarda e não estar tão exposta nem sensível às coisas que ele faz e diz sem perceber que me magoam... (Mesmo depois de lhe explicar...)

Apenas afastar-me até que qualquer coisa "menor" vinda dele deixe de doer, ou eu deixe de me importar...


(Benditas hormonas, até mesmo destrambelhadas conseguem dar jeito... :) )

domingo, 3 de outubro de 2010

Honeyyyyyyyyyyyy...

... I'm hoooooommmmeeeeeeeeeeee!!!

Que é como quem diz:

O meu computador já saiu do coma (obrigada, Caçula!!!), fui de férias e estive numa espécie de retiro, no qual não tinha net e quase nada de telemóvel, ainda ontem estive a tomar banhos de mar e hoje apanhei uma chuvada em estilo Dilúvio, e neste momento, estou na casa da minha mãe, ainda de férias (até quinta!!!), cheia de coisas para vos contar, cheia de textos para partilhar, cheia de vontade de vos reencontrar e...

Para não variar, tenho pouquinho tempo!

Mas aos poucos, sob a forma de textos mais ou menos pessoais, acho que conseguirei partilhar algumas coisas convosco, do que foram estes dias!


Beijinhos a todos :)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os astros, mais uma vez...

Horóscopo do dia:

"Sol na casa 1, lua na casa 8


Neste período, que vai de 28/06 (hoje) às 23h50 a 01/07 às 16h18, a passagem da Lua pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Fada. O Sol em trânsito pela Casa 1 lhe chama à consciência, à clareza em relação a si mesmo. A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na 1 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, e a ter a coragem de romper com hábitos, padrões, pensamentos ou pessoas que não lhe servem mais. Reflexão para o período: do que eu preciso me libertar? "


Ah, então deve ser por isso que estou com uma telha desgraçada...

Do que eu preciso de me libertar?
Huuummm

- Da falta de vontade de escrever a tese, da falta de inspiração e motivação para isso.
Mas ontem deixei tudo arrumadinho para lhe pegar hoje e nestes dias, portanto... A ver vamos, que alguma vontade surgiu.
Se não a escrever até Setembro, já não a escrevo, deixando, pela 1ª vez na vida, algo inacabado.

- Da sensação de inutilidade no trabalho. Porque por muito que faça (e tenho-me fartado de trabalhar, não duvidem...), nunca é o suficiente, as exigências são cada vez maiores, e um trabalho que me dava pica e ânimo e alegria, tornou-se num "só vou trabalhar nisto porque me pagam ao fim do mês".

- De me sentir emocionada em relação a ele. De ainda pensar nele. Da irritação que me dá ainda estar apegada a ele. PQP!

- Do medo de arriscar a loucura: deixar o trabalho e ir estudar outra área, que neste momento é mais motivante. E que seria, eventualmente, melhor paga.

- Da sensação de desinteresse por esta terrinha, desta gentinha (o facto de ter que ter dado uma chapada a um gajo não ajudou nada à festa...)...

Portanto, do que preciso de me libertar?
Da sensação da minha vida não fluir como um rio, mas ser um charco de águas estagnadas...

:s

(a culpa é dos astros, só pode...)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Há alturas...

... Em que ser minimamente feliz parece impossível...

Há dias em que o cansaço geral, físico e mental, se torna num cansaço emocional, até mesmo espiritual.

Há dias em que acordo e resmungo, porque no mundo dos sonhos, mesmo até dos pesadelos, se está melhor do que na realidade duma cama vazia dele.

Há dias em que a minha Alma está cansada da vidinha desenxabida que por vezes tenho, e só lhe apetece partir.

Há dias em que me faltam forças até para respirar.

Há dias em que no final até consideramos que foi um bom dia, que sabemos as vantagens e temos consciência das bençãos que nos dão, mas que não conseguimos agir em conformidade e parecemos "mal-agradecidos".

Há dias em que simplesmente não me apetecia acordar. Para sempre.

Há dias em que tenho de respirar devagarinho, e fazer tudo devagarinho, porque se tentar fazer mais ou mais depressa, esgoto-me, falta-me o ar.

Há dias em que não sinto motivação para nada.

Há dias em que me revolto por alguém te tirado o meu coração do congelador e ter feito com que os sentimentos nascessem e depois, incautamente, sem maldade, o ter deixado cair e feito quebrar.

Há dias em que não me apetece sentir. Porque "sentir", dói.

Há dias em que me sinto apenas em dor.

Há dias de merd@, e eu ando a ter demasiados desses dias, ultimamente...

Fuck... :(

domingo, 7 de março de 2010

Tristeza

Hoje estou triste.

Estes últimos dias, passei por diversas emoções, mais ou menos intensas, que me agitaram o interior em maior ou menor grau.

Quem convive comigo esporadicamente, raramente se apercebe do meu estado de espírito, pois sou uma pessoa alegre por natureza e quando não estou, ponho-me!
Não gosto de andar triste, não gosto de mostrar "trombas", que não sou nenhum elefante.

Brinco, rio, faço de palhacita, e tenho uma "máscara" de "está tudo bem" mesmo quando não está.

Tenho essa capacidade, não é fingimento, não é não querer partilhar o meu estado de espírito, mas simplesmente, guardo as lágrimas para a almofada e para o silêncio da noite.
É uma emoção reservada, e pouco mostrada.
Só se apercebe quem me conhece bem, quem me sabe ler os olhos, e mesmo assim, só quem sabe do que se passa, ou tem alguma noção do tema que me causa a tristeza.

Mas hoje, estou triste.
Estou triste por razões diversas, entre as quais ter que assumir determinados erros que cometi (mas que não magoaram ninguém mais além de mim) e ter de ponderar em mudar as atitudes que levam a cometer esses mesmos erros em que caio desde há alguns anos.
Ter de mudar a minha natureza, em certas coisas, não é fácil.
Mas talvez seja necessário, mesmo.

E estou triste por uma outra razão, que implica a espera de um determinado acontecimento, e paciência.
Muita paciência.
Mesmo para a possibilidade de não acontecer o que espero.

E sinto-me assim, triste.
Apenas triste.

Não estou zangada, nem irritada, nem frustrada, nem desesperada.
Estou apenas triste.

Como se o mundo, estes dias, nestes próximos dias, deixasse de ter as cores do costume e fosse apenas pintado em cinza, água e sal...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Se fosse um livro...

... qual seria?

Este foi o teste da Radio Comercial que me lembrei de fazer (a "culpa" é da Eu Mesma! que me pôs o bichinho dos testes...lol)




E não é que acho que está mesmo certo?

(E sim, compro todos os anos o bendito do Borda d'Água... lol)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mas quem...

... é que no seu perfeito juízo, tem um dia de trabalho assim:

09:00 -12:30
14:00 - 17:45
18:15 - 22:15

sem sequer receber horas extraordinárias??????????

Hoje foi um daqueles dias que correu bem, mas ainda assim, o tempo não rendeu e precisei deste trabalho todo para preparar o dia de amanhã...

Cheguei há pouco a casa, a pensar que devo estar louca, e lembrei-me dos posts do LBJ e da Jane Doe e dos seus diários sobre loucuras...

Querem loucuras?
Subi as escadas do prédio às escuras, a ansiar pela ausência de estímulos para o meu cérebro cansado.
Depois, fiz de conta que era ceguinha e fechei os olhos até chegar à minha porta. Saquei da chave e consegui abrir à primeira tentativa. Realmente, a Alma tem olhos.

Entrei e pousei a mochila, tirei o soutien e os brincos, que apesar de serem ultraleves, me parecia que pesavam toneladas.

Aqueci arroz de cogumelos a pensar que me apetecia comer cajus, mas como sei que se começo com eles, os devoro, achei por bem alimentar-me decentemente.

Fui até à varanda, a noite está serena, mas não me apeteceu ficar lá.

Vim para o computador, e descalcei as sapatilhas. Daqui nada, sei que estou despida, faz parte do hábito, ir-me despindo ao longo do tempo.


Hoje, é um daqueles dias em que me apetecia entrar em casa e ter cá alguém que me desse mimo.
(Mimo, claro, porque se estivesse cá alguém a lixar-me a cabeça pela demora no trabalho, apresentava-lhe logo a porta da rua.)

Há dias, em que me é indiferente estar sozinha. Outros, em que é agradável estar sozinha.
Mas hoje, apetecia-me colinho.
Apenas isso, mimos, colinho, uma massagem na nuca e nos ombros que hoje carregam o peso do (meu) mundo.

E não está cá ninguém.
Apesar de ter gente à distância dum telefonema ou do msn...

Dou comigo em pensamentos sobre aceitação, confiança, partilha, sonhos.
Dou comigo a pensar que ainda tenho de ir estudar.
Dou comigo a pensar que se não tiver um esgotamento antes do final do ano, é porque sou mesmo ruim, pois "erva ruim, nem a geada a queima".


Às vezes, sou irritantemente saudável... Há tempos, estive 4h com os pés enfiados em botas e meias molhadas. 4h!!! Quando cheguei ao fim do trabalho que estava a fazer, descalcei-me e espremi as meias... E escorreram água, mesmo... E nem assim, fiquei doente... Outros, apanham uma aragem da treta e ficam logo de cama...

E não está cá ninguém em casa e apeteceu-me partilhar este bocadinho de insanidade convosco.

Agora, vou dar atenção a quem ma pede no msn, agarrar nos cajus (que agora vou comer menos, pois, já comi o arroz...) e...

Estudar...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

6...

... Anos que já passaram...

Conheci-te na manhã de 11 de Agosto de 2003.

Fui-te conhecendo melhor, aos poucos.
Nem um mês depois, já gostava muito de ti.

Hoje, confesso que te adoro.
Tal como já confessei muitas vezes.

Tiraste a monotonia desta terrinha maledicta, apoiaste-me nos momentos difíceis, fizemos loucuras, partilhámos lágrimas e sorrisos. Partilhámos silêncios e gritos e conversas e olhares. Comunicámos com o brilho dos olhos e ríamos secretamente daquilo que líamos nos pensamentos. Deixámos muita gente à toa com a nossa cumplicidade.

Quem, além de ti, me atendia o telefone às tantas da madrugada, para me fazer companhia enquanto viajava?
Quem, além de ti, compreende tão bem como caracóis e ice-tea me assentam às mil maravilhas?... :D
Quem, além de ti, é capaz de me dar na cabeça sem me magoar?
Quem, além de ti, se responsabiliza por aquelas coisas para as quais não tenho tempo nem vontade, como a pressão dos pneus do carro??...

Por tudo o que já passámos...
Por tudo o que ainda vamos passar...

Obrigada, Joana, pela amiga formidável que és!

Agradeço estes 6 anos do fundo do coração!!!


(O nosso jantar de festejo de 6 anos!)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Na verdade...

EU NÃO PRECISO DE PERDER PESO por aí além...

Eu preciso é de perder VOLUME*!!! :D






Fada, com IMC = 25,56!!!

* E nem é assim tanto, ouviram, meninos LBJ e Puck que insistem que eu sou uma fada roliça???... :p

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Humildade

Por vezes, precisamos de “descer” um pouco do nosso pedestal de "seres sábios" e aproximarmo-nos da Terra e dos "seres mais simples"...
Se formos suficientemente humildes, seremos agraciados com beleza e testemunhos de amor...




Desde há duas ou três semanas, que andamos todos, lá por casa, “histéricos” pelo que vos vou contar em seguida (estava a guardar esta história para outra altura, mas achei por bem, devido a outras “histórias” que andam aí, postar sobre isto agora).

Há uns 14 ou 15 anos atrás, apareceu-nos em casa um cão.
Vinha perdido, ou teria sido abandonado, pois foi na altura da caça.

Surgiu lá por casa (tal como outros cães antes dele) e o Caçula foi-lhe dando de comer às escondidas dos meus pais, pois cada vez que aparecia lá um cão, os meus pais arranjavam-lhe dono, para grande tristeza do meu irmão que os via ir embora.

Mas com este, mudou-se a opinião dos meus pais... O cão era um jovem adulto, com um pêlo cor de mel, amistoso, afável, amigo, um verdadeiro rafeiro do mais lindo que há.

Além de ser um excelente cão de guarda, aprendeu num instante a reconhecer “o pessoal da casa”, de forma a que, pelo latido, já sabíamos quem vinha lá (e nós até somos uma família grande e já estavamos cada um no seu ponto do país, quase).

Assim, acabou por nos adoptar e nós a ele.


Andava à solta, mas sempre por perto.
Um dia, foi atropelado e ficou cego duma vista. Então, o meu pai decidiu arranjar uma corrente grande, para ele não ir para a estrada mas ter sempre onde andar e movimentar-se. Ou então, pegávamos na trela e passeávamos com ele (à volta, havia campo e coelhos e saca-rabos).

Depois, mudámos de casa, e ele recomeçou a andar solto na vizinhança.

Foi novamente atropelado e, creio eu, devido a isso, uma noite mordiscou o rabo do “lixoman”. O senhor fez queixa (natural...), resolvemos bem as coisas com ele e, a partir daí, ele andava solto no nosso quintal e com trela fora dele (porque se não andasse com trela, teria de andar açaimado, e como ele e o cão da vizinha eram rivais no bairro, não podia andar sem se defender!).

E os anos foram passando.

O nosso cão está velhote, meio surdo, meio cego, já não tem a energia que tinha, mas continua a ladrar antes de me ver, cada vez que me sente entrar no portão, em jeito de boas vindas.
É o nosso cão, e nós somos os humanos dele.

Há uns tempos atrás, o Caçula (creio que existe um qualquer radar especial ou um sistema de comunicação dos cães - e dos gatos - que reconhecem o Caçula como um amigo) encontrou uma cadela, num sítio relativamente longe de nossa casa.
Um ou dois dias depois, a mesma cadela surgiu lá por casa. Um pouco medrosa, mas muito meiguinha.

Ia comer a comida do nosso cão e ele nem se importava. Dormia perto dele, andava pelo jardim, saía do pátio mas voltava.

Apercebemo-nos que estava prenha.

A minha mãe foi de férias uns dias, e quando voltou, notou que a cadelita já não estava com a barriga inchada. E que continuava a comer toda a comida do nosso cão, e que se escondia.

E ouviram uns latidos fraquinhos. :D

A minha mãe e o Caçula procuraram e encontraram o ninho que ela arranjara para os filhotes. Escondido debaixo duma varanda baixinha que dá para o jardim.

Ficaram todos contentes e o Caçula conseguiu ver 4.
A minha mãe começou a fazer ainda mais comida para a bichinha, que comia e ia para junto dos filhotes.
De vez em quando, saía e regressava, e andava sempre atrás da minha mãe e do meu irmão.

Há dias, a minha mãe ligou-me, toda contente e animada, a dizer que afinal, eram 7!!!
E estava encantada, que eram lindos e que a cadela comia muito mas que eles estavam gordinhos.

Ela encantada, e eu toda “invejosa” de ainda não ter visto os puppies. :p

Este fim-de-semana, fui a casa. E depois, afastei um dos tijolos que esconde o ninho, perante o olhar um pouco receoso da cadelita e...


Peguei em dois, os mais curiosos e afoitos, e eu e o Nº3 estivémos a brincar e a tirar algumas fotos.


Acabei por me deitar no chão, deliciada a namorar os bebés, que brincavam, depois mamaram, e depois brincaram um pouco e adormeceram. Dois deles são mais curiosos, e são todos lindos!!!!





Hoje, recebi uma mensagem da minha mãe e afinal... São 8!!!

(Experimentem lá contar os rabitos...)

Perante isto, e depois de ter visto aquele blog criado para apoiar aquela causa terrível da “Esterilização Obrigatória”, só pergunto:

Acham que todos os cães abandonados permanecem abandonados????

Acreditam que estes cachorrinhos, que nem sequer eram “nossos”, vão ser abandonados??

Acreditam que a cadelita não tinha o direito de ser mãe só porque alguém a pode achar indigna, por ser rafeira???

Mas quem somos NÓS, para decidir eliminar a beleza da mistura de raças?
Quem somos NÓS, para decidir que TODOS OS CÃES E GATOS DE COMPANHIA deverão ser esterilizados?????

Este assunto põe-me doente, juro...

HAJA HUMILDADE!!!!

Portanto, venho repetir o que já disse o Bruno Fehr:

NÃO À ESTERILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA!!!


E peço-vos que visitem tanto o post do Bruno (muito bem estruturado e fundamentado, na minha opinião) como o da Esterilização Obrigatória (grrrrr....) e digam de vossa justiça.



Vamos tentar arranjar casa para todos os cachorritos e se não conseguirmos, ficarão conosco!

E acreditam que ainda houvesse quem nos dissesse que devíamos matar alguns???
Fico ainda mais doente...
Nem que os alimente a biberon, chiça!!! Agora, matá-los?!?!?!?
Não, nem matava nem deixava matar! Gente parva!...



Bem... Mas digam lá, não são lindos?? :D









PS - Já agora, leiam este post, a continuação do 1º, sobre este tema, do Bruno Fehr: http://so-me-apetece-cobrir.blogspot.com/2009/06/nao-esterilizacao-obrigatoria-dos.html

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Generosidade


Às vezes, entendo que a maior parte das pessoas são egoístas. Pensam no seu próprio umbigo, pensam no seu “eu” e o resto... Não lhes interessa.

Nestas 2 ou 3 últimas semanas, em que, entre TPM (só foi uns dias, mas pareceu uma eternidade!), cansaço, desilusões, “mau feitio” (perfeitamente tolerável, que não descarrego em ninguém, nisso sou “egoísta” e guardo-o só para mim), mudanças de Lua, mudanças de tempo, e outras chatices, andei (e ando) um bocadinho... “ausente de mim mesma”, a “pensar na vidinha”. E constatei que algumas pessoas tiveram gestos generosos para comigo... Foi bom, soube bem.

Só como exemplos:

-Ofereceram-me um Ramo da Espiga, merugens e rucola, além de me terem dado a experimentar uma planta que desconhecia completamente, as “noselhas” ou “feijocas-da-terra”, que tem uma batatinha e que sabe a castanha crua.

A colega em causa, não me conhece bem, mas já percebeu que sou uma curiosa, além de gostar de comer ervas e legumes bravos, e então... ofereceu-mas! E eu agradeci!!!

-Há uns dias, recebi um telefonema, da mãe da Pipokita.

Ela: “Já está em casa?”
Eu: “Sim, estou, porquê, precisa de alguma coisa?”, perguntei.
Ela: “Não, obrigada, é só porque tenho aqui uns morangos e umas cerejas para si!”
Fiz um sorriso enooooooorme, e respondi:
“Obrigada, passo aí amanhã ao fim da tarde!”

Entretanto, têm-me dado vinho (eu que bebo pouco, nunca compro vinho e tenho uma adeguita razoável...), bolos, patês, doces...

E dou comigo a pensar: “Afinal, as pessoas são generosas...”


Depois, pensei em mim mesma, se me considero generosa (porque como ando com “mau feitio”, a auto-estima fica rasteirinha e tenho ideias parvas), e sim, considero-me generosa.

Sou generosa nos gestos, nas atitudes, no mimo, no carinho.
E como diz uma amiga minha, tenho um “ meu melhor sorriso” para oferecer a quem gosto. Pois, diz ela, se as pessoas me dão tanto, é porque também sentem o mesmo da minha parte. E já a minha mãe disse o mesmo, um dia destes, que “era porque sou simpática” (as mães não mentem, certo? :p ) e as pessoas gostam.

Sim, posso dizer: sou simpática. Sou uma “gaija” porreira.

E não o sou porque quero agradar a alguém, agrado naturalmente por ser como sou. Quem gosta, gosta, quem não gosta... A porta da rua é a serventia da casa!

Noutra conversa com tendências depressivas (TPM no auge, pensamentos parvos no máximo) com essa minha amiga (que é uma santa!!!), estavamos a falar do que eu poderia “ter” para oferecer a um gajo, porque:
- não tenho onde cair morta (mentira, acho que há um espacinho lá no quintal da minha mãe, ao pé da casota do cão)
- estou a ficar cota (34 anos, sem filhos, com rugas e borbulhas desta pele maledicta, celulite......... não vou continuar, ok??)
- já fui mais inteligente, tenho-me sentido estupidamente cansada e com o cérebro parado...
- etc, etc, etc, num desfiar de misérias,

E ela disse-me: “Tens amor e carinho, e mais não precisam!!!”
E é capaz de ter razão...ou não. :p


Bem, mas estou em devaneios...

Estavamos no tema “generosidade”.

E por falar em generosidade... Está-se a aproximar uma recolha do Banco Alimentar contra a Fome.

Não costumava dar nada, por causa daquele escândalo de comida estragada, há uns anos atrás, por não ter sido distribuída.

Mas desde que estou nesta santa terrinha, uma amiga disse-me que faz parte das recolhas (é chefe de escuteiros) e que o que cada distrito/região consegue angariar, é para esse distrito/região. É justo.

Então, tenho ajudado sempre. Às vezes, compro coisas que as pessoas ficam abismadas, quando ponho no carrinho (como quando as minhas compras são uma lata de feijão e a oferta para o banco são três sacos de comida, por ex.).
Normalmente, pergunto o que faz mais falta, o que receberam menos.
E normalmente, não sei explicar porquê, compro em grupos de 3.

Tipo: 3 garrafas de azeite, 3 latas de tomate, 9 latas de atum, 3 pacotes de esparguete.

Ou
3 caixas de corn-flakes, 3 caixas de Nestum Mel, 12 litros de leite.

Acabo por gastar algum dinheiro... Mas chego a gastar mais “mal-gasto” e pelo menos este sempre pode ajudar alguém (que também já conheci gente que PRECISA mesmo)!

Portanto... Este fim-de-semana... Contem comigo!

E espero que contem convosco também...


PS – Por falar em ofertas, conforme estou a escrever este texto, está um gaijo giro, daqueles que é garantidamente uma “bela queca”, a aliciar-me para................

terça-feira, 19 de maio de 2009

A prenda do Espanhol

Já vos falei no Espanhol, algures neste blog.

O Espanhol é um homem daqueles que nos inspira (a nós, mulheres).
Inteligente, bonito, educado, artista (bad boy), terapeuta (very good boy), carinhoso, atraente, simpático... Um homem muito interessante, sem dúvida.

Conhecemo-nos em Outubro passado, em Málaga. Trocámos contactos e fomos conversando no msn.

Há tempos, numa conversa no msn, declarou-se. Entre outras coisas, disse que se não me tivesse conhecido "ao vivo", não iria acreditar que existia alguém assim. :)
Que eu era muy guapa, que tinha um belo coração, etc etc etc. Que doidos eram os homens que me deixavam escapar (já não é a primeira vez que me dizem isto, mas nem todos os Peixes mordem o anzol facilmente... :p ).


(Esperem, vou buscar a esfregona, estou-me a babar)

Sim, o que ele me disse fez-me bem ao ego, à Alma, ao que lhe quiserem chamar, mas optei por me afastar um pouco dele. Por ele, para bem dele.

Não ando aqui a enganar ninguém, e entre todas as minhas outras regras acerca de sexo, uma que tenho como certa é não ir para a cama com alguém que nutre, por mim, sentimentos mais fortes que os meus por essa pessoa. Pois alguém poderia sair magoado. (Mal por mal, prefiro sair magoada a magoar. Sei que aguento, sou forte, já levei muita "pancada", já sofri muita desilusão e não "fritei", nem "morri" por causa disso.)

Então, afastei-me um pouco. A simples distância de uma amiga que está longe, não o deixando avançar.

Passado algum tempo, conversámos de novo sobre esse assunto e eu expliquei-lhe o porquê do meu afastamento.
A resposta dele:
"Eres preciosa... creo que para ti es muy dificil hacer daño a nadie,tienes un buen corazon"

:)

Hoje, reencontrei-o no msn, temos andado desencontrados, por motivos de trabalho.

Conversávamos, quando ele me disse que tinha a minha prenda de aniversário (passaram 2 meses, mas isso são pormenores, que o que conta é a intenção e ainda mal tinhamos falado desde aí) e se eu a queria.

Respondi que sim, já adivinhando o que ia acontecer.

Então ele mandou-me uma letra duma música que escreveu para mim e um vídeo em que toca guitarra e canta para mim.
:D

Conseguiu arrancar-me um sorriso enooooooorme, tanto com a letra como com o vídeo.

Não o posso publicar, mas acreditem... Foi uma prenda bem bonita, especial. :)

A seguir, repetiu o que dissera a uma amiga, a meu respeito: "le dije que tenía una amiga en Portugal a la que no habría dejado escapar si hubiéramos vivido más cerca".

Ok, confesso, fez-me bem ao ego outra vez! :p


Ultimamente, tenho andado um bocado mais em baixo; além do cansaço e das lesões, a minha fé na Humanidade tem sofrido umas "pancadas". Daí que esta prenda, singela e bonita, veio-me (re)lembrar de que há gente boa por aí... E que gostam de mim!!! ;)


E pronto, queria só partilhar isto convosco.


Beijitos


PS - E só para meter nojo: Ando de barriguinha cheeeeeeeeeeeia de cerejas...